AGRONEGÓCIO

Tecnoshow COMIGO 2025 é inaugurada com expectativa de movimentar R$ 10 bilhões

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Teve início nesta segunda-feira (7/4) a 22ª edição da Tecnoshow COMIGO, uma das maiores feiras do agronegócio nacional. Realizado no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), o evento deve atrair mais de 150 mil visitantes ao longo dos cinco dias de programação e conta com a presença de mais de 690 expositores. A expectativa da organização é movimentar cerca de R$ 10 bilhões em negócios.

Durante a cerimônia de abertura, o presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antônio Chavaglia, ressaltou que esta edição possui um significado especial, pois celebra os 50 anos da cooperativa. “São cinco décadas marcadas por conquistas de uma equipe extraordinária de colaboradores. É uma grande honra termos mais de 12 mil cooperados distribuídos entre Rio Verde e outros municípios do estado”, destacou.

O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, também participou da abertura e enfatizou a importância da parceria entre o município e o setor agropecuário. “Rio Verde é destaque entre os municípios do agro no Brasil. Fomos os que mais distribuíram renda, gerando milhares de empregos. Apenas nos últimos oito anos, mais de 20 mil postos de trabalho com carteira assinada foram criados aqui”, disse. Carrijo recordou que a feira movimentou mais de R$ 9 bilhões em 2024, e projeta um crescimento entre 5% e 10% este ano.

O prefeito também anunciou investimentos em infraestrutura, como a destinação de R$ 62 milhões para a construção da primeira rodovia municipal de Rio Verde, ligando o entroncamento da BR-060 com a GO-050. A obra promete facilitar a mobilidade de veículos e caminhões na região.

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A solenidade de abertura contou ainda com a assinatura de protocolos de intenções para a execução de obras viárias e ações de fomento ao empreendedorismo regional.

Goiás como referência nacional no agro

Presente à cerimônia, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, destacou o papel do estado como protagonista do agronegócio nacional. “Goiás é hoje o terceiro maior produtor de grãos do país, superando o Rio Grande do Sul e disputando posição com o Paraná. A Tecnoshow COMIGO é uma verdadeira vitrine da tecnologia aplicada no campo e pode servir de modelo para outras regiões do Brasil”, declarou.

Segundo Caiado, o governo estadual aposta na inovação para impulsionar o setor, com foco no desenvolvimento de novas cultivares, uso de inteligência artificial e expansão da produção agrícola em áreas estratégicas como o Vale do Araguaia e o Nordeste Goiano.

Reforçando o compromisso com a sustentabilidade, o governador anunciou a aquisição de 500 ônibus movidos a biometano, fruto de uma parceria com a empresa indiana Raj Process. “Trata-se de um combustível limpo, que contribui com a descarbonização. Goiás está se antecipando a outros estados ao implementar, de forma prática, uma solução tecnológica sustentável”, celebrou.

Rio Verde como capital simbólica do estado

Durante o período de realização da feira, Rio Verde foi simbolicamente transformada na capital do estado de Goiás. A transferência simbólica foi formalizada em cerimônia que contou com a presença do governador, do prefeito e do presidente do Conselho de Administração da COMIGO. A programação incluiu a revista de tropas e o hasteamento da bandeira, marcando a oficialização da capital provisória até o dia 11 de abril.

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Fórum com embaixadores reforça perspectivas comerciais

Ainda na segunda-feira, ocorreu o fórum “Diálogo com Embaixadas”, no Auditório 3. A iniciativa reuniu embaixadores, representantes do governo estadual, da prefeitura e da COMIGO para discutir o histórico comercial e as possibilidades de novos negócios com outros países.

Entre os diplomatas presentes estiveram representantes do México, Belarus, China, Suriname, República Tcheca, Rússia, Sérvia, Timor-Leste e Trinidad e Tobago. O encontro foi coordenado por Giordano Sarvio Cavalcante de Souza, chefe do Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás.

Programação diversificada e foco em conhecimento

A Tecnoshow COMIGO 2025 oferece uma programação ampla, com mais de 300 horas de palestras distribuídas em três auditórios. Entre os palestrantes estão especialistas renomados como Fernando Beltrame, Thiago Bernardino, Paulo Arbex, Aldo Rebelo e José Luiz Tejon, que abordarão temas estratégicos para o futuro do agronegócio.

No setor pecuário, a feira apresenta cerca de 800 animais, incluindo bovinos de corte e leite, equinos, muares, ovinos, peixes, pôneis e cães pastores. Também estão previstas palestras sobre saúde animal, nutrição e manejo.

O paisagismo do evento chama a atenção: foram plantadas 100 mil mudas ornamentais de 12 espécies diferentes e instalados 6 mil vasos com flores diversas, compondo o painel decorativo principal da feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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