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Comissão do Meio Ambiente discute combate a incêndios no Pantanal

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A 1ª reunião ordinária da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), realizada hoje (28), debateu ações de combate aos incêndios florestais nos biomas Pantanal, Cerrado e Floresta, com representantes da Defesa Civil, Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), Instituto Chico Mendes Bio (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB) explicou que o objetivo da reunião foi mostrar as informações que a Comissão tem recebido, discutir o que cada entidade está planejando e como estão as datas de disponibilização dos equipamentos, da entrada e funcionamento deles e também do prazo para início dos trabalhos no Pantanal.

“Eu venho acompanhando há muito tempo, fazendo gestão, e discutindo a questão dos incêndios florestais em várias áreas, discutindo com as secretarias, buscando alternativas e melhorias para conter esse problema. Na questão do fundo amazônico, o Corpo de Bombeiros fez um projeto no valor de R$ 45 milhões, que já foi liberado e está sendo comprado um helicóptero exclusivo para o Corpo de Bombeiros”, revelou o presidente da Comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB).

“Entendo que, com o alinhamento entre Ibama, Defesa Civil e o Governo do Estado, a gente possa ter uma data única para o encerramento da autorização das queimadas. Parece que isso está bem encaminhado, e a data será combinada entre os três futuramente.

De acordo com o deputado Wilson Santos (PSD), o Pantanal sofre com a falta de um projeto voltado para a manutenção desse bioma. “Trata-se de um patrimônio da humanidade. É inadmissível a inexistência de um projeto nacional voltado para o Pantanal. O país não sabe o que é o Pantanal, não sabe o que fazer com o Pantanal, essa é a grande verdade”.

O parlamentar disse que apresentou uma indicação junto ao Ministério do Meio Ambiente, em Brasília (DF). para que se utilize parte dos recursos do Fundo da Amazônia para o Pantanal.

“Não é justo que o Fundo da Amazônia fique apenas para Amazônia. Mato Grosso é um estado ímpar, é o único estado do Brasil que tem os três grandes biomas: Amazônia, Pantanal e Cerrado. Então, eu quero deixar aqui o registro para que essa Comissão reforçe nossa indicação junto ao governo federal”, revelou Santos.

A secretária adjunta de obras rodoviárias da Sinfra, Nívia Calzalari, falou que há um incremento de cerca de R$ 35 milhões para 2025 para locação de equipamentos.

“No ano passado o Corpo de Bombeiros demandou patrulhas mecanizadas, carros pipas, caminhões pranchas e esteiras, moto-niveladora, retroescavadeira e tratores com grades. São equipamentos que precisam estar à frente, dando condições de trabalhos para as ações dos Bombeiros”, destacou ela.

“Em 2025 foram pedidas cinco patrulhas com quinze equipamentos de combate aos incêndios, sendo que este ano, os trabalhos vão se intensificar ainda mais para conter esse problema no Pantanal, ampliando essa frente de atuação”, afirmou Calzalari.

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O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso (BEA/CB/MT), tenente Coronel Rafael Ribeiro Marcondes, reforçou que a estratégia para esse ano foi ampliada para combater os incêndios no Pantanal.

“A estrutura foi ampliada com relação ao ano passado, ações foram estendidas com mais quartéis nos 24 municípios, mas quando começa a temporada a gente cria equipes, chamando grupos temporários, instrumentos de respostas temporárias. Para esse ano, são cerca de 85 equipes, então, ao todo são os 1.088 militares que estão à disposição da diretoria operacional, mais os brigadistas contratados municipais e também estaduais”, frisou ele.

“Para este ano vamos ter uma sala de situação para gerenciar os recursos, a quantidade de recursos, a quantidade de ações previstas previamente para o Pantanal é muito grande. Vamos vencer esses incêndios, porque precisam ser combatidos de maneira imediata. Então a estrutura tem que estar pronta. Quando isso acontecer, a gente poder dar o primeiro combate”, complementou Marcondes.

Na sequência, os deputados que compõe a comissão, votaram dezoito projetos de lei.

Foram eles:

PL nº 298/2023. Apenso o PL nº 1900/2024. Autor: deputado Valdir Barranco. “Institui a Campanha de Incentivo à Preservação e Recomposição das Matas Ciliares no Estado de Mato Grosso e dá outras providências”. Pela Aprovação do PL nº 298/2023 e pela Prejudicialidade do PL nº 1900/2024.

PL nº 906/2023. Deputado Dr. João – “Dispõe sobre a Proteção da Fauna no Estado de Mato Grosso e dá outras providências”. Pela Aprovação do PL nº 906/2023, nos moldes do Substitutivo Integral nº 01 e pela Rejeição da Emenda n° 1.

PL nº 1915/2023. Deputado Faissal Calil – “Institui o Programa Estadual de Controle do Fogo e dá outras providências”. Pela Rejeição.

