AGRONEGÓCIO

Colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança e atinge 87,5% da área plantada

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Avanço da colheita no estado

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,5% da área semeada. As regionais da Fronteira Oeste e da Planície Costeira Externa são as mais avançadas, com 95,3% e 95,1% da área colhida, respectivamente.

Desempenho por região

Outras regiões também registram progressos expressivos: a Planície Costeira Interna contabiliza 86,4% da área colhida; a Zona Sul, 83,9%; a Campanha, 76,3%; e a Região Central, 65,5%.

Clima ajuda, mas ritmo segue lento

Apesar das condições climáticas estarem favoráveis, o ritmo da colheita permanece lento. Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, o tempo diário de trabalho nas lavouras tem sido limitado, o que impacta o avanço das atividades no campo.

Produtividade média atual e expectativa de ajuste

Até o momento, a produtividade média do arroz colhido é de 9.022 quilos por hectare. No entanto, Siqueira ressalta que essa média pode sofrer ajustes à medida que as lavouras mais tardias forem colhidas. “A produtividade final só poderá ser confirmada após a conclusão da colheita em todas as regionais, e sabemos que a média poderá apresentar queda”, explica.

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Monitoramento por meio da plataforma Safra

Os dados da colheita são atualizados semanalmente pelo Irga através da plataforma Safra, que reúne informações detalhadas sobre o progresso da semeadura e da colheita. A ferramenta é abastecida pelos 37 escritórios do Irga espalhados por todas as regiões produtoras de arroz do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

STF valida mudança em parque nacional e libera avanço da Ferrogrão com exigências ambientais

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O Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira entre o Mato Grosso e os portos do Pará.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade. O processo teve relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Construção da Ferrogrão dependerá de licenciamento ambiental

A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e concluiu que não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na aprovação da lei.

Apesar de validar a norma, o STF estabeleceu que a construção da Ferrogrão permanece condicionada ao cumprimento de todas as exigências legais e ambientais, incluindo a obtenção de licenças ambientais e medidas de proteção às terras indígenas localizadas na área de influência do empreendimento.

A decisão também autoriza o Poder Executivo Federal a editar decreto para compensação ambiental da área retirada do parque nacional.

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Lei retirou área do Parque Nacional do Jamanxim

A Lei 13.452/2017 excluiu aproximadamente 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para implantação dos leitos ferroviários e das faixas de domínio da Ferrogrão e da BR-163.

O projeto ferroviário prevê ligação entre importantes regiões produtoras do Mato Grosso e os corredores logísticos do Pará, ampliando a capacidade de transporte de grãos destinados à exportação.

AGU destaca avanço logístico e redução de emissões

Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União destacou que os estudos relacionados ao empreendimento foram atualizados, incluindo análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A AGU argumentou ainda que, respeitadas as exigências legais, a Ferrogrão pode representar avanço relevante para a infraestrutura logística nacional, com potencial de geração de empregos, aumento da competitividade do agronegócio e redução de custos no transporte de cargas.

Outro ponto defendido pela União foi a possibilidade de diminuição do fluxo de caminhões na BR-163, fator que poderia reduzir impactos sobre a malha rodoviária e contribuir para menor emissão de gases de efeito estufa.

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Ferrogrão segue no centro do debate ambiental e logístico

Considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o setor agropecuário, a Ferrogrão continua cercada de debates envolvendo desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impactos sobre comunidades indígenas.

O projeto é visto pelo setor produtivo como peça estratégica para ampliar a eficiência logística do corredor de exportação do Norte do país, especialmente para soja, milho e farelo produzidos no Centro-Oeste brasileiro.

Ao mesmo tempo, organizações ambientais e representantes indígenas seguem cobrando garantias relacionadas à preservação da floresta amazônica e ao cumprimento rigoroso da legislação socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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