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Fortalecimento do Comércio Brasil-União Europeia: Encontro em Bruxelas Impulsiona Ratificação do Acordo Mercosul-UE

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Nesta segunda-feira, 28 de abril, teve início em Bruxelas o 9º Encontro dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs), Setores de Ciência e Tecnologia (SECTECs) e Adidos Agrícolas brasileiros. O evento, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), marca o encerramento das etapas de encontros promovidos pela Europa, que também passaram por Portugal e Polônia.

Abertura e Reforço ao Acordo Mercosul-UE

Na abertura do encontro, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou a relevância do Acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que se encontra em fase de votação no Parlamento Europeu. Ele reforçou a atuação do governo brasileiro no fomento à geração de novos negócios para as empresas brasileiras, mencionando o esforço pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com o retorno do presidente Lula, retomamos com grande força a diplomacia presidencial. Ele tem se empenhado pessoalmente para promover a imagem do país”, declarou.

O Embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da Missão do Brasil junto à União Europeia, ressaltou as amplas oportunidades que o acordo oferece não só para o setor agropecuário, mas também para a indústria, os serviços e as compras governamentais. “Esse acordo tem um poder transformador, principalmente para o Brasil, pois possibilitará a exportação mais facilitada de produtos que hoje não têm acesso preferencial ao mercado europeu”, afirmou.

Compromisso das Autoridades Brasileiras

Além de Jorge Viana, o evento contou com a presença de diversas autoridades, como Ana Repezza, Diretora de Negócios da ApexBrasil; João Mendes Pereira, Embaixador do Brasil na Bélgica; Luís Rua, Secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA; Laudemar Aguiar, Secretário de Promoção Comercial do MRE; e o Senador Nelsinho Trad.

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Aloysio Nunes, ex-senador e chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil na Europa, enfatizou a importância das equipes brasileiras no exterior, responsáveis pela promoção comercial, pela organização de feiras, e pela atração de investimentos. “Temos aqui profissionais dedicados a abrir novos mercados e a promover a internacionalização de empresas brasileiras”, destacou.

Fortalecimento do Brasil no Mercado Europeu

O evento teve um foco estratégico: fortalecer a presença do Brasil no mercado europeu e promover a ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia. Luís Rua, do MAPA, enfatizou a importância do mercado europeu para o Brasil e afirmou que o país deve continuar se esforçando para avançar nas questões técnicas e fitossanitárias necessárias à abertura de novos mercados. “Não devemos desistir do mercado europeu, pelo contrário, precisamos impulsionar ainda mais essa relação”, reforçou.

Oportunidades no Agronegócio e na Indústria

Durante a programação, foram destacados painéis sobre oportunidades de negócios nos setores de agronegócio e indústria, além de exposições sobre estratégias de promoção conduzidas pelas representações brasileiras na Europa. A discussão abordou temas centrais como agronegócio, indústria, serviços, ciência, tecnologia e inovação.

Representantes do setor privado também marcaram presença, com a participação de importantes associações e empresas brasileiras, incluindo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), e a Braskem.

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Sustentabilidade e Inovação: Foco em Tecnologias Verdes

Entre os destaques do evento, o representante da Braskem, Martin Clemesha, falou sobre as soluções inovadoras sustentáveis da empresa. “O Polietileno verde da Braskem é uma grande conquista para o Brasil. Convertemos o etanol, um biocombustível, em polietileno, o plástico mais utilizado no mundo, criando um material sustentável”, afirmou.

Benefícios Imediatos do Acordo

O Acordo Mercosul-União Europeia prevê a eliminação de 100% das tarifas de importação para produtos brasileiros, com a liberalização imediata de 80% das linhas tarifárias. No curto prazo, o Brasil poderá beneficiar-se de 242 linhas tarifárias, com um potencial aumento nas exportações de até US$ 7 bilhões. Produtos como químicos, máquinas e autopeças estarão entre os mais beneficiados.

Compromisso com a Internacionalização

O evento em Bruxelas reforça o compromisso da ApexBrasil e do Ministério das Relações Exteriores com a internacionalização das empresas brasileiras e o fortalecimento do Brasil como parceiro estratégico nos principais mercados globais. Com a ratificação do acordo, espera-se um incremento significativo nas exportações e no acesso das empresas brasileiras ao mercado europeu.

A realização de eventos como este é crucial para consolidar as relações comerciais do Brasil com a Europa, criando novas perspectivas para o setor produtivo e ampliando as oportunidades de negócios para empresas brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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