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Preços do café robusta caem mais de 3% nesta quarta-feira (18) com avanço da colheita no Brasil

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Queda expressiva nas bolsas internacionais

Na manhã desta quarta-feira (18), os preços do café robusta registraram forte recuo nas bolsas internacionais, com baixa de 3,30%. O mercado responde ao avanço da colheita nas principais regiões produtoras brasileiras, que tem pressionado os futuros do grão.

Avanço da colheita e safra robusta

Segundo o Cepea, as atividades da colheita de robusta já se aproximam da metade da safra, que deve ultrapassar 20 milhões de sacas na temporada 2025/26. Esse volume deve compensar a menor produção prevista para o café arábica no mesmo período.

Condições de mercado e estoques

De acordo com o Boletim do Escritório Carvalhaes, os fundamentos do mercado seguem os mesmos: estoques historicamente baixos em países produtores e consumidores, clima irregular e um equilíbrio delicado entre produção e consumo mundial.

Cotações dos contratos futuros

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o robusta apresentou as seguintes variações nos contratos futuros:

  • Julho/25: recuo de US$ 136, negociado a US$ 4.183 por tonelada
  • Setembro/25: queda de US$ 137, cotado a US$ 4.018 por tonelada
  • Novembro/25: baixa de US$ 121, negociado a US$ 3.961 por tonelada
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Já o café arábica também operava em queda:

  • Julho/25: baixa de 605 pontos, cotado a 329,80 cents/lbp
  • Setembro/25: recuo de 620 pontos, a 326,25 cents/lbp
  • Dezembro/25: desvalorização de 590 pontos, a 322,30 cents/lbp
Previsão climática favorece colheita

O Climatempo indica que a semana será marcada por tempo seco e temperaturas em elevação nas áreas produtoras do interior do Brasil, condição favorável à qualidade dos grãos e à continuidade da colheita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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