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Tecnologia avança nas pequenas e médias propriedades e transforma a rotina no campo

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Recursos como piloto automático, telemetria e motores eletrônicos, antes comuns apenas em grandes máquinas agrícolas, já estão presentes em tratores de menor porte. Essa evolução tecnológica tem transformado o dia a dia de pequenos e médios produtores, proporcionando mais precisão, economia e produtividade em todas as etapas do ciclo agrícola.

Equipamentos versáteis e tecnológicos para múltiplas funções

Tratores com potências entre 69 cv e 145 cv são os mais utilizados nas propriedades menores. Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Tratores da Massey Ferguson, esses modelos são versáteis e executam diversas tarefas, como preparo do solo, plantio, pulverização, adubação, colheita e transporte. Com a tecnologia embarcada, essas atividades são realizadas com mais eficiência e segurança.

Piloto automático garante precisão e economia no plantio

Na fruticultura e na cafeicultura, o uso do piloto automático é comum em operações de sulcação — abertura de sulcos para o plantio. A tecnologia evita falhas e sobreposição de linhas, o que resulta em menor desperdício de mudas, adubos e defensivos, além de proporcionar mais agilidade ao processo.

Telemetria facilita o monitoramento em tempo real

A telemetria permite acompanhar, em tempo real e à distância, o desempenho dos tratores, com informações como velocidade, rotação e consumo de combustível acessíveis por celular ou computador. Esses dados ajudam o produtor a corrigir falhas operacionais com rapidez. “Se dois tratores estiverem consumindo combustível de forma desigual, por exemplo, pode ser uma diferença na rotação usada, algo que pode ser ajustado com uma simples orientação”, explica Pinheiro.

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Plantadeiras modernas para produtores menores

As inovações também chegaram às plantadeiras. A MF 500, por exemplo, traz recursos antes disponíveis apenas em modelos de alta performance, como o sistema vDrive, que realiza controle individual da distribuição de sementes por linha, evitando falhas e sobreposições.

Além disso, a MF 500 possui sensores que monitoram em tempo real o funcionamento de cada linha de plantio e emitem alertas sonoros em caso de problemas, como entupimentos ou falhas na distribuição de fertilizantes. “Isso evita prejuízos que só seriam percebidos no final da operação ou após a germinação das plantas”, afirma Revis da Silva, coordenador de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

Motores eletrônicos otimizam o desempenho e reduzem falhas

Os motores eletrônicos instalados nos tratores mais modernos são capazes de monitorar suas próprias condições e fazer ajustes automáticos para otimizar o consumo de combustível. Em caso de falhas, como presença de água no diesel ou filtro de ar entupido, o sistema emite alertas ou reduz a injeção de combustível automaticamente, evitando danos maiores e desperdícios.

Capacitação torna a tecnologia acessível a todos os produtores

A Massey Ferguson oferece treinamento no momento da entrega dos tratores para garantir que os agricultores saibam operar corretamente todos os recursos tecnológicos, mesmo que não tenham familiaridade com ferramentas digitais. “A capacitação permite extrair o máximo desempenho das máquinas e tomar decisões mais precisas com base nos dados gerados em tempo real”, destaca Pinheiro.

Conforto também é prioridade nos novos modelos

Além da tecnologia, os tratores evoluíram no quesito conforto. Atualmente, todos os tratores da Massey Ferguson são 4×4 e quase 80% possuem cabine com ar-condicionado, isolamento acústico, redução de vibração e ergonomia aprimorada. “O conforto do operador tem impacto direto na produtividade. Um ambiente adequado reduz erros, cansaço e melhora o ritmo de trabalho”, afirma Pinheiro.

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Produtores destacam benefícios no campo

Para o produtor José Luiz Laurentiz, de Motuca (SP), as melhorias foram significativas. “Com a cabine e a tecnologia embarcada, o trabalho ficou mais ágil, confortável e profissional. Hoje conseguimos fazer tudo com muito mais praticidade, do plantio à colheita”, relata.

Tratores com tecnologia embarcada para diferentes culturas

A Massey Ferguson oferece uma linha diversificada de tratores tecnológicos, adaptados a diferentes tipos de cultivo. A série MF 3400 atende fruticultura e cafeicultura, enquanto as séries MF 4400, MF 4700, MF 5700 e MF 6700 se destacam pela robustez e versatilidade. O modelo MF 6700R, por exemplo, conta com transmissão Dyna-4, que permite trocas automáticas de marcha sem uso da embreagem, aumentando o conforto e a eficiência operacional.

Tecnologia acessível transforma a agricultura familiar

Para Eder Pinheiro, as inovações vêm mudando a percepção dos pequenos e médios produtores sobre o uso de tecnologia no campo. “Hoje, eles entendem que esses recursos são essenciais para o bom desempenho da propriedade. O que antes era visto como exclusivo das grandes fazendas agora está presente no dia a dia da agricultura familiar”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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