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Feira da Agricultura Familiar atrai grande público na Praça da República

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Mais de 40 expositores marcaram presença na Feira da Agricultura Familiar, realizada na Praça da República, em Cuiabá. O evento, promovido pela Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho (Smat), estreou na segunda-feira (2) e atraiu centenas de pessoas que circulavam pelo centro da cidade.

A expectativa da organização é que a feira passe a ser realizada uma vez por mês, sempre na primeira segunda-feira, na Praça da República.

Quem visitou o local conferiu uma ampla variedade de produtos frescos e artesanais, vendidos diretamente pelos pequenos produtores da capital e de comunidades rurais. A feira agradou consumidores e expositores.

Para os feirantes, a estreia foi positiva e animadora. “Pra mim foi ótimo, vendi bem. Só agradecer à gestão pela oportunidade. Pode contar comigo para o próximo evento”, afirmou Vitor Alexandre, que comercializa doces em compotas, a granel e outros produtos.

A expositora Maria Antônia da Costa e Silva, da região do Aguaçu, também saiu satisfeita. “Foi muito bom, teve movimento. Eu estarei na próxima, se Deus quiser”, disse. Ela vende principalmente quiabo e mandioca, mas também oferece abóbora, pimentão, repolho, mamão, entre outros.

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Khauanny Garcia, da marca Delícias da Mãe Kaká, compartilhou a boa experiência. “Para mim foi maravilhoso, reencontrei amigos, fiz novas vendas, ganhei novos clientes e outros antigos nos procuraram. Um lugar gostoso, aconchegante. Apesar do sol forte pela manhã, a sombra da tarde compensou. Foi a primeira edição, então ajustes são naturais. Vamos para a próxima”, destacou. Ela vende cucas, roscas e pães caseiros assados no forno a lenha.

A feira também contou com novos expositores, como produtores da comunidade do Rio dos Peixes e do bairro Pedra 90, que trouxeram novidades como variedades de espetinhos e produtos derivados do milho, como pamonha.

Participação aberta a novos feirantes

Há espaço para agregar mais feirantes ao projeto. Interessados em participar podem procurar a Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho e falar diretamente com o coordenador do evento, Luís Alberto Rodrigues Leite, para obter mais informações.

A feira é uma iniciativa voltada à valorização da agricultura familiar e ao fortalecimento da economia solidária, promovendo alimentos saudáveis a preços justos e gerando renda para os agricultores locais. Entre os produtos oferecidos estão hortifrutigranjeiros, artesanatos, doces caseiros e outros itens.

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Segundo o coordenador Luís Alberto, a estreia foi bastante positiva, mas há margem para crescimento. “Houve muita procura por produtos de origem animal, como frango, leite, queijo, ovos, mel e embutidos, que no momento, respeitando a legislação, ainda não estão sendo comercializados nas feiras da Agricultura Familiar. No entanto, o secretário municipal Fellipe Corrêa e toda a equipe estão empenhados na busca de uma solução para que os produtores se legalizem e participem com a integralidade de seus produtos”, explicou.

A regularização dos produtos de origem animal depende da obtenção de certificações como o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ou o Serviço de Inspeção da Agroindústria de Pequeno Porte (SIAPP), que garantem a procedência e segurança dos alimentos.

#PraCegoVer

A imagem mostra barracas com mercadorias e pessoas observando os produtos expostos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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