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Balança Comercial Brasileira Registra Superávit e Crescimento nas Exportações e Importações até Abril de 2025

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Superávit Comercial e Crescimento nas Exportações

Na segunda semana de abril de 2025, a balança comercial do Brasil registrou um superávit de US$ 1,6 bilhão, com uma corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações que alcançaram US$ 6,9 bilhões e importações no valor de US$ 5,3 bilhões. Ao longo do mês, as exportações somaram US$ 12,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 9,7 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 3,2 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 22,5 bilhões.

No acumulado do ano, até a segunda semana de abril, as exportações brasileiras ultrapassaram US$ 90,2 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 77 bilhões. O superávit registrado foi de US$ 13,2 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 167,2 bilhões. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) na segunda-feira, 14 de abril.

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Comparativo de Desempenho Mensal

Em relação ao desempenho mensal, as exportações apresentaram um crescimento de 3,7% ao comparar a média diária de exportações até a segunda semana de abril de 2025 (US$ 1,429 bilhão) com o mesmo período de abril de 2024 (US$ 1,378 bilhão). Já nas importações, o aumento foi de 8,0%, ao comparar a média diária de importações até a segunda semana de abril de 2025 (US$ 1,1 bilhão) com o valor observado no mesmo mês de 2024 (US$ 995 milhões).

Dessa forma, a média diária da corrente de comércio foi de US$ 2,5 bilhões, e o superávit diário também apresentou um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 354,36 milhões.

Desempenho por Setores e Produtos

Exportações:

No acumulado até a segunda semana de abril de 2025, comparando-se com o mesmo período de 2024, o setor agropecuário teve um crescimento de US$ 30,52 milhões (8,3%), enquanto a indústria de transformação apresentou um aumento de US$ 50,19 milhões (7,5%). No entanto, o setor da indústria extrativa registrou uma queda de US$ 33,64 milhões (-9,9%).

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Importações:

Nas importações, o setor agropecuário observou um crescimento de US$ 7,04 milhões (28,2%), enquanto a indústria de transformação teve um aumento de US$ 75,29 milhões (8,5%). Por outro lado, a indústria extrativa viu uma diminuição de US$ 2,98 milhões (-4,1%) em suas importações.

Esses números refletem o dinamismo do comércio exterior brasileiro e as mudanças nos padrões de exportação e importação de diversos setores, evidenciando um cenário de crescimento sustentado em algumas áreas e desafios em outras.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 2ª Semana de abril/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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