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Mercado de Trigo: Oportunidades e Desafios em Meio a Condições Climáticas Variáveis

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Com diferentes cenários climáticos afetando as grandes regiões produtoras de trigo, como os Estados Unidos, a União Europeia e a Austrália, as flutuações nos preços e nas expectativas de produção têm gerado incertezas. A seguir, analisamos as condições atuais que impactam o mercado, as oportunidades de lucro, e os fatores que podem influenciar a oferta e a demanda do grão.

Oportunidades de Lucro no Mercado de Trigo

De acordo com a análise da TF Agroeconômica, os preços do trigo da safra atual têm gerado lucros de até 9,51%, o que configura um cenário favorável para a comercialização. Embora a consultoria aponte para uma possível alta nos preços futuros, ela recomenda que os produtores aproveitem as margens de lucro presentes no momento, dado que os custos de manutenção das posições e as incertezas do mercado podem rapidamente reduzir esses ganhos. Para a próxima safra, o lucro atual é de 3,90%, mas já houve picos de rentabilidade de até 35,20%, o que demonstra o potencial de alta.

Para o trigo da safra 2026/27, a TF projeta que seja possível garantir preços em torno de R$ 83,74/saca, o que representaria um lucro de 14,63%. A chave para alcançar essas margens está na capacidade do produtor de entender o mercado futuro, interpretar gráficos e converter cotações da CBOT (Bolsa de Chicago), o que pode resultar em melhores oportunidades de negociação.

Fatores Climáticos e Seus Efeitos no Mercado de Trigo

No início de abril, as chuvas em várias regiões dos Estados Unidos trouxeram alívio às lavouras de trigo de inverno no Kansas, melhorando significativamente as condições das plantações. No entanto, as precipitações foram irregulares, com algumas áreas recebendo até 12 polegadas de chuva, enquanto outras, menos favorecidas, receberam menos de 1 polegada. Embora as chuvas tenham beneficiado muitas áreas, elas não foram suficientes para corrigir os danos em regiões que enfrentam escassez de água. O impacto no crescimento do trigo dependerá das temperaturas moderadas e de eventuais precipitações adicionais nas semanas seguintes.

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Esse cenário climático misto tem pressionado os preços futuros do trigo, que estão em níveis baixos. A maior preocupação não é mais o clima, mas a fraca demanda externa e a base de preços reduzida, que geram ansiedade entre os produtores. A exportação lenta e as dificuldades no transporte do grão também afetam a competitividade do trigo americano no mercado global.

Perspectivas para a Produção de Trigo na Austrália

Enquanto isso, a Austrália se apresenta como um dos países com boas perspectivas para a produção de trigo e cevada no ano comercial de 2025-26. Segundo o relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA, as condições iniciais em regiões como Nova Gales do Sul, Queensland e Austrália Ocidental são favoráveis, com bons indicadores de potencial de produção. Contudo, áreas como a Austrália do Sul e o oeste de Victoria estão enfrentando seca, com pouca umidade no solo e chuvas limitadas neste outono.

A produção de trigo na Austrália deve cair para 31 milhões de toneladas na próxima safra, um declínio de cerca de 9% em relação ao ano anterior, mas ainda superior à média histórica de 27,6 milhões de toneladas. A produção de cevada deverá ser de 12,5 milhões de toneladas, uma redução de 500 mil toneladas, mas ainda 6% acima da média dos últimos 10 anos.

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Apesar dessa queda na produção, o FAS projeta que as exportações de trigo da Austrália para o período 2025-26 serão de 23 milhões de toneladas, uma redução de 3 milhões em comparação com o ano anterior. No entanto, o consumo de trigo no país deve crescer, impulsionado pela maior demanda do setor de ração animal. Por outro lado, as exportações de cevada devem cair, embora o consumo de cevada cresça devido à alta demanda por ração no setor de confinamento de gado.

Expectativas para o Mercado de Trigo

O mercado de trigo continua a ser um terreno fértil para oportunidades, mas os produtores devem estar atentos às incertezas climáticas e às dinâmicas do mercado global. Embora as chuvas nos Estados Unidos tenham trazido alívio para algumas áreas, o risco de geadas tardias, a falta de precipitação em outras regiões e as dificuldades nas exportações continuam a pesar no mercado. Já na Austrália, as perspectivas de uma colheita forte de trigo são balanceadas pelas condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões, que podem reduzir o potencial de produção.

Com a volatilidade de preços e as perspectivas de colheitas mistas, os produtores que souberem aproveitar as boas oportunidades de venda e utilizar as ferramentas do mercado futuro poderão garantir lucros mais consistentes. O cenário exige atenção constante às condições climáticas e aos movimentos globais de oferta e demanda, mas, com a estratégia certa, o mercado de trigo continua a apresentar boas oportunidades para quem souber navegar por suas complexidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corriedale aposta em seleção genética e uso de dados para fortalecer produção de carne e lã no Rio Grande do Sul

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A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma nova agenda voltada à modernização da ovinocultura, com foco na geração e aplicação de informações técnicas para apoiar decisões de seleção genética nas cabanhas do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca aproximar dados produtivos, avaliação de desempenho e manejo reprodutivo da rotina dos criadores.

A proposta da entidade é ampliar o uso de ferramentas técnicas como suporte à escolha de reprodutores, planejamento de acasalamentos e evolução dos plantéis, fortalecendo a competitividade da raça Corriedale, reconhecida por sua dupla aptidão para produção de carne e lã.

Dados e tecnologia ganham espaço na seleção de ovinos

Segundo a ABCC, o avanço da ovinocultura passa pela integração entre conhecimento prático dos criadores e indicadores técnicos que permitam mensurar desempenho com maior precisão. A entidade destaca que a seleção de animais vem incorporando, de forma crescente, informações objetivas ao lado da avaliação visual tradicional.

A estratégia busca tornar mais eficiente a identificação de animais com melhor desempenho produtivo, contribuindo para rebanhos mais uniformes, produtivos e adaptados às condições de produção do Sul do país.

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Carne do Corriedale ganha protagonismo em nova estratégia da raça

O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade tem direcionado esforços para fortalecer a produção de carne da raça, sem perder a conexão com sua trajetória histórica na ovinocultura gaúcha.

“Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destacou.

Prova de desempenho avalia 41 reprodutores em Hulha Negra (RS)

Uma das principais ações em andamento é a prova de desempenho realizada no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.

A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de diferentes cabanhas do estado, em um sistema de manejo pastoril padronizado, com predominância de pastagem de azevém e suplementação mineral.

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O objetivo é gerar dados comparáveis de desempenho produtivo e genético, que possam subsidiar decisões de seleção nas propriedades.

Indicadores técnicos orientam evolução dos rebanhos

Durante o período de avaliação, os animais são acompanhados com base em diferentes indicadores zootécnicos. Entre eles está o Ganho Médio Diário (GMD), que mede o incremento de peso ao longo do tempo, além da Área de Olho de Lombo (AOL), utilizada para estimar o desenvolvimento muscular e o potencial de carcaça.

Também é observada a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), indicador importante para avaliar acabamento e qualidade da carne.

Segundo a ABCC, a combinação desses parâmetros permite identificar reprodutores com maior potencial para gerar cordeiros mais eficientes, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne, contribuindo para o avanço produtivo da ovinocultura de corte no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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