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Trigo brasileiro enfrenta impasse entre produtores e moinhos enquanto mercado segue travado

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Mercado interno segue estagnado

O mercado de trigo no Brasil permaneceu praticamente parado ao longo da última semana, sem novos negócios registrados no segmento físico. O principal entrave é a divergência entre os preços pedidos pelos produtores e os valores oferecidos pelos moinhos, o que tem impedido a retomada das negociações.

No Paraná, os compradores ofertaram cerca de R$ 1.450 por tonelada, enquanto no Rio Grande do Sul, os preços giraram em torno de R$ 1.300. De acordo com o analista Elcio Bento, da consultoria Safras & Mercado, os produtores mantêm a firmeza nas pedidas, amparados pela escassez da safra anterior e pela redução da área plantada nesta temporada — o que reforça a perspectiva de mais um ano de oferta limitada no Brasil.

Moinhos recuam e aguardam queda nos preços

Por outro lado, os moinhos demonstram postura cautelosa, sustentados por estoques considerados razoáveis. O setor prefere aguardar possíveis quedas adicionais nos preços domésticos, influenciados pela tendência de baixa nas cotações internacionais e pelas oscilações do câmbio.

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“É difícil prever qual das pontas cederá primeiro para destravar os negócios”, avalia Bento.

Pressão do Hemisfério Norte no mercado global

No cenário internacional, a atenção está voltada para a colheita nos países do Hemisfério Norte, o que tende a pressionar ainda mais as cotações globais do trigo, mesmo diante de algumas perdas pontuais em regiões produtoras.

No Brasil, a redução da área semeada já é considerada um dado consolidado. Agora, o mercado aguarda os impactos climáticos sobre o potencial produtivo da nova safra.

Relatório do USDA atualiza dados globais e dos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de oferta e demanda referente à safra 2025/26, com atualizações relevantes:

  • Produção dos EUA (2025/26): estimada em 1,921 bilhão de bushels, mesmo nível do relatório anterior.
  • Produção dos EUA (2024/25): ficou em 1,971 bilhão de bushels.
  • Estoques finais (2025/26): projetados em 898 milhões de bushels, abaixo dos 923 milhões de maio.
  • Exportações dos EUA (2025/26): previstas em 825 milhões de bushels, contra 800 milhões do relatório anterior.
  • Área plantada (2025/26): permanece em 45,4 milhões de acres, com 37,2 milhões de acres colhidos.
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Números globais para a safra 2025/26
  • Produção mundial: estimada em 808,59 milhões de toneladas para 2025/26 (ante 799,91 milhões em 2024/25).
  • Estoques finais globais: devem ficar em 262,76 milhões de toneladas, abaixo dos 265,73 milhões projetados anteriormente.
  • Consumo global: estimado em 809,80 milhões de toneladas, contra 808 milhões no relatório anterior.
Perspectiva brasileira no mercado global

Para o Brasil, o USDA projeta os seguintes números na safra 2025/26:

  • Produção: 8 milhões de toneladas
  • Importações: 6,70 milhões de toneladas
  • Exportações: 2,7 milhões de toneladas
  • Estoques finais: 1,78 milhão de toneladas

Esses dados confirmam um cenário de atenção para o mercado nacional, que segue influenciado tanto por fatores internos quanto por pressões do mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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