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SeloVerde MG é reconhecido pelo Banco do Nordeste como referência para concessão de crédito rural

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A plataforma SeloVerde MG, criada para atestar a conformidade ambiental das principais cadeias produtivas de Minas Gerais, acaba de ser oficialmente reconhecida pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) como ferramenta válida para a liberação de crédito rural. Esta é a primeira vez que uma instituição financeira no país adota os dados do sistema como referência para a concessão de empréstimos.

Reconhecimento inédito pelo setor bancário

O reconhecimento do BNB ao SeloVerde MG marca um avanço no incentivo à regularidade ambiental no campo. A partir de agora, dados gerados pela plataforma poderão ser utilizados na documentação para a contratação de crédito rural, contribuindo para a agilização do processo e facilitando o acesso ao financiamento, especialmente para pequenos e médios produtores rurais.

Segundo o gerente executivo estadual de Agricultura Familiar e Agronegócio do BNB, Evacir de Oliveira Júnior, a conformidade socioambiental comprovada pelo SeloVerde MG atende às exigências da instituição. “Os dados são validados por órgãos públicos, gratuitos e confiáveis, o que acelera toda a tramitação”, afirmou.

Crédito com juros a partir de 6,5%

O BNB disponibiliza R$ 1,5 bilhão do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para linhas de crédito rural destinadas à agricultura familiar e a pequenos e médios produtores. As taxas de juros partem de 6,5%, e o banco atua em 249 municípios mineiros da área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

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Mais de 1 milhão de propriedades analisadas

A plataforma SeloVerde MG reúne informações de mais de 1 milhão de propriedades rurais georreferenciadas em todo o estado, a partir do Cadastro Ambiental Rural (CAR). As análises abrangem culturas como café, soja, pecuária bovina, cana-de-açúcar e eucalipto, com foco na rastreabilidade, regularidade ambiental e critérios socioambientais exigidos tanto para exportação quanto para acesso a crédito.

Ferramenta estratégica para o produtor rural

Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, o SeloVerde MG representa uma oportunidade estratégica para quem busca financiamento. “A exigência por conformidade socioambiental cresce cada vez mais. Essa ferramenta ajuda produtores, cooperativas e empresas a comprovar o cumprimento da legislação e a obter recursos com mais facilidade, promovendo o crescimento sustentável do agronegócio mineiro”, destacou.

Tecnologia e inovação a serviço da sustentabilidade

A plataforma foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio do programa AL-INVEST Verde, da União Europeia.

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Sua base é composta por análises geoespaciais em larga escala, utilizando inteligência artificial e processamento de grandes volumes de dados para avaliar a situação ambiental de cada propriedade rural registrada no CAR.

Resultados já comprovados

O uso da plataforma já apresenta resultados relevantes. No setor cafeeiro, por exemplo, 99% das propriedades de Minas Gerais não apresentam registros de desmatamento. Já na pecuária bovina, 97,5% das áreas também estão em conformidade ambiental.

Como funciona a análise

As avaliações são feitas de forma automatizada, com base em imagens de satélite de alta resolução e informações públicas. O resultado é um diagnóstico ambiental individual para cada imóvel rural, disponível gratuitamente na plataforma. O sistema permite ainda que os dados sejam comparados visualmente, garantindo transparência e precisão.

Com essa integração entre tecnologia, sustentabilidade e crédito, o SeloVerde MG se consolida como ferramenta fundamental para o avanço de uma produção rural mais responsável e para a inclusão dos produtores no sistema financeiro de forma desburocratizada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Aditivos energéticos ganham protagonismo e impulsionam competitividade da suinocultura brasileira

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A busca por maior eficiência produtiva e competitividade tem levado a suinocultura brasileira a intensificar o uso de aditivos energéticos nas formulações de ração. Em um cenário de genética avançada, alto desempenho zootécnico e margens cada vez mais apertadas, a energia passa a ser tratada como elemento estratégico dentro dos sistemas de produção.

Mais do que um componente básico da dieta, os aditivos energéticos vêm se consolidando como ferramenta importante para melhorar o aproveitamento nutricional, sustentar o desempenho dos animais e otimizar o retorno econômico da atividade.

Energia na dieta é base do desempenho dos suínos, afirma especialista

De acordo com o doutor em Nutrição e Produção Animal e zootecnista da Quimtia Brasil, Gabriel Villela Dessimoni, a energia é o principal combustível metabólico dos suínos e influencia diretamente todas as funções produtivas.

“A energia é o principal ‘combustível’ do suíno. Sem ela, nenhuma engrenagem biológica funciona adequadamente. O animal precisa de energia para manutenção, crescimento, deposição de carne, resposta imunológica e regulação térmica”, explica o especialista.

Aditivos energéticos ampliam eficiência da dieta e desempenho zootécnico

Os aditivos energéticos utilizados na suinocultura são formulações complexas compostas por diferentes ingredientes e aditivos zootécnicos, desenvolvidos para atuar em duas frentes principais: fornecer energia de rápida disponibilidade e aumentar a eficiência de aproveitamento energético da dieta.

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Na prática, essa tecnologia se reflete em ganhos produtivos como maior ganho de peso diário e melhora na conversão alimentar, indicadores essenciais para a rentabilidade da atividade.

Segundo Dessimoni, esses produtos podem apresentar diferentes origens e composições.

“Algumas formulações utilizam derivados de óleos vegetais, outras incluem ingredientes de alta densidade energética, como subprodutos da indústria de alimentos. Também é comum o uso de ácidos graxos, lecitinas e metabólitos naturais em diferentes combinações”, detalha.

Estratégias nutricionais variam conforme a fase produtiva

O uso de aditivos energéticos na suinocultura é ajustado de acordo com cada fase de produção, respeitando as exigências fisiológicas dos animais.

Na fase de creche, o foco está no suporte energético de leitões desmamados, que apresentam sistema digestivo imaturo e alta demanda metabólica. Já na lactação, a prioridade é atender a elevada exigência energética das matrizes, fundamentais para a produção de leite e manutenção da condição corporal.

Nas fases de crescimento e terminação, a estratégia busca sustentar o alto desempenho zootécnico, com foco em ganho de peso eficiente e melhor conversão alimentar até o abate.

Deficiência energética compromete desempenho e aumenta custos de produção

A falta de energia na dieta gera impactos diretos no desempenho dos animais e na rentabilidade do sistema produtivo. Segundo o especialista, os efeitos são perceptíveis tanto no desempenho zootécnico quanto nos custos da produção.

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No animal, a deficiência energética resulta em menor ganho de peso, pior conversão alimentar, redução da resposta imunológica e maior desuniformidade dos lotes.

Para o produtor, isso significa maior tempo até o abate, aumento no consumo total de ração, elevação do custo por animal e menor eficiência econômica por quilo produzido.

Impacto é ainda mais crítico em matrizes lactantes

Nas fêmeas em lactação, a deficiência de energia pode gerar consequências mais severas. Entre os principais efeitos estão a redução da produção de leite, comprometimento do desenvolvimento da leitegada, maior mobilização de reservas corporais e impacto negativo no desempenho reprodutivo futuro.

Eficiência energética melhora retorno econômico da produção

Apesar do aumento no custo de formulação, o uso correto de aditivos energéticos tende a gerar retorno econômico positivo, graças ao ganho de eficiência produtiva.

“Quando o aditivo energético melhora a conversão alimentar e o aproveitamento da dieta, o custo efetivo por quilo de carne produzida tende a cair”, afirma Dessimoni.

Com isso, a adoção dessa tecnologia reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta essencial para elevar a competitividade da suinocultura brasileira em um cenário de maior exigência produtiva e econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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