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FPA reage ao aumento do IOF e articula pautas prioritárias do agro no Congresso

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Durante reunião nesta terça-feira (27), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reforçou sua posição contrária ao aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre o crédito rural. O encontro contou com a participação dos deputados Carol de Toni (PL-SC), Roberta Roma (PL-BA) e Luciano Zucco (PL-RS), que trataram de ações estratégicas para avançar com temas sensíveis ao setor no Congresso Nacional.

O principal foco foi o Decreto nº 12.466/2025, que elevou as alíquotas do IOF. Para operações gerais, a taxa passou de até 1,88% para até 3,95% ao ano. Já para micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional, a alíquota subiu de 0,88% para até 1,95%. Segundo parlamentares, a medida encarece o crédito rural e compromete a competitividade do agronegócio.

PDL 214/2025 tenta barrar aumento do imposto

Para reverter a medida, o deputado Luciano Zucco apresentou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 214/2025, que visa sustar os efeitos do decreto do Executivo. Ele classificou a decisão como unilateral e defendeu urgência na votação do projeto. “O presidente da Câmara já sinalizou que o tema é prioritário e será pautado”, afirmou.

Zucco também destacou os impactos negativos sobre os pequenos e médios produtores, exportações e toda a cadeia do agro: “Essa é a resposta que o governo quer dar ao agro gaúcho? Mais imposto?”, questionou.

Frentes parlamentares se unem em manifesto contra o decreto

A FPA, junto a outras 11 frentes parlamentares, como as de Comércio e Serviços e do Empreendedorismo, divulgaram um manifesto conjunto em apoio ao PDL 214/2025. No documento, os parlamentares expressaram “total inconformismo” com o decreto, alegando que o aumento do IOF prejudica a previsibilidade econômica, encarece o crédito e eleva o chamado “custo Brasil”.

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Para o presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), a medida representa insegurança para a economia nacional. “O IOF pegou muitos de surpresa. Estamos juntos com o setor produtivo nessa luta. O Congresso precisa agir com urgência”, afirmou.

Deputados criticam impacto econômico da medida

O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Rodolfo Nogueira (PL-MS), alertou que o aumento quase dobra as alíquotas do IOF e fere o princípio da legalidade tributária. Já o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) classificou o decreto como “irresponsável” e incoerente com a recente aprovação da reforma tributária: “Acabamos de aprovar medidas para reduzir impostos e agora temos esse aumento?”

Tania Zanella, presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), também manifestou preocupação. Para ela, a decisão do governo gera incerteza e aumenta os custos de produção, atingindo todos os segmentos do setor produtivo.

Fiscalização agropecuária: projeto amplia atuação de fiscais

A reunião também abordou o PL 3179/2024, relatado pela deputada Roberta Roma (PL-BA), que propõe a ampliação da atuação de fiscais agropecuários fora do horário comercial, incluindo finais de semana e feriados, sem aumento de gastos públicos. A proposta é uma resposta a emergências sanitárias, como a gripe aviária, e visa fortalecer a segurança alimentar.

“O projeto é uma solução inteligente e sem impacto fiscal. Beneficia produtores, servidores e o Brasil”, avaliou a deputada. O autor do texto, Domingos Sávio (PL-MG), ressaltou que o projeto é técnico e constitucional. “Precisamos votá-lo hoje para proteger o consumidor e agilizar exportações”, disse.

Pedro Lupion reforçou o apoio da FPA à medida. “É um projeto necessário que fortalece a defesa sanitária sem prejudicar o produtor.”

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Regularização de terras na faixa de fronteira entra na pauta

Outro tema discutido foi o PL 4497/2024, que trata da regularização de terras na faixa de fronteira. A deputada Caroline de Toni (PL-SC), relatora da proposta, alertou sobre o risco de 128 mil hectares voltarem à posse da União caso os prazos para regularização expirem em outubro. “É essencial prorrogá-los para garantir segurança jurídica aos produtores”, afirmou.

Rodolfo Nogueira apoiou a proposta, enfatizando o risco de “confisco de terras produtivas” e a necessidade de defender o direito à propriedade. “Precisamos garantir que essas terras permaneçam com quem produz e gera emprego no país.”

A reunião da FPA reforçou a articulação política do setor agropecuário no Congresso Nacional frente a medidas do Executivo que, segundo os parlamentares, afetam diretamente a economia rural e a segurança jurídica dos produtores. A derrubada do aumento do IOF, o fortalecimento da fiscalização agropecuária e a regularização fundiária continuam como prioridades da bancada ruralista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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