AGRONEGÓCIO

Ministério da Agricultura se reúne com setor produtivo em Mato Grosso para discutir políticas públicas

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MAPA visita a sede da APROSMAT em Rondonópolis

Na última sexta-feira (11/04), a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) recebeu em sua sede, em Rondonópolis (MT), uma comitiva de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A visita teve como objetivo promover o diálogo com associados e lideranças do agronegócio mato-grossense, a fim de apresentar demandas do setor, discutir desafios e contribuir para a formulação de políticas públicas que impactam diretamente o segmento de sementes.

Representatividade da APROSMAT é reconhecida

O presidente da APROSMAT, Nelson Croda, celebrou a presença inédita de representantes do MAPA na sede da entidade e ressaltou a importância do encontro para o setor.

“Essa visita reforça a construção de pontes entre o setor público e privado, fortalecendo nosso compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o crescimento do agro brasileiro”, afirmou Croda.

Liderança do MAPA destaca importância da aproximação com o setor produtivo

Liderando a comitiva, o Assessor Especial do Ministério da Agricultura e Pecuária e Presidente do Conselho de Administração da Embrapa, Carlos Ernesto Augustin, destacou a relevância da visita à APROSMAT como oportunidade para conhecer os principais agentes que impulsionam a agropecuária de Mato Grosso.

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“Essa é a oportunidade de nós, do Ministério, conhecermos de perto as demandas e oportunidades da cadeia produtiva do estado”, disse Augustin.

Reunião produtiva e esclarecedora para o setor

O diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Ronaldo Vinha, também participou do encontro. Ele avaliou a reunião como altamente produtiva, sobretudo no esclarecimento de dúvidas relacionadas à legislação de sementes, fiscalização e questões bancárias ligadas ao crédito rural e ao seguro.

“Este tipo de reunião precisa acontecer com mais frequência. É fundamental que o pessoal de Brasília conheça nossa realidade e compreenda a dimensão da produção mato-grossense”, declarou Vinha.

MAPA enxerga potencial de articulação da APROSMAT

O secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Carlos Goulart, elogiou a estrutura da APROSMAT e sua atuação em prol do setor.

“A visita nos permitiu entender melhor o trabalho da Associação, sua liderança no desenvolvimento do segmento de sementes em Mato Grosso e como as políticas públicas do Ministério estão sendo percebidas na prática. Esse estreitamento de relação é essencial para o avanço das nossas iniciativas”, afirmou Goulart.

Panorama do agro em números

Durante a reunião, o superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama estatístico do setor agropecuário do estado, contribuindo para um diagnóstico mais preciso da realidade regional.

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Presenças institucionais reforçam relevância do encontro

A comitiva do MAPA contou com a participação de importantes lideranças:

  • Cleber Oliveira Soares (Secretário Adjunto da Secretaria Executiva)
  • Wilson Vaz de Araújo (Secretário Adjunto de Política Agrícola)
  • Pedro Alves Corrêa Neto (Secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo)
  • Leny Rosa Filho (Superintendente do MAPA em Mato Grosso)
  • André Dobashi (Presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja do MAPA)
  • Além dos diretores da APROSMAT, estiveram presentes na reunião:
  • Marcelo Lupatini (Superintendente do Senar-MT)
  • Frederico Azevedo (Superintendente da OCB/MT)
  • Ricardo Oliveira Alves (Gerente Regional do Indea em Rondonópolis)
  • Nelson Vigolo (Presidente do Grupo Bom Jesus Agro)
  • Álvaro Sales (Diretor Executivo do IMA-MT)

O encontro foi considerado um passo importante para alinhar estratégias, promover o fortalecimento institucional e garantir que as políticas públicas cheguem com efetividade ao campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz ganha suporte externo, mas safra recorde no Mercosul ainda pressiona preços

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O mercado brasileiro de arroz segue pressionado pela ampla oferta interna e pela consolidação de uma safra robusta no Mercosul. Apesar disso, os fundamentos internacionais começam a indicar um cenário mais construtivo para os preços no segundo semestre, com atenção crescente aos riscos climáticos globais e à redução da produção mundial prevista para a temporada 2025/26.

A avaliação é do analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que destaca a mudança gradual no ambiente internacional do cereal, mesmo diante do atual excedente físico observado no mercado doméstico.

Colheita avançada amplia oferta de arroz no Brasil

Segundo a Safras & Mercado, a colheita nacional de arroz já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos no campo.

A produção gaúcha deve alcançar aproximadamente 7,9 milhões de toneladas em base casca, consolidando a safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, o elevado rendimento das lavouras reforça a percepção de ampla disponibilidade do cereal no mercado interno.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, afirma o analista.

Preços seguem pressionados no mercado físico

Com a oferta elevada, as cotações continuam operando com viés baixista, embora parte da pressão seja limitada pela postura mais defensiva de produtores capitalizados, que evitam vendas agressivas.

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Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, os preços do arroz giram entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Já nas regiões da Campanha e Depressão Central, as referências variam entre R$ 56 e R$ 58.

Nas áreas de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios seguem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, considerando produto com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24.

O valor representa queda de 2,29% em relação à semana anterior, recuo de 4,40% frente ao mês passado e desvalorização acumulada de 21,16% na comparação com o mesmo período de 2025.

Balança comercial preocupa setor arrozeiro

Outro fator que mantém o mercado atento é o desempenho da balança comercial do arroz brasileiro. O início da temporada registra importações superiores às exportações, aumentando a necessidade de retomada mais forte dos embarques externos para equilibrar a oferta doméstica.

Segundo Oliveira, a recuperação do fluxo exportador será essencial para reduzir a pressão sobre os preços internos ao longo dos próximos meses.

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Mercado internacional começa a mostrar sinais positivos

Apesar da pressão interna, o cenário global do arroz começa a apresentar fatores mais favoráveis para sustentação das cotações.

O analista destaca que os contratos negociados em Chicago já operam próximos de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos internacionais.

Além disso, o relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução da área plantada e da produção mundial de arroz para a safra 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores em relação ao ciclo anterior.

Clima e custos elevam preocupação global

As preocupações climáticas também voltaram ao radar do mercado internacional. O possível retorno do fenômeno El Niño, aliado às ondas de calor na Índia e ao excesso de chuvas em Bangladesh, amplia os riscos para a produção global do cereal.

Além dos desafios climáticos, o setor monitora os impactos dos custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, fatores que podem limitar investimentos e afetar a capacidade produtiva em importantes países exportadores.

Segundo Evandro Oliveira, esse conjunto de variáveis começa a alterar gradualmente a percepção do mercado internacional, criando um ambiente potencialmente mais favorável para o arroz no médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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