Mato Grosso

MT receberá comitiva chinesa em novembro e negocia evento internacional em Cuiabá

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Uma delegação formada por empresários e representantes de instituições chinesas deve visitar Mato Grosso no mês de novembro. O grupo virá ao Estado com interesse em estreitar relações comerciais e conhecer de perto a produção de commodities como DDG (subproduto do etanol de milho), soja, milho, gergelim, algodão, feijão e outros produtos agropecuários já habilitados para exportação ao mercado chinês.

A visita é resultado direto das articulações realizadas por representantes do Governo de Mato Grosso na quinta-feira (15.05) com a Câmara de Importadores e Exportadores Chineses de Produtos Agrícolas, Agropecuários e Alimentos (CFNA), em Pequim.

A CFNA é considerada o equivalente chinês à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mas com uma diferença significativa: a entidade é vinculada ao Ministério do Comércio da China, o que lhe confere uma relevância institucional e estratégica ainda maior nas negociações comerciais com o país asiático.

Durante a reunião, foram discutidos temas prioritários para Mato Grosso. O principal deles foi a consolidação do comércio de gergelim, cuja exportação já se encontra em andamento com destino ao mercado chinês. Outro ponto de destaque foi o pedido formal de apoio da CFNA, presidida por Cao Derong, para a abertura do mercado chinês ao feijão brasileiro.

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“Foi uma reunião importante para nós que queremos ampliar mercado e se estabelecer na China. A reunião teve objetivo de tratar pontos fundamentais como a consolidação do comércio de gergelim, a abertura do mercado de feijão e pedimos apoio da Câmara para trabalhar além do apoio institucional do governo chinês, mas também para transferência de tecnologia e capacitação técnica, com o objetivo de aprimorar a produção do grão em conformidade com as exigências do mercado chinês”, comentou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Também entrou na pauta da reunião a possibilidade de exportação de milho pipoca mato-grossense, ampliando a diversificação da pauta exportadora do Estado.

Outro avanço importante foi a articulação para que Cuiabá sedie, em abril de 2026, uma edição especial do Brasil Superfood Summit, evento promovido anualmente pelo Instituto Brasileiro de Alimentos (Ibrafe). Tradicionalmente realizado em Brasília, o summit reúne especialistas, pesquisadores, empresas e representantes do setor de alimentos para debater inovação, sustentabilidade e o futuro da alimentação, com foco em superalimentos e proteínas vegetais.

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A possibilidade de trazer o evento para a capital mato-grossense reforça o protagonismo do estado no cenário agroalimentar global e a aposta em segmentos de alto valor agregado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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