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Índia eleva preço mínimo do arroz em 3%, menor reajuste em cinco anos diante de estoques elevados

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Ajuste no preço mínimo do arroz

A Índia anunciou um aumento de 3% no preço mínimo de compra do arroz comum para a nova safra dos agricultores locais. Esse é o menor reajuste registrado nos últimos cinco anos, refletindo o desafio do governo em administrar estoques recordes após uma colheita histórica no ano passado.

Contexto da produção e exportação

Como segundo maior produtor mundial de arroz e maior exportador, com mais de 40% da participação no mercado global, a Índia define preços mínimos para garantir a compra da produção dos agricultores e apoiar o programa de segurança alimentar do país.

Valor do preço mínimo fixado

Para o arroz comum em casca, o governo estabeleceu o preço de suporte em 2.369 rúpias (US$ 27,76) por 100 kg, acima das 2.300 rúpias praticadas no ano anterior, conforme informou a Ministra da Informação e Radiodifusão, Ashwini Vaishnaw.

No ano passado, o aumento foi de 5,4%, portanto, o reajuste atual é significativamente mais contido.

Impacto para exportadores e mercado internacional

Segundo BV Krishna Rao, presidente da Associação de Exportadores de Arroz, o pequeno aumento no preço mínimo ajuda os exportadores indianos a manterem competitividade frente a concorrentes como Tailândia e Vietnã.

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Desafios com os estoques elevados

Apesar do suporte aos produtores, o governo enfrenta um problema crescente: os estoques de arroz acumulados nos armazéns públicos atingiram 59,5 milhões de toneladas em 1º de maio, mais de quatro vezes acima da meta oficial.

Um comerciante de Mumbai destacou que o governo não deseja um aumento significativo na produção de arroz para evitar maiores complicações, esperando que os agricultores diversifiquem suas plantações para outras culturas.

Influência das condições climáticas

A produtividade do arroz na Índia depende das chuvas de monção, que são essenciais para o cultivo dessa planta que demanda muita água. Para 2025, o departamento meteorológico do país prevê chuvas acima da média pelo segundo ano consecutivo, o que pode influenciar a safra.

Aumento de preços mínimos para outras commodities

Além do arroz, o governo também elevou os preços mínimos de compra para outras culturas importantes:

  • Algodão teve reajuste de 8,3%, para 7.710 rúpias por 100 kg.
  • Soja recebeu aumento de 8,9%, fixando o preço em 5.328 rúpias por 100 kg.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade da noz-pecã no RS e reduz perdas no campo

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A irrigação vem se consolidando como uma das principais estratégias para garantir produtividade e reduzir perdas na cultura da noz-pecã no Rio Grande do Sul. O tema será destaque na 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, que ocorre no dia 8 de maio, em Nova Pádua (RS), reunindo produtores, técnicos e especialistas do setor.

O evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), terá como um dos destaques o relato do produtor Arlindo Marostica, que apresentará os resultados do primeiro ano de cultivo com sistema de irrigação em seu pomar. A experiência evidencia o impacto direto da tecnologia na estabilidade produtiva, especialmente em períodos de estiagem.

Irrigação evita perdas e melhora rendimento

Embora a incidência solar seja essencial para o desenvolvimento da nogueira-pecã, a falta de chuvas durante a fase de enchimento dos frutos pode comprometer seriamente a produção. Segundo o produtor, a adoção da irrigação — com apoio de subsídio estadual de 20% — foi decisiva para evitar prejuízos na safra atual.

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Sem o sistema, a perda da colheita seria praticamente inevitável. Além de garantir o desenvolvimento dos frutos, a irrigação também contribuiu para a melhoria da qualidade operacional da colheita.

Em anos anteriores, a queda excessiva de folhas dificultava o processo, reduzindo a eficiência. Agora, com plantas mais equilibradas, houve redução significativa de impurezas, permitindo maior rendimento por volume colhido e menor necessidade de limpeza.

Manejo define produtividade futura

Outro ponto que será abordado no evento é a importância do manejo antecipado para garantir a produtividade das próximas safras. Especialistas destacam que o desempenho produtivo não depende apenas do ciclo atual, mas também das condições fisiológicas da planta nos anos anteriores.

A formação de ramos produtivos, a nutrição adequada e o equilíbrio hídrico são fatores determinantes para a consolidação da produção futura. Um pomar bem conduzido hoje pode garantir resultados positivos nas próximas safras, reforçando a importância do planejamento técnico.

Cultura em expansão no Sul do Brasil

A produção de noz-pecã vem ganhando espaço no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, impulsionada por programas de incentivo e pela crescente adoção de tecnologias no campo.

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A Abertura Oficial da Colheita integra as ações do programa Pró-Pecan e conta com apoio de instituições como a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater e Embrapa. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva, difundir conhecimento técnico e ampliar a competitividade da cultura no estado.

Produtor alia tecnologia e experiência no campo

Com trajetória ligada à agricultura desde a infância, o produtor anfitrião do evento destaca que o sucesso do pomar está diretamente relacionado à dedicação, ao acompanhamento constante das plantas e à adoção de boas práticas de manejo.

A combinação entre experiência prática e investimento em tecnologia, como a irrigação, tem permitido alcançar níveis elevados de produtividade, posicionando a noz-pecã como uma alternativa cada vez mais relevante para diversificação e agregação de valor no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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