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Exportações impulsionam Paraná ao 2º lugar nacional na produção de milho em 2025

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O Paraná exportou 1,18 milhão de toneladas de milho entre janeiro e abril de 2025, um crescimento expressivo de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando embarcou 668,4 mil toneladas, segundo dados do Agrostat/Mapa.

Receita das exportações

A receita gerada com as exportações no período atingiu US$ 267,1 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), um aumento de 81% na comparação com os primeiros quatro meses de 2024, que somaram US$ 147,9 milhões. O crescimento foi motivado pelo aumento no volume exportado e pela valorização dos preços internacionais.

Paraná avança no ranking nacional

Enquanto as exportações brasileiras de milho recuaram 14% (6,07 milhões de toneladas contra 7,07 milhões em 2024), o Paraná subiu do terceiro para o segundo lugar no ranking nacional, ficando atrás apenas do Mato Grosso. O analista do Deral, Edmar Gervásio, destaca a relevância desse avanço para o Estado.

Principais mercados internacionais

O principal destino do milho paranaense foi o Irã, responsável por 52% do volume exportado, seguido pelo Egito (12,8%) e Turquia (11,3%).

Abate e produção de frango em alta

No primeiro trimestre de 2025, o Brasil abateu 1,63 bilhão de frangos, aumento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024, segundo o IBGE. A produção de carne de frango também cresceu 0,9% em comparação ao último trimestre de 2024, alcançando 3,45 milhões de toneladas. O Paraná segue líder nacional, respondendo por 34,2% do abate e 34,9% da produção de carne de frango em 2024, com crescimento de 2,5% no abate e 3,1% no volume produzido em relação a 2023.

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Recorde nas exportações de carne suína

O Paraná bateu novo recorde mensal de exportação de carne suína em abril, com 21,2 mil toneladas exportadas – 25,5% a mais que abril de 2024 e 9,3% acima de março deste ano. A expectativa é de crescimento para o segundo semestre, historicamente período de maior volume exportado, com potencial para novos recordes ainda em 2025.

Produção e exportação de ovos

No primeiro trimestre de 2025, o Paraná foi o segundo maior produtor nacional de ovos, com 459,1 milhões de dúzias, representando 9,8% da produção nacional e alta de 5,5% sobre o mesmo período de 2024. No entanto, nas exportações, o Estado ficou em quarto lugar no primeiro quadrimestre, exportando 2.454 toneladas, com receita de US$ 11,7 milhões – queda de 32,5% no volume e 20,4% na receita frente a 2024.

Cana-de-açúcar: área e produção em alta

A área destinada à cana-de-açúcar no Paraná em 2025 está projetada em 507 mil hectares, 1% maior que em 2024 (501 mil hectares). A expectativa é colher 36,7 milhões de toneladas neste ano. A colheita começou em março, com cerca de 8% já realizada.

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Pitaia e eventos no Paraná

Pelo terceiro ano consecutivo, o Paraná acompanha a produção de pitaia, presente em 126 municípios. Em 2023, a produção foi de 3,2 mil toneladas em 273 hectares, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 27,5 milhões. O boletim destaca a realização do IV Simpósio Brasileiro e II Encontro Paranaense das Pitayas, entre 21 e 23 de maio, em Maringá, reunindo produtores, pesquisadores e empresas do setor.

Tangerina: produção em queda, mas expectativa positiva para 2025

O Paraná é o quarto maior produtor brasileiro de tangerina, com 94,5 mil toneladas produzidas em 2023, em uma área de 7,1 mil hectares. Entre 2014 e 2023, houve redução de 11,3% na área e 22% no volume produzido. A safra 2025 está no início e traz expectativas melhores, com o clima favorecendo a maturação antecipada e o equilíbrio entre ácidos e açúcares. Os produtores também se preparam para a 57ª Festa Nacional da Ponkan, de 6 a 8 de junho, em Cerro Azul, considerada a Capital Nacional do Cítrico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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