PL nº 1832/2024. Deputado Dilmar Dal Bosco – “Altera o §1º do Art. 27 da Lei nº 9.096, de 16 de setembro de 2009, que “Dispõe sobre a Política da Pesca no Estado de Mato Grosso e, dá outras providências”. Pedido de vista do deputado Wilson Santos.

PL nº 1893/2024.Deputado Hugo Garcia – “Altera a Lei nº 7.871, de 20 de dezembro de 2002, que dispõe sobre a criação da Área de Proteção Ambiental Estadual do Salto Magessi, no rio Teles Pires, para suprimir o inciso II do Art. 4º”. Pela Aprovação do PL nº 1892/2024 e pela Rejeição da Emenda nº01.

PL nº 1897/2024. DeputadoValdir Barranco – “Dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão do aterro das cabeceiras das pontes no mesmo processo de contratação das respectivas obras no âmbito do Estado de Mato Grosso, e dá outras providências”. Vista do deputado Carlos Avallone.

PL nº 1898/2024. Deputado Valdir Barranco – “Cria o programa “Reviva Nossos Rios” no âmbito do Estado de Mato Grosso e dá outras providências”. Pela Aprovação nos moldes do Substitutivo Integral n.º 01.

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PL nº 1911/2024. Deputado Dilmar Dal Bosco – Institui o Sítio Pesqueiro Estadual de Nortelândia, compreendido em todo perímetro do lago formado pela PCH Santana (Rio Santana), situado no município Nortelândia/MT, e dá outras providências. Vista do deputado Wilson Santos.

PL nº 1914/2024. Deputado Wilson Santos – “Dispõe sobre a obrigatoriedade da coleta, armazenamento e destinação final de embalagens de vidro não retornáveis modelo long neck ou one way pelos seus revendedores, fornecedores, comerciantes e fabricantes, na forma que especifica”. Pela rejeição.

PL nº 1934/2024. Deputado Eduardo Botelho – “Proíbe a extração de recursos pesqueiros nos entornos da nascente do Rio Cuiabazinho até a foz do Rio Quebó, no município de Nobres”. Vista do deputado Wilson Santos.

PL nº 1983/2024. Deputado Elizeu Nascimento – “Regulamenta a cota máxima de operação e dispõe sobre a faixa de ocupação no entorno do Reservatório do APM Manso e dá outras providências”. Vista do deputado Wilson Santos.

PL nº 2022/2024. Deputado Valdir Barranco – “Institui diretrizes para o Programa de Reflorestamento Comunitário no Estado de Mato Grosso”. Pela Aprovação.

PL nº 31/2025. Deputado Dilmar Dal Bosco – “Institui o Sítio Pesqueiro Estadual do Teles Pires, região de Sinop-MT, compreendido em todo perímetro do lago formado pela UHE de Sinop, sobre o Rio Teles Pires, reservatório de água que abrange os municípios de Cláudia, Itaúba, Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso/MT, e dá outras providências”. Vista do deputado Wilson Santos.

PL nº 64/2025. Deputado Wilson Santos – “Dispõe sobre a criação do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas e dá outras providências”. Vista de Carlos Avallone.

PL nº 68/2025, Deputado Diego Guimarães – “Proíbe a utilização de métodos de faturamento hidráulico e refraturamento hidráulico no Estado de Mato Grosso”. Pela Aprovação.

PL nº 114/2025. Deputado Dilmar Dal Bosco – “Institui o Sítio Pesqueiro Estadual de Colíder, Itaúba, Cláudia e Nova Canaã do Norte, compreendido em todo perímetro do lago formado pela UHE de Colíder, sobre o Rio Teles Pires, reservatório de água que abrange os municípios de Colíder. Itaúba, Cláudia e Nova Canaã do Norte, e dá outras providências”. Vista de Wilson Santos.

PL nº 197/2025. Deputado Valdir Barranco – “Dispõe sobre o incentivo à formação de profissionais veterinários especializados em fauna silvestre”. Pela Aprovação nos moldes do Substitutivo Integral nº 01.

PLC nº 40/2024. Deputado Gilberto Cattani – “Altera e acrescenta dispositivos à Lei Complementar nº 592, de 26 de maio de 2017, que dispõe sobre o Programa de Regularização Ambiental – PRA, disciplina o Cadastro Ambiental Rural – CAR, a Regularização Ambiental dos Imóveis Rurais e o Licenciamento Ambiental das Atividades poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais, no âmbito do Estado de Mato Grosso, visando a proteção dos direitos dos produtores rurais e a segurança jurídica nas atividades produtivas”. Vista de Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis

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Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.

A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.

Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.

Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.

“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.

Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.

Foto: Helder Faria

“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.

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“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.

Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.

“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.

Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.

“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.

Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.

Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.

“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.

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Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.

“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.

Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.

Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.

“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.

Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.

Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.

“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.

Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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