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Mercado Halal é destaque na Anuga Select Brazil com pavilhão exclusivo e capacitações gratuitas

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Entre os dias 8 e 10 de abril, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebe a Anuga Select Brazil, considerada a maior feira das Américas voltada exclusivamente ao setor de alimentos e bebidas. Além de reunir tendências globais e promover novas oportunidades de negócios, a edição deste ano reserva atenção especial ao crescente mercado Halal, que ganha espaço de forma expressiva no cenário internacional.

Pelo segundo ano consecutivo, a FAMBRAS Halal — primeira certificadora Halal do Brasil e a maior da América Latina — estará à frente do Pavilhão Halal Zone, um ambiente exclusivo dentro da feira. No espaço, visitantes poderão compreender em profundidade o conceito Halal, conhecer o processo de certificação, acessar materiais informativos e receber orientações de especialistas sobre o mercado islâmico.

Halal: tradição, valores e rigor na certificação

O termo Halal, oriundo da tradição islâmica, significa “permitido” ou “lícito”. Segundo Ali Zoghbi, vice-presidente da FAMBRAS Halal, esse conceito está diretamente ligado à ideia de que os alimentos influenciam não apenas a saúde física, mas também a alma, o comportamento e a conduta moral dos indivíduos.

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A certificação Halal atesta que o produto foi submetido a um criterioso processo de verificação, que abrange análises laboratoriais, inspeções documentais e avaliação de boas práticas por parte da empresa produtora. Além de garantir a qualidade e a segurança alimentar, o processo também contempla aspectos como o bem-estar animal e a sustentabilidade ambiental.

“É por isso que os produtos certificados têm atraído cada vez mais não apenas os cerca de dois bilhões de muçulmanos no mundo, mas também consumidores que valorizam práticas conscientes de produção”, ressalta Zoghbi.

Expansão global e liderança brasileira

De acordo com o State of the Global Islamic Economy Report 2023/24, o mercado Halal movimentou US$ 2,765,95 bilhões em 2024 apenas no setor de alimentos e bebidas. A previsão é que esse volume atinja US$ 3.024,57 bilhões em 2025 e US$ 6.817,18 bilhões até 2034, com crescimento médio anual de 9,4%.

Neste cenário de expansão, o Brasil se destaca como líder global na exportação de alimentos Halal. Em 2024, o país registrou exportações de US$ 27,9 bilhões para os países membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC) — superando Índia (US$ 24,31 bilhões) e Estados Unidos (US$ 15,4 bilhões). Entre os principais produtos brasileiros exportados estão frango, carne bovina, açúcar, café e arroz.

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Capacitação gratuita para profissionais interessados no setor Halal

Com o objetivo de ampliar o conhecimento e a qualificação de profissionais interessados em atuar neste mercado, a FAMBRAS Halal, em parceria com a International Halal Academy (IHA), promoverá três minicursos gratuitos durante a feira. Os participantes receberão certificados emitidos pela IHA, instituição que tem como missão a formação e o treinamento de profissionais para o segmento Halal.

A iniciativa reforça o compromisso da FAMBRAS Halal com a difusão de informações e o fortalecimento da presença brasileira neste mercado promissor, que une tradição religiosa, responsabilidade ética e um alto potencial econômico.

Os minicursos acontecerão no auditório Food Trends e é necessário fazer inscrição para participar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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