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Brasil lidera exportações globais de cafés verdes entre outubro de 2024 e janeiro de 2025

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Exportações globais de cafés verdes somam 42,79 milhões de sacas

Entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, as exportações mundiais de grãos verdes de café totalizaram 42,79 milhões de sacas de 60 kg, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC). Esse desempenho representa uma retração de 4,9% em comparação com o mesmo período do ano-cafeeiro anterior, quando foram exportadas 45,01 milhões de sacas.

Metodologia e classificação da OIC

Os dados utilizados nesta análise são oriundos do Relatório sobre o Mercado de Café, publicado em fevereiro de 2025 pela OIC. A organização divide o mercado global em quatro principais regiões produtoras: Ásia & Oceania, África, América do Sul, e México & América Central. Além disso, classifica os cafés verdes exportados em quatro grupos distintos: Suaves Colombianos, Outros Suaves, Naturais Brasileiros e Robustas. O ano-cafeeiro da OIC vai de outubro a setembro.

Desempenho por tipo de café verde
Cafés Naturais Brasileiros lideram exportações globais

Os grãos verdes do tipo Naturais Brasileiros foram os mais exportados no período, com 16,34 milhões de sacas, o que corresponde a 38,19% do total. O volume representa um crescimento de 3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

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Cafés Robustas ocupam o segundo lugar

Com 15,13 milhões de sacas exportadas, os cafés do tipo Robusta representaram 35,36% das vendas globais no quadrimestre. No entanto, o volume indica uma queda significativa de 16,3% frente ao período anterior.

Outros Suaves apresentam retração

As exportações de grãos classificados como Outros Suaves somaram 6,17 milhões de sacas, equivalentes a 14,43% do total global. O número representa uma redução de 7,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior.

Suaves Colombianos registram crescimento expressivo

O grupo dos Suaves Colombianos exportou 5,14 milhões de sacas, o equivalente a 12,02% das exportações globais de cafés verdes. Esse resultado marca um crescimento expressivo de 17,7% em relação ao volume exportado no mesmo período do ano anterior.

Ranking global de exportações por tipo de café verde

Considerando a participação percentual de cada tipo de café verde exportado globalmente no período analisado, o ranking fica assim estabelecido:

  • Naturais Brasileiros – 38,19%
  • Robustas – 35,36%
  • Outros Suaves – 14,43%
  • Suaves Colombianos – 12,02%
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A liderança dos cafés brasileiros reafirma a importância do país no cenário internacional, mesmo diante de uma leve retração geral nas exportações globais do setor.

Mercado de Café OIC FEV/25

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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