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Filme plástico ideal para estufas impulsiona produtividade e reduz perdas no cultivo protegido

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A agricultura protegida, por meio do uso de estufas, tem se consolidado como uma alternativa eficiente em diversas regiões do Brasil, sobretudo naquelas com condições climáticas adversas. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), essa técnica pode elevar a produtividade em até 30% e estender os ciclos produtivos. Contudo, para alcançar esses benefícios, é fundamental atentar-se à escolha do filme plástico utilizado na cobertura das estufas.

Essa decisão deve fazer parte do planejamento estratégico do produtor, como destaca Bruno Rossafa, técnico em plasticultura e especialista da Nortène, formado em Ciências Agrícolas. Segundo ele, o filme plástico tem papel que vai muito além da simples proteção contra intempéries. “Essa escolha impacta diretamente na sustentabilidade do sistema produtivo. Existem opções variadas no mercado, de acordo com o tipo de cultura, clima e tecnologias empregadas. Saber quais critérios considerar é essencial para potencializar os resultados e reduzir os custos operacionais”, afirma.

Dados da Associação Brasileira de Horticultura (ABH) apontam que a utilização de estufas com filmes tecnológicos pode reduzir as perdas em até 25%, principalmente em culturas de alto valor agregado, como tomate, pimentão e flores ornamentais. Para garantir esse desempenho, o produtor deve levar em conta diversos fatores na hora da escolha.

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Critérios técnicos para a escolha do filme

Um dos principais aspectos a serem considerados é o tipo de cultura cultivada. “Hortaliças como alface e tomate exigem maior controle térmico e elevada transmissão de luz difusa. Já no caso de flores ornamentais, é necessário optar por filmes que filtrem determinados comprimentos de onda e que ofereçam proteção contra queimaduras solares”, explica Rossafa.

As condições climáticas da região também são determinantes. Em locais com alta incidência solar, por exemplo, o ideal é utilizar filmes com proteção contra raios ultravioleta (UV), que além de protegerem as plantas do estresse térmico, aumentam a durabilidade do material. Já em regiões com ventos intensos ou chuvas fortes, é imprescindível investir em filmes com elevada resistência mecânica para preservar a estrutura da estufa e evitar prejuízos.

Sustentabilidade e durabilidade do material

Outros critérios relevantes são a durabilidade e o impacto ambiental do produto. Filmes tratados contra radiação UV costumam ter vida útil mais longa, o que diminui a necessidade de substituições frequentes. Além disso, materiais que podem ser reutilizados em outras aplicações ou reciclados ao fim do seu ciclo de uso são ideais para produtores comprometidos com práticas sustentáveis.

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“Temos observado, na prática, que investir em um filme de qualidade gera um retorno expressivo. Ele contribui para a proteção da lavoura, reduz perdas e ainda auxilia na conservação de recursos naturais, como água e energia”, pontua o especialista da Nortène.

Benefícios das estufas com filme adequado

O uso correto de filmes plásticos em estufas oferece diversas vantagens. A alta transmissão de luz, por exemplo, estimula o crescimento das plantas, garantindo uma iluminação uniforme e minimizando áreas sombreadas. O controle térmico é outro benefício essencial, pois permite manter a temperatura estável, refletindo o calor durante o dia e retendo-o durante a noite, protegendo as culturas de variações bruscas.

Além disso, a resistência mecânica do material assegura a integridade das estufas mesmo em condições climáticas severas. Já os tratamentos com propriedades antigotejo evitam o acúmulo de gotas de água nas superfícies internas, o que melhora a transmissão de luz e reduz a umidade sobre as folhas — fator que contribui para a prevenção de pragas e doenças.

Com a escolha correta do filme plástico, o agricultor amplia sua produtividade, melhora a qualidade da produção e ainda adota práticas que favorecem a sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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