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Vacinação na avicultura ganha eficiência e qualidade com equipamentos automatizados

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A modernização do processo de vacinação na avicultura tem proporcionado avanços significativos em eficiência, bem-estar animal e qualidade da imunização. A adoção de tecnologias automatizadas vem transformando a forma como as vacinas são aplicadas, trazendo benefícios para os produtores, aves e toda a cadeia produtiva.

A importância da vacinação na avicultura

Desde o início da produção industrial avícola, a vacinação tem sido um pilar essencial para a prevenção de doenças. Sem uma sanidade adequada, o crescimento e a produtividade das aves seriam limitados. Entretanto, falhas na aplicação das vacinas podem comprometer a imunização, gerando prejuízos como surtos de doenças, aumento dos custos com tratamentos, queda no desempenho dos animais e perdas na qualidade do produto final.

Evolução dos métodos de vacinação

Inicialmente, a vacinação era feita individualmente no campo, método inviável para produções em larga escala devido ao tempo e custo envolvidos. Posteriormente, adotou-se a vacinação em massa por meio de água de bebida ou spray, porém com baixa uniformidade.

Com o avanço tecnológico, surgiram vacinas aplicáveis no incubatório, como a vacinação in ovo (entre 18 e 19 dias de incubação) e a subcutânea logo após o nascimento dos pintinhos. A vacinação in ovo permite uma proteção precoce, mas exige equipamentos caros e manutenção que limitam sua adoção em incubatórios menores. A subcutânea, aplicada na região dorsal do pescoço do pintinho, é uma alternativa eficiente, mas depende da habilidade do operador para evitar lesões.

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Já a vacinação por spray é amplamente utilizada contra doenças respiratórias, aplicada através de máquinas que aspergem gotas líquidas sobre as aves. Embora seja mais uniforme que a vacinação manual, ainda apresenta falhas que precisam ser monitoradas constantemente.

Avanços tecnológicos na vacinação automatizada

Hoje, equipamentos automatizados revolucionam o processo, reduzindo o manejo das aves e aumentando a precisão da aplicação. Um destaque é a vacinadora Innoject Pro, da MSD Saúde Animal, que combina a vacinação subcutânea automatizada com a aplicação naso-ocular, garantindo maior precisão e minimizando lesões.

O equipamento vacina duas aves simultaneamente, usando sensores para identificar a posição correta dos pintinhos e pistões para aplicar a vacina subcutânea no pescoço, enquanto gotas são direcionadas aos olhos e narinas, eliminando a necessidade de vacinação spray posterior e reduzindo custos.

Resultados positivos na prática

Rinaldo José Bezerra de Melo Filho, veterinário responsável técnico da granja Pinto Formoso (PE), destaca que, desde 2022, o uso da Innoject Pro melhorou significativamente a eficiência da vacinação. “A taxa de vacinação subcutânea subiu de 93% para 99,99%, e a ocular alcançou 100%, contra 80% das vacinadoras spray tradicionais, representando um avanço expressivo para nossa produção.”

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Outras tecnologias em destaque

Outra inovação é o equipamento MIDHAS, que aplica vacinas por pressão constante usando bicos ou barra de gel com dosagem ajustável. Segundo Lucas Colvero, gerente técnico LATAM de Avicultura na MSD Saúde Animal, “a pressão constante é fundamental, pois afeta diretamente o tamanho das gotas, o que impacta a eficácia da imunização.”

Tecnologia: fator decisivo para competitividade

Com a alta demanda do mercado e a produção em grande escala, a adoção de tecnologias avançadas tornou-se essencial para manter a competitividade. A MSD Saúde Animal oferece um portfólio completo de vacinadoras que atendem às necessidades de diferentes produtores, priorizando não só a eficácia da imunização, mas também o bem-estar animal e a praticidade do processo.

A modernização da vacinação na avicultura mostra que investir em equipamentos automatizados é crucial para garantir saúde, produtividade e sustentabilidade no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Descoberta de novas espécies de minhocas em sistemas integrados reforça sustentabilidade no agro brasileiro

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Pesquisadores identificaram duas novas espécies de minhocas nativas brasileiras em áreas de sistemas integrados de produção na Embrapa Pecuária Sudeste, reforçando a importância de práticas agrícolas sustentáveis para a conservação da biodiversidade do solo.

A descoberta ocorreu na Fazenda Canchim, em São Carlos, e foi publicada na revista científica internacional Zootaxa, em artigo assinado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, Embrapa Florestas e Universidade Federal do Paraná.

