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Novas variedades de laranja precoces prometem alta qualidade e produtividade para a citricultura brasileira

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Lançamento durante a Expocitros 2025

Duas novas variedades de laranja-doce, Kawatta e Majorca, que combinam precocidade e alta qualidade de suco, serão lançadas no dia 3 de junho durante a 50ª Expocitros — um dos maiores eventos da citricultura mundial. Desenvolvidas pela Embrapa, Centro de Citricultura Sylvio Moreira (CCSM/IAC) e Fundação Coopercitrus Credicitrus (FCC), as novas cultivares representam um avanço tecnológico importante para o cinturão citrícola paulista, atendendo à demanda do setor por variedades mais produtivas e sustentáveis.

Desempenho superior em qualidade de suco e produtividade

Kawatta e Majorca foram avaliadas desde os anos 1990 e mostraram resultados superiores às variedades precoces mais cultivadas atualmente no Brasil, como Hamlin e Valência Americana. Além de colherem mais cedo (entre maio e agosto), essas variedades apresentam sucos com coloração mais intensa, sabor mais equilibrado e melhor relação entre sólidos solúveis e acidez — critérios essenciais para a qualidade do suco.

Vantagens agronômicas das novas variedades

Segundo o pesquisador Eduardo Girardi, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, as variedades precoces são mais vantajosas para os citricultores, pois possuem ciclo de produção mais curto, reduzindo riscos de seca e facilitando práticas como poda e, futuramente, a colheita mecanizada. Ambas produzem mais de 30 toneladas por hectare sem irrigação e são compatíveis com os principais porta-enxertos usados no estado de São Paulo.

Desafios do setor e importância da qualidade para o suco NFC

A pesquisadora Camilla Pacheco, da Citrosuco, destaca que o setor enfrenta limitações na oferta de cultivares precoces com qualidade sensorial elevada e alto teor de sólidos solúveis, o que dificulta a produção do suco pasteurizado não concentrado (NFC) — que possui maior valor agregado em comparação ao suco concentrado. Além disso, doenças como o HLB (huanglongbing ou greening) prejudicam a qualidade do suco, aumentando a acidez e provocando amargor. Kawatta e Majorca são suscetíveis a essas doenças, exigindo manejo adequado.

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Histórico das cultivares e processo de avaliação

Kawatta foi introduzida no Brasil em 1969, e Majorca, no final da década de 1980, pelo IAC. Ambas passaram por processo de microenxertia e limpeza clonal para garantir sanidade e resistência a doenças. As avaliações começaram em 1990, em Bebedouro (SP), e duraram 14 safras, incluindo comparações com variedades tradicionais. Após o sucesso inicial, testes continuaram em diversas regiões paulistas, confirmando boa adaptação, produtividade e compatibilidade com os principais porta-enxertos.

Adaptação e características das variedades

Além da alta produtividade, Kawatta destaca-se pela coloração mais intensa da polpa, enquanto Majorca apresenta maior teor de vitamina C. Ambas são indicadas tanto para processamento industrial quanto para consumo in natura, apesar de possuírem algumas sementes. Testes mostraram que as variedades se adaptam bem a diferentes climas do estado de São Paulo, oferecendo maior resiliência diante das mudanças climáticas.

Planejamento da colheita e próximas cultivares

O engenheiro-agrônomo Luiz Gustavo Parolin ressalta que Kawatta e Majorca têm maturação ligeiramente mais lenta que a Hamlin, o que permite melhor planejamento da colheita pelos produtores. No entanto, não retêm os frutos por tanto tempo quanto a laranja Pera. Parolin também adianta que outras quatro novas cultivares de laranjeiras e tangerinas estão em fase final para lançamento nos próximos anos.

Compromisso com a diversificação e qualidade

O trabalho conjunto da Embrapa, CCSM/IAC e FCC visa ampliar o portfólio de variedades para atender às diferentes necessidades do setor. Em 2023, essas instituições já lançaram outras variedades de laranja e lima ácida. O legado deixado pelo pesquisador Eduardo Stuchi, falecido recentemente, é destacado como um marco importante na evolução da citricultura brasileira. A colaboração entre universidades, produtores e instituições públicas e privadas é essencial para o desenvolvimento e validação dessas cultivares.

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Mudança no perfil dos produtores

A curadora do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) do CCSM/IAC, Marinês Bastianel, observa que os produtores estão cada vez mais abertos a novas variedades, priorizando qualidade de fruto mesmo que a produtividade seja similar ou um pouco menor que a das cultivares tradicionais. Variedades que superem Hamlin em qualidade têm grande potencial de aceitação no mercado.

Oferta para viveiristas a partir de 2025

O material propagativo das novas variedades estará disponível para viveiristas a partir do segundo semestre de 2025, por meio da oferta de borbulhas de plantas básicas no estado de São Paulo, em parceria com o IAC. A estratégia visa garantir a produção em larga escala de mudas com qualidade e sanidade, assegurando que as cultivares cheguem ao mercado com o máximo de conhecimento sobre seu desempenho.

Perspectivas para o futuro da citricultura

Oscar Franco Filho, superintendente da FCC, destaca a importância da parceria entre as instituições para o fortalecimento da citricultura nacional. Ele reforça o compromisso de continuar investindo em pesquisas que tragam inovação e sustentabilidade para o setor, mantendo o Brasil como líder mundial na produção e exportação de suco de laranja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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