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Saúde alerta para aumento de casos de Influenza e reforça sobre vacinação

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A Secretária de Saúde de Cuiabá, médica pediatra Lúcia Helena Barboza, emitiu um alerta à população sobre o aumento significativo da circulação do vírus Influenza na capital e a baixa cobertura vacinal registrada até o momento. Segundo ela, a situação já é considerada preocupante.

“Já estamos tendo circulação grave do vírus Influenza em nossa cidade. É fundamental que as pessoas pertencentes ao grupo de risco procurem urgentemente as unidades de saúde para se vacinar. A vacina é altamente eficaz e pode reduzir em até 85% os casos graves da doença, permitindo um período de inverno mais tranquilo para todos”, destacou a secretária em suas redes sociais.

Casos em alta

Dados da Vigilância Epidemiológica de Cuiabá apontam um aumento de 348% no número de casos notificados de Influenza A e B em 2025, se comparado ao mesmo período do ano passado. Entre as semanas epidemiológicas 01 a 20 (de 29/12/2024 a 17/05/2025), já foram notificados 466 casos entre residentes da capital, contra 134 casos no mesmo período de 2024. Até o momento, nove óbitos foram confirmados, todos de pessoas residentes em Cuiabá.

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A alta pode estar relacionada tanto à maior circulação dos vírus quanto à ampliação na oferta de exames neste ano.

Vacinação disponível para grupos prioritários

A campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento exclusivamente para os públicos prioritários, conforme definição do Ministério da Saúde. A imunização está disponível gratuitamente em todas as 73 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital.

Fazem parte do grupo prioritário:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
Gestantes e puérperas
Idosos (60 anos ou mais)
Povos indígenas e comunidades quilombolas
Pessoas em situação de rua
Trabalhadores da saúde
Professores
Profissionais das forças de segurança e salvamento
Caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo e portuários
Trabalhadores dos Correios
Pessoas com deficiência permanente ou com doenças crônicas
População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional

Até o momento, 52 mil doses já foram aplicadas em Cuiabá. No entanto, a cobertura ainda está abaixo do esperado. Diante disso, a Secretaria de Saúde tem realizado diversas ações extramuros para ampliar o alcance da vacinação, como campanhas em escolas, creches, empresas, lares de idosos e outros setores públicos e privados.

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A Secretaria reforça que a vacinação ainda não está aberta para a população em geral, sendo destinada exclusivamente aos grupos prioritários nesta etapa da campanha.

A vacinação anual é essencial, especialmente devido à alta capacidade de mutação do vírus Influenza. A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir complicações graves, hospitalizações e óbitos relacionados à gripe, sobretudo entre os mais vulneráveis.

#PraCegoVer

A imagem mostra uma idosa sendo vacinada durante a campanha de vacinação. Ela veste uma camisa branca com estampas coloridas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Agro brasileiro sofre mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025 e alerta cresce com avanço da conectividade no campo

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Agro 4.0 impulsiona produtividade, mas amplia superfície de ataque digital

O avanço da tecnologia no campo tem transformado a produção agrícola brasileira. Sensores inteligentes, máquinas autônomas, drones, sistemas de irrigação conectados e plataformas de rastreabilidade já fazem parte da rotina de fazendas, cooperativas e operações logísticas em todo o país.

Esse movimento elevou a produtividade e a eficiência do agronegócio, mas também ampliou significativamente a exposição do setor a ameaças cibernéticas.

Brasil registra mais de 39 mil ataques cibernéticos ao agro em 2025

De acordo com levantamento da ISH Tecnologia, o agronegócio brasileiro registrou mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025. O volume representa uma média superior a 3,2 mil tentativas de invasão por mês.

Os dados reforçam a entrada definitiva do setor no radar de grupos especializados em ransomware, sequestro de dados e extorsão digital.

Em escala global, o cenário também preocupa. O setor de alimentos e agricultura contabilizou 265 ataques de ransomware no mesmo período, segundo relatório da Food & Ag-ISAC, entidade internacional de monitoramento de ameaças cibernéticas no agro.

Conectividade no campo aumenta riscos operacionais

A expansão da conectividade no agronegócio é um dos principais fatores por trás do aumento da vulnerabilidade digital.

Hoje, operações agrícolas integram tecnologias operacionais (OT), dispositivos de Internet das Coisas (IoT), plataformas em nuvem e sistemas corporativos. Essa interligação, embora traga ganhos de eficiência, também amplia os pontos de acesso para ataques.

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Quando comprometidos, esses sistemas podem impactar diretamente a produção, a logística, o armazenamento e até o abastecimento de alimentos.

Segurança digital passa a ser questão de continuidade operacional

No Brasil, o agronegócio responde por cerca de 25% do PIB e encerrou 2025 com recorde de US$ 169,2 bilhões em exportações, o que aumenta a relevância estratégica da proteção digital no setor.

Segundo especialistas, o risco cibernético deixou de ser apenas uma questão de proteção de dados e passou a afetar diretamente a continuidade operacional das empresas.

Para Rafaela Silva, Business Development Manager na Genetec, a segurança física e digital agora são indissociáveis dentro do ambiente produtivo.

“A transformação digital do agro ampliou significativamente a capacidade de monitoramento e eficiência das operações, mas também aumentou a exposição a riscos cibernéticos. Hoje, uma falha de segurança pode impactar desde sistemas de irrigação até cadeias logísticas e centros de distribuição”, afirma.

Ataques estão mais sofisticados e focados em operações críticas

O nível de complexidade das ameaças também aumentou. Em muitos casos, invasores atuam de forma silenciosa, mapeando acessos remotos, dispositivos conectados e vulnerabilidades por semanas antes de executar ataques.

As ações podem resultar em extorsão, paralisação de sistemas operacionais e roubo de informações estratégicas.

Integração entre segurança física e cibersegurança ganha força no agro

A convergência entre ambientes físicos e digitais tem exigido uma nova abordagem de proteção no campo. Câmeras inteligentes, controle de acesso, monitoramento remoto e análise de dados em tempo real já fazem parte da infraestrutura de grandes fazendas, cooperativas e centros logísticos.

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Segundo especialistas, a resposta mais eficiente passa por uma estratégia integrada de segurança.

“O agro opera em um ambiente distribuído, com múltiplos acessos remotos, parceiros e dispositivos conectados. Isso exige uma estratégia integrada, em que segurança física e cibersegurança em camadas atuem juntas para proteger operações críticas e garantir resiliência”, destaca Rafaela.

Desigualdade tecnológica ainda é desafio para o setor

Outro ponto de atenção é a diferença no nível de maturidade digital entre os elos do agronegócio. Enquanto grandes grupos aceleram investimentos em automação e conectividade, muitas operações ainda lidam com sistemas desatualizados, baixa segmentação de redes e pouca visibilidade sobre vulnerabilidades.

Essa assimetria amplia os riscos e cria pontos de entrada para ataques em toda a cadeia produtiva.

Cibersegurança se consolida como pilar do Agro 4.0

Com a expansão do Agro 4.0, especialistas avaliam que a segurança digital tende a se tornar um dos pilares centrais da continuidade operacional do setor.

À medida que automação, monitoramento remoto e integração tecnológica avançam, cresce também a necessidade de estratégias robustas de proteção para garantir resiliência, estabilidade e segurança nas operações agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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