AGRONEGÓCIO

Projeções de superávit pressionam e açúcar encerra pregão em queda nas bolsas internacionais

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar fecharam em baixa nesta quinta-feira (22) nas principais bolsas internacionais. A queda foi impulsionada pelas estimativas apresentadas durante a New York Sugar Week, realizada na semana passada, que indicam uma mudança no cenário global de oferta: a expectativa agora é de superávit, substituindo as projeções anteriores de déficit, conforme divulgado pela agência Reuters.

Desempenho nas bolsas internacionais

Todos os contratos negociados nas bolsas internacionais registraram desvalorização.

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto apresentou recuo em seus principais contratos:

  • Julho/2025: queda de 30 pontos, negociado a 17,40 centavos de dólar por libra-peso;
  • Outubro/2025: baixa de 26 pontos, cotado a 17,60 centavos de dólar por libra-peso.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também fechou em queda:

  • Agosto/2025: perda de US$ 9,60, encerrando o dia a US$ 488,10 por tonelada;
  • Outubro/2025: recuo de US$ 8,90, com preço final de US$ 483,90 por tonelada.
Açúcar cristal em queda no mercado interno

No mercado brasileiro, o Indicador Cepea/Esalq (USP) para o açúcar cristal apontou recuo de 1,36%. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 133,19.

Leia Também:  EUA devem reduzir área de milho e aumentar plantio de soja em 2026, aponta Bolsa de Londres
Etanol hidratado também registra baixa

O Indicador Diário Paulínia revelou desvalorização de 0,89% no etanol hidratado. O biocombustível foi negociado pelas usinas ao valor de R$ 2.773,00 por metro cúbico.

A combinação entre a revisão das projeções de oferta global e os ajustes nas bolsas refletiu negativamente nos preços do açúcar, tanto no mercado internacional quanto no doméstico, além de afetar o etanol hidratado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

Published

on

Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

Leia Também:  Preço do MAP recua 10% e devolve parte das altas de 2025, mas queda chega tarde para o produtor brasileiro

Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

Leia Também:  EUA devem reduzir área de milho e aumentar plantio de soja em 2026, aponta Bolsa de Londres

A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA