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Trigo enfrenta incertezas no Sul do Brasil com pressão nos preços e negociações pontuais

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Plantio no Rio Grande do Sul começa com redução no uso de insumos

No Rio Grande do Sul, o plantio da nova safra de trigo está em andamento. As estimativas apontam uma área de 1,15 milhão de hectares, mas o setor demonstra preocupação devido à redução de cerca de 40% no uso de fertilizantes de base — fator que pode impactar diretamente a produtividade.

Negociações pontuais no mercado disponível gaúcho

As negociações no mercado disponível seguem concentradas entre produtores localizados próximos aos moinhos. Os preços no interior do estado variam entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00, enquanto os moinhos oferecem até R$ 1.300,00. A retração na oferta por parte dos produtores trouxe certo alívio à pressão do mercado.

No caso da exportação, o preço para dezembro foi cotado a R$ 1.320,00. Já na pedra de Panambi, houve recuo expressivo, com a saca sendo negociada a R$ 70,00.

Santa Catarina registra preços mais altos para trigo gaúcho

Em Santa Catarina, o trigo proveniente do Rio Grande do Sul chega com preços mais elevados, atingindo até R$ 1.500,00 — acima dos valores praticados dentro do estado. O preço FOB do produto gaúcho destinado a SC está na faixa de R$ 1.380,00, acrescido de frete de R$ 120,00.

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No mercado interno catarinense, os preços seguem estáveis há semanas, oscilando entre R$ 75,00 e R$ 80,00 a saca, conforme a praça de negociação.

Paraná tem maior oferta para abrir espaço à safrinha de milho

No Paraná, a necessidade de liberar espaço para a safrinha de milho tem resultado em maior oferta de trigo, especialmente na região norte. O mercado da safra velha trabalha com preços entre R$ 1.550,00 e R$ 1.600,00 FOB. Já o trigo argentino foi ofertado no porto a R$ 1.520,00.

Para a nova safra, compradores apontam valores entre R$ 1.450,00 e R$ 1.500,00 CIF moinho. Na pedra, os preços apresentaram recuo de 0,44% na semana, encerrando com média estadual de R$ 79,74 por saca. Apesar da queda, o valor permanece acima do custo de produção, estimado em R$ 73,53, garantindo uma margem positiva de 8,44%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio

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Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio

O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.

Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo

Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.

Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.

Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro

Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.

A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.

Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas

O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.

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As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.

A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.

Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score

Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.

Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.

Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural

Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.

Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva

O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.

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Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.

Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).

Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco

Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.

Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro

Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.

A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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