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Preço da arroba do boi gordo cai pelo terceiro dia consecutivo em São Paulo e outras regiões

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Os preços da arroba do boi gordo registraram queda pelo terceiro dia seguido em São Paulo. Esse movimento é resultado do aumento da oferta de animais prontos para abate e da menor disposição dos compradores em pagar valores mais altos. Com a aproximação do fim da estação chuvosa, a capacidade das pastagens diminui, levando os pecuaristas a antecipar a venda dos animais.

Recuo nos valores em São Paulo

De acordo com o levantamento, a arroba do boi gordo no estado teve redução de R$ 2,00, enquanto o preço das fêmeas caiu R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate no mercado paulista estão programadas para uma média de nove dias, indicando um ritmo moderado na indústria.

Situação no Acre também registra queda

No Acre, os preços também apresentaram retração, com redução de R$ 3,00 por arroba em todas as categorias. Diferentemente de São Paulo, as escalas de abate no estado são mais longas, com média de 36 dias, refletindo menor ritmo de processamento.

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Oferta elevada e preços em baixa em Goiás

Na região de Goiânia, Goiás, a oferta de bovinos continua elevada, enquanto a demanda por carne permanece lenta. Como consequência, o preço do boi gordo caiu R$ 2,00 por arroba. Já o valor das fêmeas se manteve estável. As escalas de abate na região giram em torno de onze dias.

Tendência de queda impulsionada pela oferta maior

O cenário geral de recuo nos preços da arroba é influenciado pelo aumento da oferta de animais, que reduz o poder de negociação dos vendedores. Ao mesmo tempo, o ritmo de consumo de carne ainda se mostra contido, mantendo a pressão para baixo sobre os valores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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