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Noite de frustração: Santos não sai do zero contra o Ceará e aumenta jejum no Brasileirão

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A crise do Santos parece não ter fim. Em mais uma atuação decepcionante, o Peixe ficou no empate sem gols com o Ceará na noite desta segunda-feira, no Allianz Parque, em São Paulo, em partida que encerrou a oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A torcida, impaciente, não perdoou e vaiou o time na saída de campo, refletindo a crescente angústia com o desempenho da equipe.

Com este tropeço, o Alvinegro Praiano amarga agora cinco partidas consecutivas sem vitória – acumulando três derrotas e dois empates. A situação na tabela é crítica: o Santos permanece na vice-lanterna, com apenas cinco pontos somados, ligando o alerta máximo na Vila Belmiro. Do outro lado, o Ceará, com o ponto conquistado fora de casa, se mantém em uma posição confortável, ocupando o sexto lugar com 12 pontos.

O Jogo

O placar de zero a zero no Allianz Parque, embora frustrante para as ambições ofensivas, escondeu uma partida de alternâncias e oportunidades para Santos e Ceará, onde a falta de pontaria e o brilho dos goleiros foram determinantes.

Desde os primeiros minutos, o Ceará mostrou suas intenções. Logo aos dois, Pedro Henrique levou perigo, mas a defensiva santista conseguiu o corte providencial, com o lance posteriormente anulado por impedimento. A resposta do Santos veio aos 14, quando Tiquinho, após cruzamento de Soteldo, cometeu falta ao tentar a finalização que saiu pela linha de fundo.

O Vozão voltou a assustar aos 18 minutos, em um escanteio venenoso cobrado por Lucas Mugni que quase resultou em gol olímpico, não fosse a intervenção atenta de Gabriel Brazão. O Peixe tentou reagir com Thaciano, mas seu cabeceio, além de ir por cima, já nascia em posição irregular.

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A reta final do primeiro tempo viu o Santos criar suas melhores chances. Aos 24, Thaciano serviu Tiquinho, que preparou para a finalização de Rollheiser da entrada da área, mas o argentino pecou na direção. Seis minutos depois, Soteldo encontrou Escobar em profundidade; o cruzamento do lateral achou Rollheiser livre, mas o cabeceio do atacante tirou tinta da trave direita, para lamento da torcida.

Na etapa complementar, o Ceará quase abriu o marcador aos 17 minutos. Lucas Mugni descolou um passe preciso para Pedro Raul, que finalizou cruzado, rasteiro, vendo a bola passar perigosamente ao lado da meta. A grande oportunidade santista no segundo tempo surgiu aos 25 minutos: Rollheiser lançou, Tiquinho dominou com categoria no peito, girou e bateu firme, parando em uma defesa espetacular de Fernando Miguel. O mesmo Tiquinho, aos 38, ainda arriscou uma bicicleta após novo passe de Rollheiser, mas sem sucesso.

Nos momentos finais, a emoção persistiu. Rômulo testou os reflexos de Gabriel Brazão, que realizou grande defesa. Já nos acréscimos, Lelê teve a bola do jogo para o Ceará, mas Brazão, em saída arrojada, impediu o gol que selaria a derrota santista.

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Próximos compromissos

As duas equipes, agora, voltam a campo pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O Santos visita o Corinthians neste domingo (18), às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena. Já o Ceará encara o Sport no sábado, também a partir das 16h, na Arena Castelão.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 x 0 CEARÁ

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP).                                                                                   Data: 12/05/2025
Horário: 20h (de Brasília)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Celso Luiz da Silva (MG)
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Público: 35.240 torcedores
Renda: R$ 2.806.052,90
Cartões amarelos: Rincón (Santos) / Lucas Mugni e Fernando Sobral (Ceará)

SANTOS: Gabriel Brazão; Aderlan (Leo Godoy), Zé Ivaldo, Luan Peres e Escobar; Tomás Rincón (Zé Rafael), Gabriel Bontempo (Deivid Washington) e Rollheiser; Thaciano (Barreal), Soteldo e Tiquinho Soares (Gabriel Veron). Técnico: Cleber Xavier

CEARÁ: Fernando Miguel; Fabiano Souza (Rafael Ramos), Marllon, Willian Machado e Matheus Bahia; Dieguinho, Fernando Sobral (Lourenço) e Lucas Mugni (Rômulo); Galeano, Pedro Henrique (Bruno Tubarão) e Pedro Raul (Lelê). Técnico: Léo Condé

Fonte: Esportes

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Jogo do Flamengo na Colômbia é cancelado após atos de violência da torcida

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A partida entre Flamengo e Independiente Medellín, marcada para a noite desta quinta-feira (07.05), no Estádio Atanasio Girardot, terminou antes mesmo de ganhar ritmo. Com apenas dois minutos de bola rolando, o confronto foi paralisado por causa de atos de hostilidade praticados pela torcida colombiana, que lançou bombas e objetos no gramado e também provocou depredação de estruturas do estádio. Cerca de uma hora e meia depois da interrupção, a Conmebol confirmou o cancelamento do jogo.

A decisão ocorreu após uma escalada de tensão que já preocupava as autoridades antes do apito inicial. Em meio à crise vivida pelo clube colombiano, havia receio de confusão nas arquibancadas, o que acabou se confirmando logo no início da partida. Aos seis minutos, o árbitro Jesús Valenzuela determinou que os jogadores das duas equipes deixassem o campo e retornassem aos vestiários.

O episódio pode trazer consequências esportivas importantes. Pelo regulamento da Conmebol, se a suspensão definitiva for atribuída ao Independiente Medellín, a entidade pode considerar W.O. a favor do Flamengo, com placar de 3 a 0 para o time brasileiro.

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A revolta da torcida do Medellín vem sendo alimentada por uma sequência de resultados ruins e por instabilidade interna no clube. Depois da goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 1 no Maracanã, em 16 de abril, a equipe passou por mudança no comando técnico. Alejandro Restrepo foi substituído de forma interina por Juan Sebastián Botero, ex-treinador do sub-20.

A troca, no entanto, não surtiu efeito. No último domingo, o time perdeu por 2 a 1 para o Rionegro Águilas e acabou eliminado na fase de classificação do Campeonato Colombiano, terminando apenas na 11ª colocação. O momento ruim dentro de campo agravou o clima de pressão fora dele.

A crise também atingiu a direção do clube. O acionista majoritário Raúl Giraldo foi criticado após interagir com torcedores de forma provocativa logo depois da eliminação nacional. Na segunda-feira, ele pediu desculpas publicamente e renunciou ao cargo de liderança no Medellín, mas a insatisfação da torcida continuou evidente na tentativa de impedir a realização do jogo desta quinta-feira contra o Flamengo.

Fonte: Esportes

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