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Plano Safra 2025/26 enfrenta cenário desafiador com alta da Selic, afirma ministro Carlos Fávaro

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Plano Safra 2025/26 será o mais desafiador dos últimos anos, principalmente devido ao atual cenário econômico do país. A disparada da taxa Selic, que pode alcançar 15% antes de julho, é um dos principais entraves para a formulação da política agrícola da próxima temporada.

Juros devem subir, mas governo busca diferenciar alíquotas para médios produtores

Apesar do provável aumento dos juros, Fávaro reforçou que o governo pretende oferecer condições diferenciadas de financiamento aos médios produtores, especialmente para o cultivo de alimentos que compõem a cesta básica. O objetivo é incentivar o plantio de itens como arroz, feijão, mandioca, batata e frutas, e, assim, contribuir para o controle da inflação.

Sem folga no orçamento, alternativas são estudadas para ampliar a oferta de crédito

Diante das restrições orçamentárias, o ministro busca soluções para viabilizar um Plano Safra mais robusto sem pressionar os cofres do Tesouro Nacional. Entre as propostas, está o aumento da destinação de recursos provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) ao crédito rural — atualmente fixado em 50%. A ideia é ampliar essa margem com aval do Banco Central.

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Recursos em dólar ganham destaque para grandes produtores

Outra estratégia mencionada por Fávaro é a ampliação das linhas de crédito dolarizadas, que foram utilizadas para financiar aproximadamente R$ 8 bilhões em máquinas via BNDES. O ministro destacou que o uso de recursos em moeda estrangeira, com juros internacionais mais baixos e sem custo ao Tesouro, deve ser priorizado para os grandes produtores voltados à exportação.

Apoio político e criatividade são fundamentais, diz Fávaro

Durante missão a Angola, Fávaro ressaltou que os planos anteriores foram recordes em volume de recursos e impacto, graças à queda no custo de produção. Segundo ele, o governo conta com o apoio político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e respaldo técnico do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para anunciar um Plano Safra que ajude no crescimento econômico.

Dificuldade para ampliar orçamento da equalização de juros

O ministro também reconheceu que será difícil repetir o aumento de R$ 3,6 bilhões obtido para a equalização de juros na safra 2024/25, que contou com R$ 16,7 bilhões ao todo — sendo R$ 6,3 bilhões para agricultura empresarial e R$ 10,4 bilhões para agricultura familiar. Para o próximo ciclo, o setor produtivo solicitou R$ 25 bilhões, valor que ainda não tem garantia de liberação.

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Prioridade ao Pronamp e crédito subsidiado para médios e pequenos

Segundo Fávaro, a prioridade será dada ao Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), nos moldes do crédito subsidiado que já beneficia pequenos produtores. O estímulo à produção de alimentos básicos visa contribuir com a estabilidade econômica e, indiretamente, melhorar a popularidade do governo, abalada pela alta nos preços dos alimentos.

Secretaria confirma aumento de juros e crédito mais restrito

Durante participação no Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, confirmou que o aumento de juros é inevitável. Ele destacou que o setor está mais cauteloso com novos investimentos e que os bancos enfrentam dificuldades após um ano marcado por várias recuperações judiciais. Segundo Campos, será necessário reequilibrar as linhas de crédito para garantir a continuidade dos financiamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeito prestigia defesa de doutorado sobre feminicídio e destaca importância da pesquisa

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou da defesa de tese de doutorado da promotora de Justiça Lindinalva Corrêa Rodrigues, aprovada no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A apresentação ocorreu no auditório da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso, com o tema “Eles não param de matar: o feminicídio como exercício de soberania sobre o corpo feminino em face da ineficiência do Estado contemporâneo”.

A banca examinadora foi composta pelas professoras doutoras Amin Haddad Campos e Maria Cristina Theobaldo, como membros externas, e Patrícia Silvia Silva Osório e Aline Wendy Papi Nunes Siqueira, como integrantes da banca interna. A orientação da pesquisa foi conduzida pelo professor doutor Mário César Silva Leite.

Durante a agenda, o prefeito Abilio destacou a relevância do estudo para o aprimoramento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e para o fortalecimento da rede de proteção às vítimas.

“O feminicídio é uma das formas mais graves de violência contra a mulher e precisa ser enfrentado com conhecimento, políticas públicas efetivas e ações integradas de proteção. Estudos como este ajudam a ampliar a compreensão do problema e contribuem para o aperfeiçoamento das estratégias de acolhimento, prevenção e defesa da vida das mulheres”, afirmou o prefeito.

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Ao agradecer a presença do chefe do Executivo municipal, Lindinalva destacou a importância do gesto institucional. “Quero agradecer a presença do prefeito Abilio neste momento. Isso demonstra que ele e o município de Cuiabá se importam”, declarou.

Durante a apresentação, a promotora analisou três casos emblemáticos da história recente do país. O primeiro foi o de Ângela Diniz, assassinada em 1976, episódio que impulsionou a mobilização nacional sintetizada no lema “Quem Ama Não Mata”. O segundo foi o da atriz Daniela Perez, morta em 1992, caso que levou à inclusão do homicídio qualificado no rol dos crimes hediondos. O terceiro foi o de Elisa Samúdio, assassinada em 2010, apontado na tese como exemplo de falhas na rede de proteção e na efetividade das medidas preventivas do Estado.

A pesquisa também abordou dados nacionais e estaduais sobre feminicídio, violência doméstica e medidas protetivas, defendendo a necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas à prevenção, ao acolhimento e à proteção das mulheres.

A Prefeitura de Cuiabá tem ampliado ações voltadas ao público feminino em diferentes áreas, incluindo saúde, assistência social, segurança, mobilidade urbana, habitação, qualificação profissional e geração de renda. Entre as iniciativas está a implantação das Salas Acolher nas Unidades de Saúde da Família, que oferecem atendimento multiprofissional, escuta qualificada e encaminhamento à rede de proteção para mulheres em situação de violência.

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O município também mantém a Casa de Amparo, que funciona 24 horas por dia para acolher mulheres em situação de risco de morte ou ameaçadas em decorrência da violência doméstica e familiar. Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, a unidade acolheu 401 pessoas, sendo 194 mulheres e 207 crianças e adolescentes.

Outra iniciativa desenvolvida pela gestão municipal é o projeto Cuiabá Acolhe Mulheres, coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, que oferece acolhimento, orientação jurídica, apoio psicológico e atendimento por meio da Van Rosa, unidade móvel integrada à rede de proteção. A Prefeitura também mantém o projeto Solidariedade em Ação, responsável pelo repasse de auxílio financeiro a crianças órfãs de feminicídio. Entre 2025 e janeiro de 2026, foram destinados R$ 344,6 mil aos filhos das vítimas.

Representantes da Secretaria Municipal da Mulher acompanharam a defesa da tese. Também estiveram presentes a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela; o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Felipe Wellaton; e a secretária municipal de Comunicação, Ana Karla.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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