AGRONEGÓCIO

CNA apresenta levantamento de custos de produção em quatro regiões do Brasil

Publicado em

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou esta semana um amplo levantamento dos custos de produção em diversas cadeias produtivas, contemplando seis estados do país. Foram analisadas as atividades de pecuária de leite, avicultura de postura e corte, tilápia, uva, cana-de-açúcar e tomate.

Cana-de-açúcar em São Paulo

O estudo realizado em Pirassununga (SP) na terça-feira (17) considerou uma propriedade modal de 50 hectares, com expectativa de produtividade de 80 toneladas por hectare para a safra 2025/2026.

Os dados indicam uma redução da margem líquida no ciclo atual em comparação ao levantamento anterior, atribuída à queda na qualidade da matéria-prima, fator que impacta negativamente a receita do produtor.

Avicultura de corte no Rio Grande do Sul

Em Maraú (RS), na segunda-feira (16), o painel de avicultura de corte integrada apontou um custo operacional efetivo (COE) estimado em R$ 1,14 por ave. O item que mais pesou nos custos foram os insumos para aquecimento da granja, representando 34,8% do COE, seguido pela energia elétrica (14,7%) e manutenção (14,1%).

Leia Também:  Trigo: potássio, cálcio, boro e enxofre são essenciais para produtividade e qualidade do grão
Pecuária de leite no Rio de Janeiro

Na terça-feira (17), em Macuco (RJ), o levantamento focou em uma propriedade modal de 40 hectares, com produção diária média de 150 litros de leite.

A análise revelou que apenas 28% do rebanho total são vacas em lactação, e 55% do total de vacas estão em lactação — índices que limitam a geração de caixa da propriedade, já que muitos animais não produzem receita.

Atualmente, a receita obtida cobre somente os custos da atividade, sinalizando a necessidade de ajustes no sistema produtivo para melhorar a rentabilidade.

Produção de uva em Santa Catarina

Em Tangará (SC), o levantamento sobre a uva Isabel, cultivada sem irrigação e com venda direta para a indústria, apontou produtividade média de 30 toneladas por hectare na safra 2024/2025.

Esse resultado representa uma recuperação em relação às safras anteriores, prejudicadas por geadas. Mesmo assim, a atividade apresentou prejuízo econômico, evidenciando a importância de uma gestão eficiente para reverter o quadro.

Tomate em Santa Catarina

O painel realizado em Lebon Régis (SC) analisou uma propriedade modal de 10 hectares, com 80% da área destinada a variedades tipo salada e 20% a saladetes.

Leia Também:  Preço do arroz em casca sobe em julho no RS, mas acumula queda significativa no ano

A última safra (plantio entre setembro de 2024 e janeiro de 2025) teve bom desempenho, com média de 580 caixas por mil plantas, totalizando cerca de 550 mil caixas de tomate.

Produtores destacaram que a atividade exige grande demanda de mão-de-obra, que corresponde a quase 30% dos Custos Operacionais Efetivos (COE).

Outros levantamentos

Além dos painéis citados, a CNA realizou estudos de avicultura de postura em Sidrolândia (MS) e de tilápia em Domingos Martins (ES) e Linhares (ES).

Este levantamento da CNA oferece um panorama detalhado dos custos e desafios atuais enfrentados por produtores rurais em diferentes regiões e setores, reforçando a importância da gestão eficiente para garantir a sustentabilidade das atividades agropecuárias brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

Published

on

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Leia Também:  Cuiabá permanece em alerta para tempestades; risco de chuvas intensas atinge todos os municípios de MT

Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

Leia Também:  Preços do tomate caem mais de 26% nos atacados com oferta elevada e clima favorável, aponta Conab

Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA