AGRONEGÓCIO

Empresa lança aplicativo com inteligência artificial para identificar pragas agrícolas com apoio da Finep

Publicado em

A empresa Pragas.com, especializada em soluções para controle biológico, desenvolveu um aplicativo inovador para o reconhecimento e monitoramento de pragas agrícolas, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A ferramenta utiliza inteligência artificial e já está disponível para testes no link: https://app.idpragas.com/.

Como funciona o aplicativo

De forma simples e intuitiva, o aplicativo identifica e classifica as principais pragas que afetam culturas como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão
  • Feijão
  • Cana-de-açúcar

Ao carregar uma imagem da praga — tirada na hora ou salva no celular —, o sistema reconhece a espécie, apresenta uma descrição detalhada e indica os produtos biológicos recomendados para o controle, com base no estágio de desenvolvimento da planta.

Recomendações baseadas em mapas e inteligência artificial

Com base nas imagens analisadas, o aplicativo gera um mapa de recomendação de aplicação, auxiliando o produtor na escolha entre produtos biológicos macro ou microbiológicos ou, quando necessário, produtos químicos.

Além disso, a inteligência artificial embutida é capaz de identificar a presença de novas pragas em regiões específicas, emitindo alertas sempre que detectar espécies desconhecidas pelo sistema.

Leia Também:  Semana Nacional da Carne Suína 2024 na era da personalização: Tem para todo mundo, tem para você!
Cobertura atual e expansão planejada

Atualmente, a ferramenta reconhece 13 espécies de pragas, em diferentes fases de desenvolvimento, o que já garante boa abrangência nas indicações de controle biológico. Segundo a engenheira agrônoma, entomologista e gerente de P&D da Pragas.com, Sandra Magro, o plano é expandir a identificação para outras culturas agrícolas em breve.

Benefícios do uso no campo

Sandra destaca que o aplicativo contribui diretamente para o sucesso no uso de soluções biológicas, com vantagens como:

  • Redução no uso de agrotóxicos
  • Menor impacto ambiental
  • Diminuição dos danos às lavouras
Redução de custos de produção

Segundo ela, “a identificação correta e a tomada de decisão assertiva são essenciais para o sucesso no controle de pragas”.

Acompanhamento e estruturação de dados nacionais

Outro diferencial do aplicativo é a capacidade de monitorar a ocorrência de pragas em todo o país, gerando indicadores de frequência e abundância. Esses dados poderão apoiar a criação de sistemas de alerta para:

  • Resistência de pragas
  • Adoção de novas táticas de controle
  • Detecção de espécies invasoras
Leia Também:  Silagem de Trigo MGS Brilhante: Alternativa Econômica e Nutritiva para Alimentação de Bovinos
Facilidade de uso e lançamento oficial

O aplicativo já está funcional e em fase experimental, com previsão de lançamento oficial em setembro, a tempo da próxima safra.

Sandra reforça a simplicidade da ferramenta:

“É muito simples de usar. Basta acessar o link pelo celular e seguir o passo a passo. O produtor pode fotografar a praga diretamente ou usar imagens já salvas no aparelho.”

Soluções biológicas com alta eficiência e menor impacto ambiental

O sistema também valoriza o uso de produtos biológicos, que atingem diretamente as pragas-alvo, sem causar danos a outros animais, ao solo ou à água.

Nesta fase de validação, a empresa busca ajustes finais com base no uso prático em campo, garantindo maior precisão para a versão definitiva do aplicativo.

qrcode-pragas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

Published

on

A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

Leia Também:  Consumo enfraquecido e retração dos frigoríficos pressionam preços da carne suína no mercado nacional
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Leia Também:  Silagem de Trigo MGS Brilhante: Alternativa Econômica e Nutritiva para Alimentação de Bovinos

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA