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Rússia projeta colheita de grãos maior em 2025, segundo governo

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Durante o Fórum Pan-Russo de Grãos, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Patrushev, anunciou que o país espera uma colheita de grãos superior à registrada em 2024. A previsão otimista se baseia no bom andamento das atividades de semeadura e na ampliação da área destinada à produção agrícola.

Expectativa de safra maior em 2025

De acordo com Patrushev, a estrutura de plantio aprovada vem sendo seguida como planejado, o que favorece uma colheita robusta no próximo ciclo. “Esperamos que a estrutura aprovada da área seja observada de forma geral e que possamos esperar colheitas de grãos decentes. Direi com cautela que realmente esperamos que a colheita supere a do ano passado”, afirmou o vice-primeiro-ministro.

Área de grãos pode chegar a 48 milhões de hectares

Para a safra de 2025, o governo russo estima que cerca de 48 milhões de hectares serão destinados à produção de grãos, incluindo as culturas de inverno. No total, a área semeada com todas as culturas agrícolas deverá alcançar 84 milhões de hectares — um aumento de 1 milhão de hectares em relação ao ciclo anterior. Desse total, 20 milhões de hectares já foram ocupados por cultivos de inverno.

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Produção em 2024 ultrapassou 125 milhões de toneladas

Segundo dados do Rosstat, órgão oficial de estatísticas da Rússia, a colheita de grãos em 2024 somou 125,9 milhões de toneladas, das quais 82,6 milhões foram de trigo. Esse número, no entanto, não inclui as novas regiões incorporadas recentemente ao território russo. Com essas áreas consideradas, o Ministério da Agricultura projeta para 2025 uma produção total de 129,8 milhões de toneladas.

A Rússia, um dos principais exportadores de grãos do mundo, continua ampliando sua capacidade agrícola com metas de crescimento para os próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de madeira crescem 34% em abril e setor reage após meses de retração

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As exportações brasileiras de produtos de madeira registraram forte recuperação em abril de 2026, encerrando um primeiro trimestre marcado por retração nas vendas externas. Dados do portal ComexStat, analisados pela WoodFlow, apontam crescimento expressivo tanto em volume quanto em faturamento no período.

Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos monitorada pela WoodFlow somaram 771,3 mil metros cúbicos em abril, avanço de 38% frente aos 515,5 mil metros cúbicos exportados em março.

Em valor FOB, as exportações passaram de US$ 128,3 milhões para US$ 171,8 milhões, crescimento de 34% no comparativo mensal.

O resultado representa a primeira alta do ano acima dos níveis registrados em 2025, tanto em volume quanto em faturamento.

Estados Unidos impulsionam retomada das exportações de madeira

Parte importante da recuperação observada em abril veio da retomada da demanda dos Estados Unidos, após a redução das tarifas de importação aplicadas sobre produtos brasileiros.

As tarifas caíram de 50% para 10%, favorecendo a retomada das negociações e ampliando a competitividade da madeira brasileira no mercado norte-americano.

Segundo o CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo, os Estados Unidos responderam por aproximadamente 33% das exportações brasileiras de madeira em abril.

“Para ilustrar a relevância desse mercado, as exportações de compensado de Pinus para os Estados Unidos foram de apenas US$ 8,2 milhões em março e voltaram ao patamar de 2025, com US$ 26,4 milhões em abril”, destacou.

O executivo afirmou ainda que parte das negociações internacionais voltou a ganhar ritmo, embora o setor siga atento à elevada instabilidade do cenário global.

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Madeira serrada de Pinus lidera exportações em abril

Entre os produtos com maior destaque no mês, a madeira serrada de Pinus liderou a pauta exportadora brasileira.

O segmento embarcou 320,5 mil metros cúbicos em abril, gerando faturamento de US$ 74 milhões.

Na sequência aparece o compensado de Pinus, que alcançou 234,6 mil metros cúbicos exportados e movimentou US$ 69,2 milhões em valor FOB.

Os dados reforçam a importância dos produtos florestais industrializados na pauta exportadora brasileira.

Exportações de madeira ainda acumulam queda em 2026

Apesar da recuperação observada em abril, o desempenho acumulado do setor em 2026 ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram US$ 544,2 milhões, enquanto no mesmo intervalo de 2025 o faturamento havia alcançado aproximadamente US$ 632,3 milhões.

Em volume, os embarques passaram de cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos em 2025 para aproximadamente 2,25 milhões de metros cúbicos neste ano.

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O cenário ainda reflete os efeitos da desaceleração da demanda internacional, da volatilidade logística e das incertezas econômicas globais observadas nos últimos meses.

Setor florestal monitora guerra no Oriente Médio e impactos nos fretes

Mesmo com o desempenho mais positivo em abril, o setor exportador brasileiro de madeira segue acompanhando fatores externos que podem afetar a competitividade dos embarques nos próximos meses.

Segundo Gustavo Milazzo, os desdobramentos da guerra envolvendo o Irã permanecem no radar da indústria, principalmente devido aos possíveis impactos sobre fretes marítimos, combustíveis e custos logísticos globais.

Além disso, o mercado monitora os efeitos das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após recentes movimentações diplomáticas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump.

A avaliação do setor é que o cenário internacional continuará sendo decisivo para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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