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Setor Aeroagrícola Brasileiro Superará 3 Mil Aeronaves Já em 2026

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Expectativa de Crescimento Acelerado

O setor aeroagrícola brasileiro deve ultrapassar, já em 2026, a marca de 3 mil aeronaves, incluindo aviões e helicópteros, operando nas lavouras do país. A informação foi divulgada por Cláudio Júnior Oliveira, diretor operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), durante as visitas realizadas pela comitiva do Sindag à 30ª edição da Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. O evento teve início na segunda-feira, 28, e segue até sexta-feira, 2 de maio, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O grupo da entidade é liderado pela presidente Hoana Almeida Santos e pelo vice-presidente Thiago Magalhães Silva, que estarão na feira até quarta-feira, 30, participando de uma série de encontros com empresários, pilotos, líderes do setor agropecuário, autoridades, políticos e outros profissionais.

Crescimento da Frota Aeroagrícola

A previsão inicial apontava para o atingimento da marca de 3 mil aeronaves apenas em 2027, conforme relatório apresentado no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg) no Mato Grosso, em agosto do ano passado. O estudo “Perspectivas do Setor Aeroagrícola”, elaborado por Oliveira, que também é economista, analisou as projeções das principais culturas do agronegócio brasileiro atendidas pela aviação agrícola. No entanto, a atual estimativa é de que esse patamar será alcançado um ano antes, impulsionado pelo crescimento de 7,21% na frota de aeronaves tripuladas em 2024 (até 31 de dezembro), superando significativamente a média de 2,81% registrada nos últimos 10 anos. Além disso, o setor também projeta um aumento acentuado na frota de drones agrícolas, que deve chegar a 13 mil unidades no próximo ano.

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Crescimento dos Drones Agrícolas (VANTs)

Em relação aos drones – ou veículos aéreos não tripulados (VANTs), como são classificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – o Brasil já conta com 7,8 mil unidades registradas, o que representa um crescimento de 100% em relação ao ano anterior. Segundo Oliveira, a expectativa é que esse crescimento continue em 2025, impulsionado pela busca incessante por novas tecnologias nas lavouras e pelo trabalho do Sindag para garantir o registro imediato desses aparelhos. O relatório completo será divulgado em breve pela entidade.

Mudanças Regulatórias e Expansão do Uso de Drones

O dirigente do Sindag também destacou um aumento notável de 450% no número de drones agrícolas registrados em 2023, explicando que essa expansão se deve, em grande parte, a uma mudança nas regras da Anac. Desde abril de 2023, todos os drones agrícolas com peso superior a 25 quilos passaram a ser registrados em uma categoria única e simplificada, o que facilitou o processo de regulamentação para produtores e operadores. Antes dessa alteração, drones com esse peso estavam sujeitos a regras de registro complexas, semelhantes às exigidas para aeronaves. Essa mudança liberou a demanda reprimida por inovações tecnológicas no campo, estimulando ainda mais a adoção desses dispositivos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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