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Índia prevê safra recorde de trigo e arroz e afasta necessidade de importações

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Produção de trigo deve bater recorde em 2025

A produção de trigo na Índia deve alcançar 117,5 milhões de toneladas métricas até junho de 2025, segundo estimativa atualizada do Ministério da Fazenda do país. O número supera a previsão anterior, divulgada em março, de 115,4 milhões de toneladas. O aumento foi impulsionado pela valorização dos preços, que incentivou os agricultores a expandirem a área plantada com sementes de alto rendimento.

Atualmente, a Índia é o segundo maior produtor mundial de trigo, atrás apenas da China. Em 2024, a produção foi de 113,3 milhões de toneladas, de acordo com dados oficiais. No entanto, uma entidade do setor produtivo contestou esses números e afirmou que a safra teria sido 6,25% menor do que o divulgado pelo governo.

Arroz também deve registrar produção histórica

Além do trigo, a produção de arroz no país também caminha para um recorde. A estimativa do governo para a safra de 2025 é de 149 milhões de toneladas métricas, superando com folga as 137,8 milhões de toneladas registradas no ano anterior.

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Volume total de grãos será o maior já registrado

Com as colheitas expressivas de trigo e arroz, a produção total de grãos na Índia deve atingir 354 milhões de toneladas métricas. No ano anterior, o volume foi de 332,3 milhões de toneladas, o que evidencia um crescimento significativo no setor agrícola do país.

Estoque de trigo reforçado afasta necessidade de importações

A colheita robusta de trigo está contribuindo para a rápida recomposição dos estoques nacionais. Com isso, a Índia deve ser capaz de atender plenamente à demanda interna em 2025, afastando rumores de que o país precisaria recorrer a importações — o que poderia influenciar os preços globais do grão.

Exportações de arroz devem ganhar força

Como maior exportador mundial de arroz, a Índia tende a se beneficiar ainda mais da produção recorde prevista. O volume elevado permitirá que Nova Déli amplie suas remessas internacionais, fortalecendo a posição do país no comércio global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno cai no Brasil com consumo enfraquecido e oferta elevada no mercado interno

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com novas quedas nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado, refletindo um cenário de consumo doméstico enfraquecido e oferta confortável de animais para abate.

De acordo com análises do setor, os frigoríficos mantêm postura cautelosa nas compras e seguem pressionando as negociações por valores menores, diante da disponibilidade elevada de suínos no mercado.

No atacado, a carne suína continua enfrentando dificuldades para recuperar preços, mesmo após os recuos acumulados nas últimas semanas, que aumentaram a competitividade da proteína frente às carnes bovina e de frango.

Consumo abaixo do esperado limita recuperação do setor

O desempenho fraco da demanda doméstica continua sendo o principal fator de pressão sobre a cadeia suinícola brasileira. O menor poder de compra das famílias no fim do mês reduz o ritmo de reposição no varejo e compromete a recuperação mais consistente dos preços.

Segundo avaliação de mercado, apesar da carne suína estar mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, o consumo segue abaixo das expectativas da indústria e dos produtores.

As exportações brasileiras continuam apresentando resultado positivo, mas ainda insuficiente para enxugar a oferta interna em um nível capaz de sustentar uma reação mais firme das cotações.

Média nacional do suíno vivo recua na semana

Levantamento de mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,53 para R$ 5,48 na semana.

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No atacado, a média dos cortes de carcaça caiu de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo. O pernil também apresentou leve retração, passando de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 104,00 para R$ 103,00.

Cotações apresentam pressão em diversas regiões produtoras

Nas principais praças produtoras do país, o mercado apresentou comportamento misto, com predominância de estabilidade nas integrações e queda no mercado independente.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,90 no sistema de integração, enquanto o mercado do interior caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Em Santa Catarina, a integração seguiu em R$ 5,90, mas o mercado independente recuou de R$ 5,30 para R$ 5,15.

No Paraná, o preço do suíno vivo no mercado livre caiu de R$ 5,15 para R$ 5,10, enquanto a integração permaneceu em R$ 5,90.

Já em Minas Gerais, o interior do estado registrou retração de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,90.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, mas a integração estadual recuou de R$ 5,95 para R$ 5,90.

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Exportações de carne suína avançam em maio

Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” seguem em ritmo positivo em maio.

Nos primeiros 10 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 55,571 mil toneladas, com média diária de 5,557 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A receita obtida no período alcançou US$ 138,459 milhões, com média diária de US$ 13,846 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 2.491,6.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 10,2% no volume médio diário exportado e avanço de 6% na receita média diária. Por outro lado, o preço médio por tonelada registrou queda de 3,8%.

Mercado segue atento ao comportamento do consumo

O setor suinícola acompanha com atenção o comportamento do consumo doméstico nas próximas semanas, especialmente diante do impacto da renda das famílias e da competitividade entre proteínas.

Enquanto isso, o avanço das exportações continua sendo um fator importante para equilibrar o mercado, embora ainda insuficiente para provocar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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