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Gadolando e Lactalis firmam parceria para fortalecer a produção de leite no Rio Grande do Sul

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A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e a Lactalis Brasil anunciaram, nesta sexta-feira (6), uma nova parceria com foco no fortalecimento da atividade leiteira no estado. A Lactalis, que lidera a captação de leite no país, passa a patrocinar oficialmente o Prêmio Exceleite, que reconhece animais da raça holandesa com destaque em desempenho produtivo e morfológico nas principais exposições do setor.

Prêmio Exceleite: valorização da qualidade genética e produtiva

Na edição 2024/2025, o concurso terá sua grande final durante a Expointer. O prêmio principal será uma picape Saveiro 0km, entregue ao proprietário da vaca Suprema Exceleite — título dado ao animal com maior pontuação acumulada em três exposições oficiais, sendo obrigatórias a Fenasul/Expoleite e a Expointer, além de uma feira ranqueada no interior do estado.

“A ideia é reconhecer produtores que se dedicam à melhoria da produção leiteira, independentemente do porte da propriedade”, destacou Guilherme Portella, diretor de Comunicação, CSR e Assuntos Regulatórios da Lactalis no Brasil.

Destaque também para sólidos no leite

Além do Exceleite, será concedido um prêmio em dinheiro no valor de R$ 5 mil para a vaca com maior índice de sólidos na Expointer. Essa premiação adicional, com foco em qualidade e produtividade industrial, terá resultados avaliados em laboratório e divulgados durante o evento.

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Histórico e evolução do prêmio

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, relembrou que o Exceleite foi criado em 2007 com o objetivo de estimular a participação de criadores em eventos leiteiros no interior do estado. A premiação sempre contou com a entrega de um veículo como incentivo. Em 2024, devido às enchentes, foi concedida uma motocicleta; em 2025, a premiação retorna com uma picape, agora com patrocínio da Lactalis.

Tang reforçou a resiliência do setor: “Enfrentamos cinco anos de seca e agora uma enchente. Ainda assim, seguimos acreditando na recuperação e no futuro da atividade.”

Reconhecimento aos avanços e tendências do setor

O vice-presidente da Gadolando, José Ernesto Ferreira — idealizador do Exceleite — destacou que a valorização dos sólidos no leite é uma tendência crescente. Segundo ele, a criação do concurso foi um marco para transformar os concursos leiteiros, com a introdução de regras claras e pontuação unificada para as categorias de pista e produção. “O Exceleite quebrou paradigmas e aproximou diferentes perfis de produtores, tanto os do interior quanto os de Esteio”, reforçou Ferreira.

Ele também relembrou a inspiração para o concurso: a vaca holandesa Sylvia Rosana Citation, que, quando ele ainda era criança, produziu 50 litros de leite — um recorde na época.

Lactalis celebra 10 anos no Brasil com foco em expansão

A parceria foi firmada dentro das comemorações pelos 10 anos da Lactalis no Brasil, a serem completados em 2025. A multinacional francesa é responsável por marcas como Président, Parmalat, Itambé, Batavo, Elegê, Poços de Caldas e Galbani.

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Nos próximos anos, a empresa planeja dobrar sua operação no país, com a meta de atingir R$ 35 bilhões em faturamento até 2030. Esse crescimento será alicerçado em projetos de estímulo à produção rural, capacitação de produtores e aumento da competitividade da indústria.

Presença nacional da Lactalis

Atualmente, a Lactalis é líder na captação de leite no Brasil, operando com:

  • 23 plantas industriais
  • 49 centros logísticos
  • Presença em oito estados
  • Mais de 13 mil colaboradores
  • Captação superior a 2,7 bilhões de litros de leite por ano

Ao longo de uma década, a empresa já investiu R$ 5 bilhões em aquisições e operações no país, além de R$ 2,6 bilhões na modernização de seu parque fabril — totalizando R$ 7,6 bilhões em aportes no Brasil.

Com essa parceria, Gadolando e Lactalis reafirmam seu compromisso com a valorização da atividade leiteira e a transformação da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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