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Wall Street recua mesmo com sinais de alívio tarifário entre China e Estados Unidos

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Recuo nos índices futuros de Wall Street

Os contratos futuros dos principais índices da Bolsa de Valores de Nova York operavam em queda na manhã desta sexta-feira, mesmo diante de sinais positivos no campo comercial entre China e Estados Unidos. A movimentação reflete a cautela dos investidores, apesar de avanços no setor de tecnologia.

Pequim sinaliza flexibilização de tarifas

O governo chinês anunciou isenções parciais das tarifas de até 125% aplicadas a importações provenientes dos Estados Unidos. Além disso, está solicitando às empresas que indiquem produtos essenciais a serem desonerados. A medida é vista como o sinal mais claro até o momento de que Pequim começa a demonstrar preocupação com os impactos econômicos decorrentes do prolongamento da guerra comercial com Washington.

Essa movimentação ocorre em meio a indicações de autoridades norte-americanas de que a Casa Branca estaria disposta a reduzir as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Resultados positivos da Alphabet impulsionam ações de tecnologia

Em meio ao cenário de incertezas comerciais, os investidores reagiram de forma positiva aos resultados trimestrais divulgados pela Alphabet, controladora do Google. A companhia apresentou desempenho acima das expectativas no primeiro trimestre, o que contribuiu para amenizar preocupações quanto aos elevados investimentos em inteligência artificial.

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As ações da Alphabet, uma das chamadas “Sete Magníficas” do setor tecnológico, subiam 5,6% nas negociações antes da abertura dos mercados. O bom desempenho refletiu também nas ações de outras empresas de tecnologia e redes sociais: a Meta avançava 3,9% e o Pinterest registrava alta de 4,9%, impulsionadas pela robusta receita publicitária do Google.

Índices operam em queda, mas acumulam ganhos semanais

Apesar do bom desempenho de algumas ações, os principais contratos futuros recuavam: o S&P 500 caía 0,28%, o Nasdaq 100 recuava 0,32% e o Dow Jones apresentava queda de 0,55%.

Ainda assim, os índices seguem a caminho de fechar a semana com fortes ganhos, impulsionados por sinais de uma possível distensão nas tensões comerciais entre os EUA e a China, além da trégua nas ameaças do presidente Donald Trump de demitir o presidente do Federal Reserve.

Na quinta-feira, Wall Street registrou sua terceira sessão consecutiva de alta, representando a melhor sequência de ganhos do S&P 500 desde o anúncio das tarifas por Trump em 2 de abril, conhecido como o “Dia da Libertação”.

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Até o momento, o S&P 500 acumula alta de 3,8% na semana. Já o Nasdaq Composite e o Dow Jones projetam ganhos semanais de 5,4% e 2,4%, respectivamente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Área de cevada no Rio Grande do Sul deve encolher mais de 30% em 2026 com temor do El Niño

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A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra de 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a redução pode superar 30% em relação ao ciclo anterior, refletindo a preocupação dos produtores com os riscos climáticos associados à possível atuação do fenômeno El Niño durante o período de desenvolvimento da cultura.

A implantação das lavouras está em fase inicial no Estado, mas muitos agricultores já demonstram cautela diante das previsões meteorológicas para o inverno e a primavera, fatores decisivos para o desempenho produtivo da cevada.

El Niño aumenta percepção de risco no campo

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a expectativa de um cenário climático mais instável tem sido o principal motivo para a diminuição da área destinada à cultura.

Mesmo com a oferta de contratos de integração e comercialização por parte da indústria cervejeira, tradicional compradora da produção gaúcha, muitos produtores optaram por reduzir os investimentos na cevada ou direcionar áreas para outras culturas de inverno consideradas menos suscetíveis aos riscos previstos.

A possibilidade de excesso de chuvas durante fases importantes do ciclo produtivo preocupa o setor, uma vez que pode comprometer a qualidade dos grãos e reduzir o potencial de rendimento das lavouras.

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Lavouras implantadas apresentam bom desenvolvimento

Apesar das incertezas para o restante da temporada, as áreas já semeadas apresentam condições satisfatórias de desenvolvimento.

Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu de forma adequada e o crescimento vegetativo está dentro do padrão esperado para esta fase da cultura. As condições iniciais de cultivo são consideradas favoráveis, contribuindo para um bom estabelecimento das lavouras.

O desempenho final da safra, entretanto, dependerá do comportamento climático nos próximos meses.

Erechim lidera retração da área cultivada

A região administrativa de Erechim, principal polo produtor de cevada do Rio Grande do Sul, deverá registrar uma das maiores reduções de área no Estado.

As projeções apontam que a área cultivada ficará abaixo de 6 mil hectares em 2026, representando queda superior a 35% em comparação com a safra anterior.

O movimento reforça a tendência observada em todo o território gaúcho, onde produtores avaliam com cautela os custos de produção e os riscos associados ao clima.

Safra anterior alcançou mais de 32 mil hectares

Os números finais da área plantada para a safra 2026 ainda estão sendo levantados pela Emater/RS-Ascar. Na temporada passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, com produtividade média de 3.622 quilos por hectare.

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O Estado responde pela maior parte da produção nacional da cultura, sendo peça fundamental para o abastecimento da indústria de malte e cerveja no Brasil.

Preço da cevada permanece estável

No mercado, a cevada destinada à indústria de malte segue sendo negociada a preços considerados estáveis.

Levantamento da Emater/RS-Ascar indica que, na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada, em média, a R$ 80,00.

O comportamento dos preços ao longo da temporada dependerá da evolução da área efetivamente cultivada, das condições climáticas e da qualidade dos grãos colhidos, fatores que poderão influenciar diretamente a oferta disponível para a indústria.

Clima será decisivo para a safra 2026

As atenções do setor permanecem voltadas para as previsões meteorológicas dos próximos meses. Caso o El Niño se confirme com maior intensidade, os impactos poderão ir além da redução de área, afetando também produtividade e qualidade da produção.

Diante desse cenário, produtores, cooperativas e indústrias acompanham de perto a evolução das condições climáticas, que deverão definir os rumos da safra de cevada no principal estado produtor do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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