AGRONEGÓCIO

Entidades do setor produtivo defendem união entre BRB e Banco Master para impulsionar crescimento no DF

Publicado em

Neste sábado (3), o Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), juntamente com diversas associações e sindicatos da construção civil e do setor imobiliário, publicou uma carta aberta em apoio à ampliação das operações do Banco de Brasília (BRB).

O documento destaca os resultados financeiros da instituição entre 2019 e 2022, período em que o BRB registrou lucro líquido superior a R$ 1,8 bilhão e ampliou significativamente sua base de clientes.

O grupo também manifestou apoio à proposta de parceria com o Banco Master, que prevê a aquisição da instituição financeira como estratégia de expansão.

Segundo o texto, essa união fortaleceria o BRB, tornando-o ainda mais competitivo e capacitado para fomentar o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. “A integração resultará em um banco mais robusto, diversificado e preparado para impulsionar novos investimentos e negócios”, afirma um trecho da carta.

O manifesto foi assinado por entidades influentes como Codese-DF, Ademi-DF (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário), Sinduscon-DF (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Asbraco-DF (Associação Brasiliense de Construtores) e Sindarcom-DF (Sindicato das Indústrias de Artefatos de Cimento e Concreto).

Essas instituições avaliam que a ampliação do BRB representa uma oportunidade de fortalecimento da economia local, com potencial para gerar empregos e atrair novos empreendimentos para a capital.

Leia a carta na íntegra:

CARTA ABERTA EM APOIO AO CRESCIMENTO DO BRB.

O Banco de Brasília (BRB) tem se consolidado, nos últimos 6 anos, como uma das instituições financeiras mais eficientes e inovadoras do país. Desde 2019, o BRB passou por uma profunda transformação, alcançando resultados expressivos em diversas frentes: crescimento financeiro, expansão nacional, compromisso social e apoio ao setor produtivo do Distrito Federal.

Nesse período, o BRB multiplicou sua base de clientes, que passou de 600 mil para quase 9 milhões de pessoas, em todos os estados do Brasil e no exterior. Seu lucro líquido recorrente ultrapassou R$ 1,8 bilhão entre 2019 e 2022, permitindo o repasse de mais de R$ 770 milhões em dividendos ao Governo do Distrito Federal, recursos que retornam à sociedade na forma de investimentos em saúde, educação, mobilidade e infraestrutura.

Além dos números, o BRB tem sido um parceiro direto da população. Atuou com firmeza durante a pandemia, apoiando o setor produtivo e contribuindo para a construção do Hospital Acoplado de Samambaia, com mais de 100 leitos. Também gerenciou programas sociais essenciais, como o Prato Cheio, Cartão Gás, Cartão Creche e outros, que garantiram dignidade a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. No transporte público, através de sua expertise tecnológica e organizacional, transformou o sistema de bilhetagem, facilitou o acesso de estudantes, idosos e pessoas com deficiência aos modais urbanos, promovendo mobilidade e inclusão social.

Esse desempenho mostra que é possível aliar resultado financeiro com o compromisso público. O BRB é, hoje, uma ferramenta moderna de desenvolvimento e fomento regional, que gera empregos, apoia o empreendedorismo, financia projetos de infraestrutura e construção além de devolver lucros para o Distrito Federal. Ou seja, se transformou em uma poderosa ferramenta de desenvolvimento para a nossa capital.

Diante disso, as entidades signatárias desta carta manifestam publicamente seu apoio ao crescimento do BRB, seja por meio de expansão orgânica ou por fusões e aquisições, aí incluída a recente proposta envolvendo o Banco Master. Essa união complementar resultará em um banco mais robusto, competitivo, diversificado e preparado para impulsionar, ainda mais, o crescimento e o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Mais do que crescer, trata-se de ampliar a capacidade de servir a população do Distrito Federal, gerar bons negócios, atrair investimentos e criar novas oportunidades de desenvolvimento da nossa Cidade.

Lembramos aqui que essa operação deverá ser autorizada pelo Banco Central do Brasil, a Autarquia Federal que é a guardiã do sistema financeiro nacional e conhecida pela credibilidade e seriedade no tratamento de sua missão.

Dessa forma, reafirmamos nossa confiança no BRB como um agente transformador da realidade econômica e social do Distrito Federal. Um banco público forte, moderno e eficiente que é patrimônio da sociedade — e sua expansão deve ser motivo de orgulho para todos nós.

Brasília, 03 de Maio de 2025

Fonte: Jornal de Brasília

Leia Também:  Soja mantém produtividade no Mato Grosso mesmo sob estresse abiótico, aponta roteiro técnico da Elicit Plant

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Published

on

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia Também:  Mercado Internacional de Café: Correção Segue, Mas Preços Sobem Novamente

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia Também:  Soja mantém produtividade no Mato Grosso mesmo sob estresse abiótico, aponta roteiro técnico da Elicit Plant

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA