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Câmara deve votar nesta quarta projeto que anula decreto sobre IOF e outras medidas econômicas

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (26) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa anular o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionado ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A informação foi confirmada na noite de terça-feira (25) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em publicação feita na rede social X (antigo Twitter).

Isenção de IR para quem ganha até dois salários mínimos também será votada

Além do PDL sobre o IOF, a pauta da Câmara desta quarta inclui um projeto de lei que propõe a isenção de Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até dois salários mínimos. A medida faz parte de uma agenda voltada ao alívio fiscal da população de menor renda.

Medidas Provisórias também estão na pauta

Segundo Motta, os deputados também analisarão duas Medidas Provisórias (MPs):

  • MP do Fundo Social: Autoriza o uso de até R$ 15 bilhões anuais do Fundo Social para programas de habitação popular. A medida também permite ao governo leiloar excedentes de óleo e gás, com potencial de arrecadação de até R$ 20 bilhões.
  • MP do crédito consignado: Libera a contratação de crédito consignado por trabalhadores do setor privado, ampliando o acesso ao financiamento com desconto em folha para essa categoria.
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Entenda o decreto do IOF

O decreto que motivou o PDL foi editado pelo governo para substituir um anterior, datado de 22 de maio, que havia elevado as alíquotas do IOF sobre diversas operações financeiras. A medida foi inicialmente justificada como forma de assegurar o cumprimento da meta fiscal de 2024.

Contudo, após forte reação negativa do Congresso Nacional e de setores econômicos afetados, o Executivo recuou parcialmente, editando um novo decreto. Apesar do recuo, o governo manteve aumentos em determinadas operações, o que motivou a apresentação do projeto legislativo que será votado nesta quarta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de máquinas e equipamentos avança 1,2% em março e atinge maior nível de importações da história

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O consumo de máquinas e equipamentos no Brasil registrou crescimento de 1,2% em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) durante a Agrishow, maior feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina.

O levantamento também aponta um recorde nas importações, que alcançaram US$ 3,1 bilhões no mês — o maior valor desde o início da série histórica, em 1999. O avanço foi puxado principalmente pela entrada de componentes industriais e máquinas destinadas à extração de petróleo.

Importações impulsionam resultado no trimestre

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o consumo do setor apresentou alta de 4,2%. O desempenho foi sustentado, sobretudo, pela maior demanda por máquinas rodoviárias e equipamentos voltados à movimentação e armazenagem de materiais.

Nesse período, as importações desses segmentos cresceram de forma expressiva, com avanço de 20% em máquinas rodoviárias e de 28% em equipamentos logísticos, refletindo investimentos em infraestrutura e armazenagem.

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Indústria opera próxima de 80% da capacidade

Outro indicador relevante foi o aumento no nível de utilização da capacidade instalada da indústria de máquinas e equipamentos. Em março, o índice atingiu 79,9%, alta de 1,4% em relação a fevereiro e 2,3 pontos percentuais acima do registrado no mesmo mês de 2025.

O resultado indica que o setor industrial segue operando próximo do seu limite produtivo, sinalizando uma recuperação gradual da atividade.

Emprego segue em alta no setor

Mesmo diante de oscilações nas vendas, o setor mantém trajetória positiva na geração de empregos. Nos últimos 12 meses, foram criados 122,5 mil postos de trabalho, o que representa crescimento de 6,5% em relação ao período anterior.

De acordo com a avaliação da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, as empresas têm optado por preservar seus quadros de funcionários, apostando em uma recuperação no curto prazo.

Expectativa é de retomada com expansão do agro

A perspectiva do setor está diretamente ligada ao crescimento do agronegócio brasileiro. A ampliação das exportações de alimentos, estimada em até 30%, depende do aumento da área plantada e, consequentemente, da demanda por máquinas agrícolas.

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Nesse contexto, a avaliação é de que o atual momento de desaceleração nas vendas seja temporário. A manutenção da mão de obra qualificada é vista como estratégica, já que profissionais treinados são considerados ativos essenciais para sustentar a retomada do crescimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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