Mato Grosso

Operação do Ipem fiscaliza cabos e cordões elétricos em Cuiabá e Várzea Grande

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O Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem) realiza, desde o dia 9 até esta sexta-feira, 13 de junho, a Operação Energia Segura, uma ação nacional coordenada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para verificar a conformidade de produtos com regulamentações técnicas. Em Mato Grosso, a fiscalização ocorre nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, com foco em fios, cabos e cordões flexíveis elétricos.

As equipes de fiscalização atuam em estabelecimentos atacadistas e varejistas que comercializam materiais elétricos. A inspeção envolve duas etapas: a verificação formal, que analisa se o produto possui o Selo de Identificação da Conformidade, registro e marcações exigidas; e a fiscalização técnica, que utiliza equipamentos como o microhmímetro para detectar falhas técnicas em cabos que, embora certificados, possam apresentar irregularidades.

Caso um item seja reprovado nos testes preliminares realizados nos pontos de venda, o lote é interditado e as amostras são encaminhadas ao laboratório do Ipem. A reprovação em análise técnica definitiva resulta na apreensão dos produtos.

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Até o momento, foram feitas apenas três apreensões em Mato Grosso. Para Bento Bezerra, Diretor da Avaliação da Conformidade do Ipem, o resultado é reflexo da atuação preventiva do instituto.

“Estou muito satisfeito com esse resultado. Isso retrata a eficiência do nosso monitoramento e as parcerias firmadas com a Associação dos Materiais de Construção, que conta com mais de 500 associados, da Decon e do Procon.”, afirmou.

A operação busca evitar a comercialização de itens que ofereçam risco ao consumidor e prejuízos ao desempenho de instalações e equipamentos. Cabos fora do padrão podem superaquecer, elevar o consumo de energia, reduzir a vida útil de eletrodomésticos e até causar incêndios.

O Ipem reforça que sua fiscalização tem caráter contínuo, com foco na segurança e no equilíbrio das relações de consumo.

“É fundamental destacar que nossa fiscalização atua como um monitoramento constante de produtos e serviços disponíveis no mercado. Essa vigilância contínua é essencial para interceptar e impedir que itens de qualidade duvidosa ou que não atendam às normas cheguem aos lares dos consumidores.”, salienta Bezerra.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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