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Aurora Coop inaugura escritório em Xangai e amplia presença no mercado asiático

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A Aurora Coop deu um passo importante na sua trajetória de internacionalização ao inaugurar, na segunda quinzena de maio, seu primeiro escritório comercial fora do Brasil. Localizada em Pudong, distrito estratégico de Xangai, na China, a nova unidade simboliza o início de uma nova etapa para a cooperativa, que é uma das maiores exportadoras brasileiras de carnes de aves e suínos.

Evento de inauguração reúne autoridades e parceiros comerciais

A cerimônia de inauguração contou com a presença do presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, do secretário de relações internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, além de representantes de instituições chinesas e dos principais importadores locais. Com 102 metros quadrados, o espaço abriga uma equipe composta por profissionais brasileiros e chineses, que terão como missão impulsionar os negócios já existentes e identificar novas oportunidades no mercado asiático.

China é o principal destino das exportações da cooperativa

Durante o evento, o diretor comercial de exportação da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, apresentou a estrutura da cooperativa no Brasil e seu desempenho no cenário global. Segundo ele, a escolha da China para a instalação da primeira unidade internacional se deu por sua importância estratégica — o país asiático é responsável por 20% do volume total exportado pela empresa.

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Casagranda destacou ainda a valorização de cortes específicos de frango, como asas e pés, no mercado chinês, devido a fatores culturais. “Estar mais próximo dos clientes nos permitirá entender melhor suas demandas e desenvolver produtos sob medida para atendê-las. Além disso, essa proximidade trará mais agilidade nas decisões e maior precisão nas entregas”, afirmou.

Receita internacional cresce mais de 23% em 2024

A abertura do escritório está alinhada ao plano estratégico da cooperativa, que busca fortalecer sua atuação no mercado externo. No acumulado de 2024, a receita operacional bruta da Aurora Coop com exportações cresceu 23,7%, somando R$ 9,1 bilhões. Já o mercado interno movimentou R$ 15,7 bilhões no mesmo período, registrando um avanço de 10%.

Com isso, 36,4% da receita da cooperativa veio de vendas internacionais, enquanto 63,6% se originaram no mercado doméstico. Em volume, 35,6% da produção foi destinada à exportação, e 64,4% permaneceu no Brasil.

Presidente destaca importância estratégica da unidade na China

Para o presidente Neivor Canton, a inauguração do escritório em Xangai representa um marco histórico na trajetória da Aurora Coop. “Esse passo simboliza a consolidação de um trabalho sério, que começa no campo e chega mais próximo do consumidor internacional. A presença física na China é essencial diante da relevância crescente do mercado externo para a nossa cooperativa e das oportunidades que ele oferece aos nossos produtores associados”, ressaltou.

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Canton também agradeceu o apoio do Conselho de Administração e das cooperativas filiadas, destacando a visão estratégica por trás da decisão. “Queremos estar onde nossos clientes estão e fortalecer parcerias construídas ao longo dos anos. Esta unidade reflete nosso compromisso com a excelência e com o futuro do cooperativismo brasileiro no mercado global”, concluiu.

Expansão com foco em proximidade e inovação

Com o novo escritório em Xangai, a Aurora Coop reforça sua posição no cenário internacional e amplia sua conexão com o principal mercado importador de seus produtos. A aposta na proximidade com os clientes, aliada à inovação e competitividade, faz parte da estratégia da cooperativa para expandir sua presença no exterior e fortalecer ainda mais a relação com o mercado asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína do Brasil crescem 8,3% em abril e faturamento supera US$ 328 milhões

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As exportações brasileiras de carne suína seguiram em forte ritmo de crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pela demanda dos mercados asiáticos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que o Brasil embarcou 140 mil toneladas de carne suína no período, considerando produtos in natura e processados.

O volume representa alta de 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques também apresentou crescimento expressivo. Em abril, o setor faturou US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% frente aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Exportações acumuladas mantêm crescimento acima de 14%

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado entre janeiro e abril do ano passado, quando os embarques totalizaram 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado também foi significativo. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses do ano, crescimento de 14,1% na comparação com igual intervalo de 2025, que havia registrado US$ 1,090 bilhão.

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O desempenho reforça o momento positivo das proteínas animais brasileiras no mercado internacional, especialmente diante da ampliação da demanda em países asiáticos.

Filipinas lideram compras de carne suína brasileira

As Filipinas mantiveram a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira em abril. O país importou 35,9 mil toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 16,6 mil toneladas (+131,9%)
  • China: 11,8 mil toneladas (-21,6%)
  • Chile: 11,1 mil toneladas (+22,8%)
  • Hong Kong: 8 mil toneladas (-34,3%)
  • Vietnã: 5,5 mil toneladas (+44,6%)
  • Argentina: 5,3 mil toneladas (-8,7%)
  • Singapura: 5,1 mil toneladas (-24,3%)
  • Uruguai: 4,6 mil toneladas (+12,7%)
  • México: 4,4 mil toneladas (-40,3%)

O forte crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão, vem sendo observado com atenção pelo setor.

Ásia segue como principal motor das exportações

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o fluxo internacional da carne suína brasileira continua bastante positivo em 2026, especialmente nos países asiáticos.

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De acordo com o dirigente, além da consolidação das Filipinas como principal destino das exportações brasileiras, mercados estratégicos vêm ampliando a demanda pela proteína animal produzida no Brasil.

O avanço consistente dos embarques reforça as perspectivas otimistas do setor para o restante do ano, sustentadas pela competitividade da produção brasileira e pela forte procura internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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