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Mercado de trigo no Sul do Brasil é marcado por alta nas pedidas e incertezas nas negociações

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Rio Grande do Sul: mercado pressionado e indefinição nos preços

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do país segue pressionado pela elevação nos preços pedidos por vendedores, especialmente no Rio Grande do Sul. No estado, as pedidas para o trigo pão variam entre R$ 1.550 e R$ 1.580 por tonelada, enquanto o trigo branqueador é cotado entre R$ 1.600 e R$ 1.650.

Do lado dos compradores, as ofertas giram em torno de R$ 1.500 por tonelada, o que tem dificultado o fechamento de negócios. A farinha sofreu reajuste de 15% para recomposição de estoques mínimos, mas o mercado segue com baixo dinamismo.

Pressão do trigo importado e projeções para a nova safra

A concorrência do trigo importado também impacta o mercado. Moinhos que adquiriram trigo argentino por US$ 259/t enfrentam agora ofertas a US$ 285/t FOB no porto de Rio Grande, com viés de alta.

Para a nova safra, os moinhos iniciaram ofertas a R$ 1.380 por tonelada no interior gaúcho. Já os exportadores indicam valores de R$ 1.400 FAS no porto, o que equivale a US$ 238/t FOB. Historicamente, moinhos têm equiparado suas ofertas às do mercado portuário para assegurar o abastecimento. Como dezembro costuma registrar os menores preços do ano, a expectativa é de valorização nos próximos meses. Em Panambi, os preços na pedra permanecem estáveis em R$ 74 por saca.

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Santa Catarina: aumento nas pedidas e negócios pontuais

Em Santa Catarina, o mercado também demonstra alta nas pedidas, embora com negociações pontuais. Nesta semana, foi registrado negócio local a R$ 1.520 FOB. Os preços pagos diretamente ao produtor seguem estáveis ou com leve valorização, com os seguintes valores por saca:

  • R$ 76 em Canoinhas
  • R$ 75 em Chapecó
  • R$ 79 em Joaçaba
  • R$ 80 em Rio do Sul e Xanxerê
  • R$ 78 em São Miguel do Oeste
Paraná: movimento de valorização continua

No Paraná, a tendência de alta se mantém. Compradores no mercado spot indicam preços de R$ 1.670 + ICMS CIF no norte do estado, enquanto o trigo diferido spot chega a R$ 1.700 CIF. Para a nova safra, as ofertas variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500 FOB para setembro, com alguns vendedores pedindo até R$ 1.700.

Segundo dados do Deral, a média estadual subiu para R$ 80,04 por saca. Considerando um custo de produção de R$ 73,53 por saca, o lucro médio atualmente é de 8,85%, abaixo dos 13,39% registrados anteriormente, mas ainda garantindo rentabilidade para os produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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CerradinhoBio supera R$ 1,5 bilhão de EBITDA e amplia lucro em 90% na Safra 2025/2026

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Resultados reforçam eficiência operacional e estratégia de diversificação

A CerradinhoBio, empresa do setor de bioenergia que atua na produção de etanol, açúcar, energia e nutrição animal a partir de matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho, divulgou os resultados consolidados da Safra 2025/2026 com desempenho recorde.

O EBITDA da companhia atingiu R$ 1,536 bilhão, crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior. O EBIT ajustado somou R$ 1,026 bilhão, alta de 42%. Já o lucro líquido chegou a R$ 372,7 milhões, avanço expressivo de 90% na comparação anual.

A receita líquida consolidada foi de R$ 4,288 bilhões, enquanto a alavancagem financeira recuou de 2,00x para 1,40x (dívida líquida/EBITDA), uma redução de 30% em relação a março de 2025.

Mix produtivo mais diversificado sustenta crescimento

O desempenho da companhia reflete a consolidação da estratégia de diversificação do portfólio, com maior participação do açúcar e do etanol de milho na composição das receitas.

Segundo a empresa, a safra foi marcada por resultados operacionais consistentes e recordes históricos em diferentes frentes de produção, reforçando a eficiência do modelo integrado de negócios.

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Moagem de cana e milho cresce e impulsiona produção

A moagem de cana-de-açúcar totalizou 5,181 milhões de toneladas, alta de 8% em relação à safra anterior. No segmento de milho, a moagem alcançou 1,514 milhão de toneladas, crescimento de 4%.

A produção de açúcar VHP somou 415 mil toneladas, salto de 195% na comparação anual. O resultado reflete a conclusão da segunda fase da fábrica de açúcar dentro do prazo previsto, permitindo que 62% do mix da cana fosse direcionado à produção do adoçante.

Etanol de milho ganha protagonismo no portfólio

A produção total de etanol atingiu 865 mil metros cúbicos na safra. Desse volume, 687 mil m³ foram provenientes das unidades de etanol de milho.

O segmento também registrou crescimento na coprodução de derivados, com 362 mil toneladas de DDGs (+3%) e 28,6 mil toneladas de óleo (+9%), reforçando o aproveitamento industrial da cadeia do milho.

Gestão financeira e execução de projetos são destaques

Para o CEO da CerradinhoBio, Renato Pretti, a safra marcou um avanço relevante na qualidade operacional e na execução de projetos estratégicos.

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Segundo ele, a companhia fortaleceu sua estrutura de capital ao reduzir a alavancagem e, ao mesmo tempo, direcionou investimentos para iniciativas com retorno mais rápido e sinergias operacionais.

“Os resultados demonstram a capacidade da companhia de gerar valor, mesmo em um ambiente setorial desafiador”, destacou o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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