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Prêmio Justiça Eleitoral e Selo de Qualidade Eleitoral: conheça os critérios de avaliação

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Com o objetivo de reconhecer, valorizar e incentivar as boas práticas, o compromisso com a democracia e a dedicação à Justiça Eleitoral (JE), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou o Prêmio Justiça Eleitoral — voltado para juízas e juízes eleitorais, servidoras e servidores, colaboradoras e colaboradores, cidadãs e cidadãos — e o Selo de Qualidade Eleitoral, direcionado aos tribunais regionais eleitorais (TREs). As inscrições vão até 30 de junho e podem ser feitas na página oficial das premiações. 

Uma Comissão Julgadora será responsável por avaliar as iniciativas, considerando critérios como comprometimento, esforço, superação, dedicação e efeitos gerados no processo eleitoral e na JE. A participação no Prêmio Justiça Eleitoral é gratuita, assim como as inscrições. 

Confira a seguir os critérios que serão utilizados na avaliação de cada categoria. 

Prêmio Justiça Eleitoral 

O Prêmio Justiça Eleitoral objetiva selecionar, premiar e divulgar ações, projetos ou programas inovadores e eficazes voltados à promoção, defesa e garantia do direito ao voto e da preservação da democracia. Para isso, serão seguidos os seguintes critérios de avaliação: 

  • grau de superação dos desafios enfrentados e demonstração de dedicação;  
  • impacto e relevância para o processo democrático;  
  • representação dos valores de cidadania, responsabilidade e compromisso com o processo eleitoral e a defesa da democracia; e 
  • capacidade de inspirar e ser exemplo para a cidadania na participação no processo democrático. 
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As experiências, as ações, os projetos e os programas inscritos devem evidenciar comprometimento, esforço, superação, dedicação e efeitos para o processo eleitoral e para a Justiça Eleitoral, bem como se enquadrar em uma das sete categorias temáticas do Prêmio. São elas: 

  • Inovação em cidadania na Justiça Eleitoral; 
  • Combate à desinformação; 
  • Eficiência na comunicação;  
  • Redução das desigualdades de gênero, de raça, de etnia e de idade; 
  • Acesso à Justiça Eleitoral;  
  • Categoria eleitor comprometido; e  
  • Categoria mesário exemplar.  

Vale lembrar que cada categoria terá três finalistas e um vencedor, totalizando-se sete premiações. Os resultados serão divulgados em dezembro pelo TSE.  

Selo de Qualidade Eleitoral 

Para concorrer ao Selo de Qualidade Eleitoral, os TREs interessados devem cumprir critérios estabelecidos em resoluções e portarias do TSE e apresentar programas, projetos e ações dentro dos seguintes eixos temáticos: 

  • Gestão eficiente; 
  • Inovação e desenvolvimento colaborativo de sistema; 
  • Atendimento ao cidadão; 
  • Transparência, integridade e combate à desinformação; e 
  • Capacitação e desenvolvimento.  

Vale lembrar que o Selo de Qualidade Eleitoral será concedido nas categorias Diamante, Ouro e Menção honrosa. O Selo de Menção Honrosa será conferido ao TRE que apresentar ação, projeto ou programa inovador, replicável e de impacto positivo para a Justiça Eleitoral, desde que atinja a pontuação mínima total de 700 pontos nos eixos temáticos.  

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A Comissão Julgadora avaliará as iniciativas com base nos seguintes critérios:  

  • efetividade e efeitos positivos na gestão do processo eleitoral; 
  • iniciativas colaborativas no desenvolvimento de tecnologias; 
  • aperfeiçoamento da transparência, da integridade eleitoral e do combate à desinformação; 
  • contribuição para modernização, segurança do processo eleitoral, ampliação da acessibilidade aos serviços eleitorais; e 
  • capacitação e desenvolvimento dos servidores, colaboradores e mesários na participação ativa no processo democrático. 

Fique por dentro  

Na página oficial das iniciativas, é possível acessar todos os detalhes sobre o Prêmio Justiça Eleitoral e o Selo de Qualidade Eleitoral, incluindo-se os editais, cronogramas, formulários de inscrição e critérios de avaliação, além de um FAQ com respostas às principais dúvidas. 

Participe!  

LB/LC/DB 

#DescriçãodaImagem: A fotografia mostra as mãos com um celular. Na tela está o site do TSE e a aba da premiação.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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