AGRONEGÓCIO
Controle da pneumonia micoplasmática é crucial para a produtividade e a sustentabilidade da suinocultura
Publicado em
24 de abril de 2025por
Da Redação
A pneumonia micoplasmática, provocada pela bactéria Mycoplasma hyopneumoniae, é um dos principais desafios sanitários enfrentados pela suinocultura brasileira. De caráter crônico e endêmico, a doença atinge aproximadamente 95% das granjas comerciais no país, comprometendo a saúde respiratória dos animais e impactando diretamente a produtividade e a rentabilidade das propriedades.
Também conhecida como Pneumonia Enzoótica Suína (PES), a enfermidade é o agente primário do Complexo de Doenças Respiratórias dos Suínos (CDRS) e favorece a ocorrência de infecções secundárias, agravando ainda mais o quadro clínico dos animais. A consequência é uma queda expressiva no desempenho dos suínos, com aumento dos custos de tratamento, menor ganho de peso, pior conversão alimentar e maiores taxas de condenações na indústria.
O gerente de Serviços Técnicos de Suínos da Zoetis Brasil, Dalvan Veit, destaca que o início da vida dos leitões é o período mais crítico para a disseminação do patógeno. “As fêmeas infectadas transmitem a bactéria aos leitões logo nas primeiras semanas de vida, o que perpetua o ciclo da doença. Por isso, vacinar as reprodutoras é essencial para reduzir a prevalência da enfermidade no plantel”, explica o especialista.
Veit alerta ainda que, em granjas com falhas no controle da bactéria, podem ser observadas reduções de até 16% na taxa de crescimento dos suínos e 14% na eficiência alimentar, resultando em significativos prejuízos econômicos. Ele ressalta que o combate eficaz à pneumonia micoplasmática exige um compromisso contínuo com a saúde do plantel, sendo fundamental iniciar o controle já nos primeiros dias de vida dos animais.
A vacinação é um dos pilares dessa estratégia. Segundo o especialista, a imunização das fêmeas de duas a três vezes por ano — ou a cada ciclo gestacional — contribui para evitar a transmissão do Mycoplasma hyopneumoniae para os leitões, especialmente nas porcas mais jovens, que apresentam maior eliminação do patógeno. Já a vacinação dos leitões deve ser realizada precocemente, garantindo proteção ainda na maternidade e reduzindo a gravidade das infecções ao longo da fase de creche, quando há maior risco de contato com animais de outras origens.
Entre as soluções disponíveis no mercado, a Zoetis, líder global em saúde animal, oferece a vacina RespiSure® ONE, indicada para aplicação em suínos a partir de um dia de vida. O imunizante proporciona proteção eficaz por até 25 semanas, contribuindo para a redução da disseminação bacteriana e da colonização pulmonar. Outro destaque da empresa é o antibiótico Draxxin®, de amplo espectro, com ação prolongada e eficaz no tratamento das principais bactérias envolvidas no CDRS. Com aplicação única, rápida absorção e longa duração no organismo, Draxxin® promove bem-estar animal e melhora a produtividade das granjas.
Além da vacinação, é fundamental adotar medidas complementares de biosseguridade e manejo ambiental. O controle sanitário de leitoas de reposição, por exemplo, deve garantir que esses animais sejam previamente expostos aos Mycoplasmas presentes na granja. A implementação do sistema “todos dentro, todos fora”, o controle de acesso de visitantes e a ventilação adequada das instalações são práticas indispensáveis para limitar a disseminação do agente infeccioso.
“O controle da pneumonia micoplasmática vai além da sanidade dos animais: é um fator determinante para o sucesso da suinocultura. A integração entre boas práticas de manejo, programas vacinais eficazes e ambiente sanitariamente equilibrado representa a abordagem mais eficiente para proteger o plantel e assegurar desempenho produtivo e econômico com sustentabilidade”, conclui Veit.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história
Published
2 horas agoon
14 de maio de 2026By
Da Redação
O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.
Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita
A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.
Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:
- Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
- Crescimento anual: 13%
- Preço médio: US$ 363/t
Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.
Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida
O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.
Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.
O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:
- Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
- Alta anual: 24%
- Alta frente a março: 7,3%
Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.
Carne suína e frango seguem em expansão
A carne suína também apresentou desempenho positivo:
- Volume exportado: 121 mil toneladas
- Crescimento anual: 9,7%
- Preço médio estável em US$ 2.497/t
Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.
Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações
No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.
As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.
O açúcar VHP registrou:
- Volume exportado: 958 mil toneladas
- Alta de 1,2% nos embarques
- Queda de 23% no preço médio
O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.
Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados
O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.
Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.
Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio
Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.
O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.
Entre os destaques:
- Forte queda nas importações de fosfatados
- Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
- Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio
O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.
Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.
Café perde receita mesmo com preços ainda elevados
Outro ponto de atenção foi o café verde.
Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.
Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras
Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.
Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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