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Café: inovação e tecnologia garantem a qualidade da bebida favorita dos brasileiros

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O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e ocupa lugar especial na cultura brasileira. No primeiro semestre, duas datas celebram essa paixão: o Dia Mundial do Café, em 14 de abril, e o Dia Nacional do Café, em 24 de maio. Além de valorizar o sabor e aroma, essas datas reforçam o papel da inovação tecnológica no fortalecimento da produção e qualidade do café nacional.

Tecnologia nacional impulsiona a produção de café

No Brasil, soluções tecnológicas vêm transformando a cadeia produtiva do café. A empresa Selgron, com sede em Blumenau (SC), se destaca ao desenvolver equipamentos avançados para automação na produção do café. Entre eles, as selecionadoras ópticas realizam uma triagem precisa e automatizada dos grãos, garantindo uniformidade e qualidade superior, o que valoriza o produto final para mercados cada vez mais exigentes.

Equipamentos que elevam a segurança e eficiência

Além das selecionadoras ópticas, a Selgron oferece detectores de metais que reduzem o risco de contaminação por partículas metálicas, além de máquinas para empacotamento, agrupamento, encaixotamento e sistemas de paletização de sacas sem o uso de paletes — uma solução patenteada que otimiza espaço, tempo e reduz o esforço humano.

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Controle rigoroso para atender consumidores exigentes

Carlos Bieging, diretor de pesquisa da Selgron, destaca que a cadeia produtiva do café está cada vez mais conectada às demandas do consumidor, que valoriza qualidade, procedência e segurança. “Nossos equipamentos garantem controle rigoroso desde a seleção até o empacotamento, ajudando clientes a reduzir perdas, aumentar a produtividade e entregar produtos alinhados com as expectativas dos mercados interno e externo”, afirma.

Safra 2024 e importância da inovação

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café para 2024 está estimada em 54,2 milhões de sacas de 60 kg, com predominância do café arábica. Em abril e maio, o convite é para celebrar o café na rotina dos brasileiros e reconhecer o papel fundamental da tecnologia e inovação para garantir a excelência do produto — da lavoura até a xícara.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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