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Circuito Nelore de Qualidade realiza etapa inédita em Assunção com avaliação de mil animais

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O Circuito Nelore de Qualidade, maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas do mundo, realiza pela primeira vez uma etapa em Assunção, capital do Paraguai. O evento acontece em 20 de maio e integra a 27ª edição do campeonato, que segue em expansão internacional.

Essa será a segunda etapa internacional do Circuito em 2024, promovida em parceria entre a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e a Associação Paraguaia de Criadores de Nelore (APCN).

Capacidade máxima do frigorífico Minerva será utilizada

A etapa paraguaia contará com a avaliação de aproximadamente mil animais, utilizando a capacidade total da unidade da Minerva Foods em Assunção.

Segundo Victor Miranda, presidente da ACNB, a etapa marca um momento especial para a raça Nelore:

“É uma grande honra estar à frente desse projeto. A participação superou nossas expectativas e mostra como o Nelore rompe fronteiras. O evento simboliza uma união entre produtores brasileiros e paraguaios na busca por uma carne de qualidade cada vez maior”, afirma.

Assunção se consolida como polo da pecuária de corte

Com uma média estimada entre 60 mil e 80 mil cabeças de gado na região metropolitana, Assunção vem se destacando como um importante centro de criação bovina na América do Sul, especialmente da raça Nelore.

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O representante da APCN, Luis Soljancic, também celebrou a realização da etapa:

“Estamos muito felizes e animados com essa edição. Vamos completar a capacidade máxima do frigorífico com 1.000 animais. Será um marco para a pecuária local.”

Avanços na genética e manejo impulsionam a produção local

Os criadores paraguaios têm investido fortemente em genética de ponta, com foco em rusticidade, ganho de peso e adaptação ao clima semiúmido da região. Além disso, o uso de tecnologias modernas em sanidade e nutrição tem contribuído para melhor desempenho na conversão alimentar e redução da mortalidade do rebanho.

Premiação será realizada durante a Expo Nacional

A etapa de Assunção acontece durante a semana da Expo Nacional, uma das principais feiras agropecuárias do Paraguai. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 21 de maio, às 19h, na sede da Associação Nelore do Paraguai, dentro da programação oficial da feira.

Mais uma etapa prevista no Paraguai

O calendário do Circuito Nelore de Qualidade no Paraguai seguirá com mais uma etapa prevista para setembro, também na planta da Minerva Foods, localizada em Belén.

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Mais informações podem ser acompanhadas no perfil oficial da @nelore_paraguay no Instagram.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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