Dez mulheres foram flagradas por policiais penais, neste final de semana, ao tentar entrar com drogas e produtos de uso proibido para entregar a presos detidos em unidades da capital e no interior do estado. As visitantes foram flagradas durante o controle de acesso às unidades prisionais, quando devem passar pelos equipamentos de detecção, como o escâner corporal.
Na Penitenciária Central do Estado (PCE), cinco mulheres foram flagradas no sábado (12.4), quando o escâner corporal apontou que elas estavam com volumes anormais por baixo das vestimentas. Quatro delas levavam pacotes de fumo, produto de uso proibido dentro da unidade prisional.
Outra visitante, companheira de um custodiado, foi flagrada também pelo escâner com um volume anormal na área íntima e removeu o pacote de maconha. Diante dos fatos, a mulher foi encaminhada à Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Cuiabá, para registro da ocorrência.
No domingo (13.4), também na PCE, outras três mulheres foram flagradas com entorpecentes e pacotes de fumo escondidos no corpo. Uma das visitantes foi flagrada no momento em que jogou dois pacotes de fumo em uma lixeira na entrada da penitenciária
Outra visitante, ao ser questionada sobre a imagem apontada no escâner, removeu da calcinha um enchimento onde estava uma porção fragmentada de maconha. A mulher, de 56 anos, foi encaminhada à Central de Flagrantes de Cuiabá.
Em Paranatinga
Ainda no domingo, na unidade prisional de Paranatinga, duas visitantes, ambas gestantes, foram flagradas, durante os procedimentos de segurança na entrega de materiais para artesanato na cadeia, com entorpecente.
As 21 porções da droga foram encontradas pelos policiais penais dentro de novelos de linhas que seriam entregues pelas visitantes aos companheiros que estão custodiados na cadeia pública. Um boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado à Polícia Civil para apuração.
Todas as visitantes tiveram o direito de visitas suspenso por 90 dias.
A Secretaria de Estado de Justiça reforçou os procedimentos de segurança e a vigilância nas unidades prisionais de Mato Grosso, a partir do programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas. Também foram implementadas operações contínuas de revistas para coibir a entrada, identificar e remover materiais ilícitos das unidades.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Capturas e Polinter, deflagrou entre os dias 6 e 7 de julho a segunda fase da Operação “Incarceratus”, em Sinop. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e de condenação contra investigados por crimes graves no Estado.
A operação foca na repressão qualificada e no combate ao crime organizado. O trabalho baseia-se em um levantamento prévio de inteligência. Policiais civis cruzam dados do sistema para localizar ordens de prisão pendentes contra alvos que já se encontram detidos por outros delitos.
Desta vez, as ordens judiciais foram cumpridas na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira. A ação contou com o apoio fundamental da Polícia Penal. Os alvos respondem por crimes como homicídio, roubo, tráfico de drogas e organização criminosa.
Estratégia de contenção
A estratégia impede que detentos com pendências judiciais graves obtenham liberdade condicional ou progressão de regime de forma indevida. De acordo com a delegada titular da Polinter, Dra. Silvia Maria Pauluzi de Siqueira, a análise minuciosa das equipes permitiu identificar com precisão as ordens judiciais em aberto.
“Os cumprimentos contaram com o suporte do Núcleo de Inteligência da Polinter. O setor atua no levantamento de alvos e dá apoio logístico às equipes de rua. Além de atender às demandas do Estado de Mato Grosso, a delegacia também atua no cumprimento de mandados de outras federações do país”, explicou o delegado Fernado Vasco Spinelli Pigozzi.
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