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Oferta elevada pressiona preços da laranja no mercado de mesa, aponta Cepea

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Preços em queda no mercado de laranja in natura

Os preços da laranja no mercado de mesa seguem em trajetória de baixa, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A principal causa da pressão é o aumento da oferta de frutas do grupo de precoces, que chegam ao mercado em um período tradicionalmente marcado pela menor disponibilidade.

Desempenho das principais variedades precoces

De acordo com o levantamento, a cultivar hamlin, a mais representativa entre as precoces, registrou queda de 2,78% na cotação semanal. O preço médio passou de R$ 81,76 para R$ 79,50 por caixa de 40,8 kg no intervalo de 22 a 24 de abril.

Já a variedade westin, também pertencente ao grupo das precoces, foi comercializada nesta semana por uma média de R$ 76,75 por caixa, o que representa uma desvalorização de 4,66% em relação à semana anterior.

Projeções para o mês de maio

Para o mês de maio, o Cepea prevê uma intensificação da tendência de queda nos preços, diante da expectativa de maior presença das laranjas precoces no mercado, além do avanço das tangerinas, que devem ampliar ainda mais a oferta de frutas cítricas in natura.

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Consumo retraído devido ao clima

No lado da demanda, o clima ameno tem limitado o consumo da fruta, fator que contribui para reforçar o movimento de desvalorização observado no setor. Esse contexto, segundo o Cepea, deve seguir pressionando os preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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