AGRONEGÓCIO

Pesquisa chilena avança na criação de melancias mais resistentes à seca

Publicado em

Em meio à crescente crise hídrica que desafia a agricultura global, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Fruticultura (CEAF), localizado na região de O’Higgins, no Chile, alcançaram um avanço significativo em prol da sustentabilidade na produção de melancias. O estudo identificou genótipos de Lagenaria siceraria — planta aparentada à melancia — com alta tolerância à escassez de água, revelando porta-enxertos com grande potencial para aumentar a resistência da cultura a condições de seca.

O projeto é liderado pelo Dr. Guillermo Toro e conta com o apoio da Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (ANID), além da colaboração de universidades da Dinamarca e da Espanha. Os cientistas identificaram ecótipos nativos do Chile que demonstram notável eficiência na retenção de água e menor taxa de transpiração, atributos fundamentais para o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas e menos dependentes de irrigação intensiva.

Além da seleção dos porta-enxertos, o estudo também investigou os mecanismos fisiológicos que conferem à Lagenaria siceraria sua resistência a ambientes áridos. As análises revelaram a presença de sistemas radiculares adaptados, barreiras naturais que reduzem a perda de água e uma capacidade metabólica ajustável a situações extremas. Essa combinação de fatores oferece uma alternativa concreta para os produtores de melancia que enfrentam restrições hídricas severas, sem que isso comprometa a qualidade ou a produtividade dos frutos.

Leia Também:  Goiás Registra Recorde na Produção de Cana-de-Açúcar na Safra 2024/25

A próxima etapa da pesquisa será a realização de testes em larga escala, com foco especial em regiões duramente atingidas pela escassez hídrica, como a própria O’Higgins. A expectativa do CEAF é de que os resultados obtidos não apenas fortaleçam a cadeia produtiva da melancia, mas também sirvam de base para ampliar a resiliência de outras culturas frutíferas frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

Leia Também:  Exportações de carne suína do Brasil alcançam 30% do faturamento total de outubro em apenas quatro dias úteis
Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

Leia Também:  Dia Internacional da Cerveja: curiosidades, dicas e segredos para aproveitar melhor a bebida

Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA