A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (20.5), a Operação Tempus Finis, contra integrantes de uma facção criminosa instalada no município de Terra Nova do Norte (a 675 km de Cuiabá).
Foram cumpridos nove mandados judiciais, entre prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar, decretados pela Justiça da Comarca de Terra Nova do Norte, com o objetivo de reprimir e desarticular a atuação de facções criminosas na região norte do Estado de Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Terra Nova do Norte apuraram os crimes de homicídio, tortura, tráfico de drogas, constituição de organização criminosa contra os faccionados, que estão envolvidos em “tribunal do crime”.
Ao todo, 10 pessoas foram presas, sendo oito por força das ordens judiciais e duas em situação de flagrante delito, uma vez que, durante as buscas, foram apreendidas duas armas de fogo, um tablete de cocaína e diversas porções da mesma substância já prontas para venda.
Um dos alvos dos mandados de prisão foi uma mulher, de 38 anos, que exerce a função de líder regional da facção. Ela foi localizada e presa na cidade de Sinop.
A Operação Tempus Finis coordenada pela Delegacia de Terra Nova do Norte contou com apoio da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, e das delegacias dos municípios de Matupá, Peixoto de Azevedo, Itaúba e Marcelândia.
Investigação
As investigações da Delegacia de Terra Nova do Norte decorreram com base em prisões em flagrantes realizadas em dezembro de 2024.
Conforme o delegado Fábio Viana Mateus, que preside as investigações, o aprofundamento do trabalho investigativo conseguiu identificar os integrantes da facção que vinha agindo em crimes de homicídio, tortura e tráfico de drogas, de forma regionalizada.
“A Polícia Civil de Mato Grosso reforça o trabalho contínuo de enfrentamento qualificado às organizações criminosas que atuam na região, e reafirma o seu compromisso com a segurança da população de Terra Nova do Norte com ações de inteligência e repressão” destacou o delegado.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28.4), a segunda fase da Operação Western, com o objetivo de desarticular a cadeia de fornecimento e o fluxo financeiro de um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda.
Na operação, são cumpridas sete ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias, com limite de até R$ 50 mil por conta, visando atingir o patrimônio obtido com a comercialização de drogas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são todas cumpridas na capital.
A ação é desdobramento direto da primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão em flagrante de dois investigados e na apreensão de entorpecentes, dinheiro e materiais utilizados na atividade ilícita.
As investigações apontaram a continuidade da atividade criminosa, mesmo após as prisões realizadas na primeira fase, revelando a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo fornecedores, intermediadores e operadores financeiros.
Entre os alvos identificados está o fornecedor responsável por abastecer o grupo com diferentes tipos de entorpecentes, além de outras pessoas utilizadas para movimentação de valores por meio de transferências bancárias, especialmente via Pix, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, o grupo atuava de forma coordenada, na modalidade rateio de drogas. Primeiro faziam a aquisição e o fracionamento, depois a distribuição das drogas, evidenciando a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
“A segunda fase da Operação Western tem como foco o aprofundamento das investigações, a coleta de novas provas e a descapitalização do grupo criminoso, por meio do bloqueio de ativos financeiros. As investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas com base na análise do material apreendido”, explicou o delegado.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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