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Tensões comerciais derrubam ações em Hong Kong; mercado chinês reage com alta moderada

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Setor de tecnologia pressiona mercado de Hong Kong

As ações negociadas na bolsa de Hong Kong registraram queda acentuada nesta quarta-feira (16), refletindo o nervosismo dos investidores diante do agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O setor de tecnologia foi o mais impactado após o governo norte-americano impor novas restrições à venda de chips da Nvidia ao mercado chinês.

O índice Hang Seng encerrou o pregão com recuo de 1,91%, interrompendo uma sequência de seis altas consecutivas. O Hang Seng China Enterprises, que reúne as principais empresas chinesas listadas em Hong Kong, caiu 2,6%. Já o subíndice de tecnologia perdeu 3,7%, sinalizando o impacto direto das restrições impostas à fabricante de semicondutores.

Bolsas chinesas avançam com dados econômicos positivos

Na contramão de Hong Kong, os mercados acionários da China continental apresentaram leve alta. O índice de Xangai subiu 0,26%, enquanto o CSI300 — composto pelas maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — avançou 0,31%.

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O movimento de recuperação foi impulsionado por dados econômicos do primeiro trimestre acima das expectativas, sustentados por um consumo doméstico robusto e pela resiliência da produção industrial, apesar do ambiente externo adverso.

Intervenção estatal pode ter impulsionado ganhos

Segundo relatos da imprensa local, investidores estatais conhecidos como “Equipe Nacional” podem ter atuado na segunda metade do pregão, promovendo compras estratégicas de ações. O volume de negócios em determinados fundos negociados em bolsa, que seguem os principais índices de referência, aumentou significativamente, indicando possível intervenção para conter a volatilidade do mercado.

China nomeia novo negociador comercial

Em um movimento considerado inesperado, o governo chinês anunciou a nomeação de um novo negociador para tratar das questões comerciais com os Estados Unidos. A mudança ocorre em meio à escalada da guerra tarifária, e o novo nome será peça-chave nas futuras negociações que buscam uma saída diplomática para as restrições impostas.

Nvidia é afetada por novas medidas dos EUA

A fabricante norte-americana Nvidia confirmou na terça-feira (15) que o governo dos Estados Unidos restringiu as exportações do chip de inteligência artificial H20 para a China. O produto é um dos mais populares da empresa e tem grande importância estratégica para o mercado chinês, o que aumenta as preocupações com a continuidade da disputa tecnológica entre os dois países.

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Desempenho dos principais mercados asiáticos
  • Tóquio (Nikkei 225): queda de 1,01%, encerrando aos 33.920 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,91%, aos 21.056 pontos.
  • Xangai (SSEC): alta de 0,26%, aos 3.276 pontos.
  • Shenzhen (CSI300): avanço de 0,31%, aos 3.772 pontos.
  • Seul (Kospi): desvalorização de 1,21%, fechando em 2.447 pontos.
  • Taiwan (Taiex): baixa de 1,96%, aos 19.468 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): alta de 1,04%, atingindo 3.662 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): leve recuo de 0,04%, encerrando em 7.758 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo de produção da soja em MT dispara 6,9% com impacto de conflito no Oriente Médio

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Mercado Externo

As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo —, têm provocado forte volatilidade nos mercados internacionais de energia e insumos agrícolas. O encarecimento do petróleo impacta diretamente a cadeia produtiva, elevando os custos logísticos e de produção em diversas regiões agrícolas do mundo.

Além disso, o cenário de instabilidade também afeta a oferta global de fertilizantes, sobretudo nitrogenados e fosfatados, cuja produção depende intensamente de energia e cadeias de suprimento internacionais.

Mercado Interno

Em Mato Grosso, principal estado produtor de soja do Brasil, os reflexos já são sentidos no planejamento da safra 2026/27. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o custeio da cultura atingiu R$ 4.435,40 por hectare, avanço de 6,98% em relação ao mês anterior.

A elevação está diretamente associada ao aumento nos preços dos insumos, pressionados pelo cenário externo e pela valorização dos combustíveis no mercado doméstico.

Preços

O diesel, insumo essencial para as operações mecanizadas no campo, registrou forte alta no estado. O preço médio passou de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21/litro em março, conforme dados da ANP, representando avanço de R$ 0,86 por litro.

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Esse movimento impacta diretamente os custos operacionais, especialmente em atividades como plantio, pulverização e colheita.

Indicadores

Os fertilizantes seguem como o principal componente do custo de produção da soja, representando 46,71% do custeio total. No comparativo mensal, os gastos com esses insumos subiram 10,77%, alcançando R$ 2.071,87 por hectare — o segundo maior valor já registrado na série histórica para o período.

O avanço reflete a pressão sobre os mercados de nitrogenados e fosfatados, influenciados pelo cenário internacional.

Análise

O atual contexto reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos produtores à relação de troca, que segue deteriorada diante da escalada dos custos. Com insumos mais caros e margens pressionadas, a gestão eficiente e o planejamento estratégico ganham ainda mais relevância.

Caso o cenário geopolítico persista, a tendência é de continuidade na pressão sobre os custos de produção, o que pode impactar decisões de investimento e até a área plantada na próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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