As espécies identificadas são a Fimoscolex bernardii e a Glossoscolex canchim, pertencentes à família Glossoscolecidae, típica de solos tropicais da América do Sul.

Sistemas integrados ajudam a preservar biodiversidade do solo

As novas espécies foram encontradas em áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Integração Lavoura-Pecuária (ILP), pastagens intensivas e lavouras sob plantio direto.

Segundo os pesquisadores, a presença dessas minhocas nativas demonstra que sistemas produtivos sustentáveis conseguem manter processos biológicos essenciais ao equilíbrio ambiental e à fertilidade do solo.

O pesquisador George Brown explica que as minhocas são consideradas importantes bioindicadoras da qualidade ambiental.

De acordo com ele, espécies nativas normalmente estão associadas a ambientes menos degradados, enquanto espécies exóticas tendem a dominar solos altamente perturbados pelo manejo intensivo.

Minhocas são fundamentais para fertilidade e produtividade agrícola

As minhocas desempenham papel estratégico no funcionamento dos ecossistemas agrícolas. Elas atuam na abertura de canais no solo, incorporação de matéria orgânica, transporte de microrganismos e reciclagem de nutrientes.

Esses processos contribuem diretamente para melhorias físicas, químicas e biológicas do solo, favorecendo a retenção de água, aeração, fertilidade e produtividade das culturas agrícolas.

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Para a pesquisadora Marie Luise Carolina Bartz, a descoberta reforça que é possível unir produção agropecuária e conservação ambiental.

Segundo ela, práticas como plantio direto e sistemas integrados ajudam a preservar organismos essenciais para a saúde do solo e aumentam a resiliência produtiva das propriedades rurais no longo prazo.

Pesquisa fortalece estudos sobre ILPF e manejo sustentável

Os estudos começaram em 2018, quando equipes da Embrapa e universidades passaram a avaliar os impactos dos sistemas integrados sobre a qualidade do solo e as populações de minhocas na Fazenda Canchim.

O pesquisador Alberto Bernardi destaca que os levantamentos ampliaram o conhecimento técnico sobre os sistemas ILPF, ILP e Integração Pecuária-Floresta (IPF).

Segundo ele, os resultados ajudam produtores e técnicos a compreender melhor os benefícios dos modelos integrados para sustentabilidade, conservação ambiental e produtividade agropecuária.

A pesquisa também mostrou aumento da abundância tanto de espécies nativas quanto exóticas em áreas manejadas sob sistemas integrados, indicando condições favoráveis à manutenção da biodiversidade edáfica.

Novas espécies foram encontradas até em áreas agrícolas intensivas

Um dos aspectos considerados mais relevantes pelos cientistas foi o fato de as novas espécies terem sido identificadas também em áreas intensamente manejadas.

A espécie Fimoscolex bernardii foi encontrada inclusive em lavouras anuais conduzidas sob sistema de plantio direto, evidenciando o potencial conservacionista desse modelo produtivo.

Segundo os pesquisadores, sistemas sustentáveis promovem maior aporte de carbono no solo, ampliam a diversidade biológica e melhoram as propriedades químicas, físicas e microbiológicas do ambiente agrícola.

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Descoberta amplia conhecimento sobre fauna do solo no Brasil

O Brasil possui uma das maiores diversidades de minhocas do mundo, com cerca de 336 espécies oficialmente descritas. No entanto, pesquisadores estimam que mais de 1.400 espécies possam existir no país.

A região de São Carlos, localizada na transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, é considerada estratégica para estudos ambientais devido à elevada diversidade ecológica e à intensa atividade agropecuária.

Os pesquisadores ressaltam que a fauna de minhocas nativas ainda é pouco conhecida, especialmente no Cerrado, tornando fundamentais os estudos sobre biodiversidade em sistemas produtivos.

Espécies homenageiam pesquisador e Fazenda Canchim

A espécie Fimoscolex bernardii recebeu esse nome em homenagem ao pesquisador Alberto Bernardi, referência em estudos sobre sistemas integrados de produção na Embrapa.

Já a espécie Glossoscolex canchim faz referência à árvore Canchim (Pachystroma longifolium), típica da Mata Atlântica e que também inspirou o nome da raça bovina Canchim e da Fazenda Canchim, onde os organismos foram encontrados.

Os espécimes coletados estão depositados na Coleção Fritz Müller de Oligoquetas da Embrapa Florestas, com exemplares enviados também ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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