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Café inicia a semana com valorização nas bolsas internacionais, mesmo com pressão da nova safra

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Os preços do café iniciaram a manhã desta terça-feira (17) com ganhos moderados nas bolsas internacionais, revertendo as quedas registradas na sessão anterior. A movimentação é influenciada principalmente por fatores climáticos e pela entrada da nova safra brasileira no mercado.

Safra brasileira pressiona o mercado internacional

De acordo com boletim divulgado pelo Escritório Carvalhaes, a chegada da safra 2025 do Brasil tem levado fundos e especuladores a pressionar as cotações do café nas bolsas de Nova Iorque e Londres. Mesmo assim, os fundamentos do mercado seguem inalterados, com destaque para os estoques historicamente baixos tanto nos países produtores quanto nos consumidores, além de um cenário climático irregular e um equilíbrio frágil entre produção e consumo global.

A proximidade do inverno no hemisfério sul também adiciona um fator de incerteza ao mercado, conforme aponta o boletim.

Oferta garantida, mas com estoques apertados

O Conselho Nacional do Café (CNC) afirmou que não há risco de desabastecimento no curto prazo. Mesmo em meio à entressafra, os estoques remanescentes de safras anteriores, embora muito baixos, estão sustentando o abastecimento atual.

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Produtividade da safra ainda gera incertezas

O analista e consultor em agronegócio Lúcio Dias observa que a colheita da safra 2025 no Brasil já está em estágio avançado. No entanto, há incertezas quanto ao rendimento dos grãos e, consequentemente, à produtividade total da safra.

Cotações do arábica e do robusta sobem nesta manhã

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os contratos futuros de café arábica registravam valorização:

  • Julho/25: alta de 130 pontos, cotado a 345,25 cents/lbp
  • Setembro/25: alta de 105 pontos, a 341,30 cents/lbp
  • Dezembro/25: alta de 150 pontos, negociado a 336,75 cents/lbp

Já o café robusta também avançava nas bolsas:

  • Julho/25: aumento de US$ 47, cotado a US$ 4.408 por tonelada
  • Setembro/25: alta de US$ 48, a US$ 4.240 por tonelada
  • Novembro/25: valorização de US$ 51, chegando a US$ 4.172 por tonelada
Clima seco predomina nas regiões produtoras

Segundo a previsão do Climatempo, a semana começou com tempo seco na maior parte das regiões produtoras de café. As instabilidades climáticas mais intensas permanecem restritas ao extremo Sul e Norte do país. O frio tende a perder força nos próximos dias, com temperaturas mínimas mais amenas ao amanhecer e aumento do calor nas tardes até o fim da semana.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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