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Oscilações marcam o mercado físico de algodão, que fecha semana com baixa liquidez e queda nos preços

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Mercado começa firme, mas perde força no decorrer da semana

O mercado físico de algodão apresentou um comportamento instável ao longo da semana. Nos primeiros dias, os preços se mantiveram firmes e houve leve avanço nas negociações, impulsionado principalmente por operações de trading com entrega prevista para dezembro de 2025. Na terça-feira, a firmeza nos valores se manteve, mas as negociações foram pontuais e restritas a algumas regiões.

A partir de quarta-feira, contudo, o cenário passou a se deteriorar. Os preços recuaram e a liquidez caiu significativamente. As compras ficaram concentradas em lotes com entrega a partir de 15 dias, com poucas operações efetivadas. Na quinta-feira, a retração se acentuou, com movimentações fracas e procura pontual por entregas entre 15 e 30 dias — o que não foi suficiente para reaquecer o mercado.

Preços recuam no Sudeste e em Mato Grosso

No Sudeste, as indústrias trabalharam com referência de R$ 4,35 por libra-peso (CIF São Paulo, sem ICMS), o que representa queda de 0,68% em relação ao valor do dia anterior. Há uma semana, a cotação estava em R$ 4,33 por libra-peso, indicando uma leve desvalorização acumulada de 0,23%.

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Em Rondonópolis (MT), os preços também apresentaram queda. A pluma encerrou o dia cotada a R$ 4,16 por libra-peso, equivalente a R$ 137,61 por arroba.

Mato Grosso bate recorde de exportações em abril

Apesar da pressão sobre os preços no mercado interno, o ritmo das exportações segue forte em Mato Grosso. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado exportou 169,85 mil toneladas de pluma em abril de 2025, o maior volume já registrado para esse mês em toda a série histórica.

No acumulado da safra 2023/24 (de agosto/24 a abril/25), o estado já embarcou 1,52 milhão de toneladas, um crescimento de 14,8% em comparação ao mesmo período da temporada anterior (2022/23).

Vietnã lidera importações; China reduz compras

O Vietnã segue como principal destino da pluma de Mato Grosso, seguido por Paquistão e China. No entanto, chama atenção o aumento expressivo nas compras por parte do Vietnã, Paquistão e Bangladesh, que, juntos, já importaram entre agosto/24 e abril/25 volumes superiores ao registrado em todo o ciclo da safra anterior (agosto/23 a julho/24).

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Por outro lado, as importações da China recuaram, em linha com as expectativas do mercado, uma vez que o país possui maiores estoques internos nesta safra.

Perspectiva é de exportações aquecidas até o fim do ciclo

Com a diversificação dos destinos internacionais, a expectativa é que o ritmo de exportações de Mato Grosso permaneça aquecido até julho, quando se encerra o atual ciclo da safra 2023/24.

As informações são do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Irrigação por gotejamento ganha espaço no agro e melhora produtividade, uniformidade e controle da lavoura

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A irrigação por gotejamento vem ampliando sua presença no agronegócio brasileiro e se consolidando como uma das principais tecnologias para aumento da eficiência produtiva no campo. Mais do que economizar água, o sistema tem sido adotado por produtores de diferentes culturas por contribuir diretamente para a uniformidade das lavouras, o desenvolvimento radicular das plantas e o maior controle do manejo agrícola.

Com a crescente ocorrência de irregularidades climáticas e períodos de estiagem em importantes regiões produtoras do país, a irrigação localizada passou a ser vista como uma ferramenta estratégica para garantir estabilidade produtiva e reduzir riscos no campo.

Segundo especialistas do setor, o gotejamento permite uma aplicação mais precisa da água, favorecendo o desenvolvimento equilibrado das plantas ao longo de todo o ciclo produtivo.

Uniformidade da lavoura melhora manejo e produtividade

Um dos principais benefícios observados pelos produtores está na maior uniformidade das lavouras. Como a água é distribuída de forma localizada e controlada, há redução das diferenças de desenvolvimento entre plantas dentro da mesma área.

Esse equilíbrio favorece tanto o desempenho produtivo quanto as operações de manejo, tornando a lavoura mais homogênea e eficiente.

De acordo com o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações e primeira revenda Netafim do Brasil, o impacto vai além do aumento da produtividade.

“Quando a água é bem distribuída, a lavoura fica mais uniforme, e isso facilita todo o restante do manejo”, destaca o especialista.

A uniformidade também contribui para:

  • melhor padronização das plantas;
  • maior eficiência na aplicação de insumos;
  • redução de falhas no desenvolvimento;
  • melhoria da qualidade final da produção.
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Sistema favorece raízes mais fortes e eficientes

Outro diferencial da irrigação por gotejamento está no fortalecimento do sistema radicular das plantas.

A aplicação controlada de água cria um ambiente mais estável no solo, favorecendo o crescimento das raízes e aumentando a eficiência na absorção de nutrientes.

Com raízes mais desenvolvidas e saudáveis, as plantas conseguem responder melhor às condições do ambiente e aos manejos realizados ao longo da safra.

“O sistema cria um ambiente mais estável para a raiz. Isso faz diferença no desenvolvimento da planta e na forma como ela responde ao manejo”, explica Torezani.

Especialistas apontam que esse efeito pode contribuir para:

  • crescimento mais equilibrado;
  • maior resistência em períodos de estresse hídrico;
  • melhor aproveitamento nutricional;
  • aumento do potencial produtivo.
Maior controle reduz riscos na produção agrícola

Além dos ganhos fisiológicos, a irrigação por gotejamento também oferece mais previsibilidade ao produtor rural.

Ao reduzir a dependência exclusiva das chuvas, o agricultor passa a ter maior domínio sobre o fornecimento de água em momentos críticos da lavoura, permitindo tomadas de decisão mais seguras.

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Esse controle se torna ainda mais relevante em um cenário de mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos no campo.

“Quando o produtor tem domínio sobre a água, ele consegue conduzir melhor a lavoura. Isso reduz risco e traz mais estabilidade para a produção”, afirma o engenheiro agrônomo.

Tecnologia avança em diferentes culturas do agro brasileiro

A irrigação por gotejamento vem sendo utilizada em diversas culturas agrícolas, incluindo:

  • café;
  • frutas;
  • hortaliças;
  • cana-de-açúcar;
  • grãos;
  • pomares comerciais.

O avanço da tecnologia acompanha a busca do agronegócio por sistemas mais sustentáveis, eficientes e capazes de elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

Com ganhos em eficiência hídrica, manejo e estabilidade produtiva, o gotejamento segue ganhando espaço como uma das ferramentas mais importantes da agricultura moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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